Papa considera que "o pior perigo" dos tempos actuais "é esta feia ideologia de género"
Oliveira
Francisco anunciou que foram solicitados estudos "sobre esta feia ideologia do nosso tempo, que apaga as diferenças e torna tudo igual", destacando que "apagar a diferença é apagar a Humanidade".
DN, 01 março 2024
O Papa Francisco considerou esta sexta-feira que o pior perigo nos tempos atuais é a ideologia de género, porque anula as diferenças entre homens e mulheres. Ao receber os convidados que participam numa conferência no Vaticano, intitulada "Homem e Mulher, Imagem de Deus", Francisco confirmou que ainda está constipado e, para não se cansar, a sua intervenção foi lida por um dos seus colaboradores, monsenhor Filippo Ciamparelli, mas acabou por fazer algumas declarações. "Gostaria de sublinhar uma coisa: é muito importante que se realize este encontro entre homens e mulheres, porque hoje o pior perigo é a ideologia de género, que anula as diferenças", afirmou o Papa. Francisco anunciou que foram solicitados estudos "sobre esta feia ideologia do nosso tempo, que apaga as diferenças e torna tudo igual", destacando que "apagar a diferença é apagar a Humanidade". "O Homem e a Mulher, por outro lado, encontram-se numa tensão frutífera", acrescentou o Papa, invocando o livro 'Senhor do Mundo', escrito por Robert Hugh Benson em 1907: "fala do futuro e é profético, porque mostra esta tendência de apagar todas as diferenças". O Papa sempre condenou a chamada "ideologia de género", chamando-a de uma das "colonizações ideológicas mais perigosas do nosso tempo". A conferência realizada esta sexta-feira no Vaticano foi organizada pelo Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações. O prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, Víctor Manuel Fernández, anunciou em entrevista à agência de notícias EFE que está a trabalhar num documento que abordará a posição da Igreja sobre questões morais como "mudança de sexo, ‘barrigas de aluguer’ e ideologias de género". O Papa, apesar de estar constipado, vai comparecer a todos os eventos planeados, segundo o Vaticano.
(...)
