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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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12
Nov20

Os meus talentos ao serviço dos outros


Oliveira

33.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

Domingo, 15 de Novembro de 2020

Irmãs e irmãos, as nossas leituras convidam-nos a usar bem os dons recebidos. Podemos imaginar este caso: um agricultor não semeou o milho nem o centeio no seu campo e guardou a semente numa arca? Que diríamos? Que o agricultor não usou os seus dons.  

1. Os meus talentos, para servir

Primeira leitura

 A primeira leitura é do livro Provérbios; este livro contém frases curtas com muita sabedoria, para a nossa vida. Por exemplo, dizemos em português: “Mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga”. O livro dos provérbios era ensinado aos jovens.  

A página que lemos hoje apresenta o exemplo de uma mulher que põe as suas qualidades ao serviço da família. Ela é a mulher forte, que enche a casa de alegria com o seu trabalho; tem sensibilidade para cuidar dos filhos e do marido; prepara as refeições; cria bom ambiente; tem zelo pela limpeza. É uma boa dona de casa. A leitura diz: “O seu valor é maior do que as pérolas”. Hoje, as boas donas de casa podem ser essa mulher forte. Usa bem os seus talentos.

Essa mulher também simboliza a Igreja, que vive para as pessoas, como fez Jesus. E indica também cada um de nós, quando fazemos o bem, como os voluntários nos hospitais; ou os bombeiros a salvarem vidas e bens. Pessoas que tornam o mundo mais belo.

2. Os meus talentos para ser verdadeiro cristão

Segunda leitura

S. Paulo escreveu aos irmãos de Tessalónica e convidou-os a não se preocuparem com o fim dos tempos, mas que trabalhem; diz-lhes: “Vós sois filhos da luz, filhos do dia”. A comunidade deve trabalhar, fazendo render os talentos, para serem filhos da luz e não das trevas. E hoje há tantos irmãos que precisam de ajuda material e de amizade. Lembremos as pessoas isoladas, que esperam alguém que lhes diga: olá!...

3. Os meus talentos para o Reino de Deus

     Evangelho

     O Evangelho narra-nos a parábola de um Senhor, que antes de seguir para uma viagem demorada, entregou talentos aos seus trabalhadores. Um talento era uma moeda muito valiosa em ouro. Um dos trabalhadores não fez render o talento recebido. Quando o senhor voltou, disse-lhe: “servo mau”. Os outros trabalhadores fizeram render os seus talentos, e cada um ouviu estas palavras:  “Vem tomar parte na alegria do teu senhor”.

     Irmãos, Deus concedeu-nos talentos para nós usarmos na evangelização e na ajuda ao próximo: recebemos o Batismo, tivemos catequese, vivemos numa comunidade cristã, a nossa família criou ambiente religioso para nós, conhecemos Jesus, salvador da humanidade; podemos perguntar: que faço com estes talentos recebidos? Talvez alguém responda: eu não sou padre, para falar do Evangelho! Mas todos podem ser úteis de um modo ou outro.

     Temos um exemplo em Santa Teresa do Menino Jesus. Na sua ânsia, diz: “Eu queria iluminar as almas como os profetas, os doutores, sentia vocação de ser apóstolo, … queria ser missionário… derramar o meu sangue… Abri as epístolas de S. Paulo. Fixei-me nos capítulos XII e XIII da primeira aos Coríntios… Encontrei esta frase que me confortou: procurai com ardor os dons mais perfeitos; eu vou mostrar-vos um caminho mais excelente. E o apóstolo explica como todos os dons mais perfeitos não são nada sem o amor e que a caridade é o caminho mais excelente que nos leva com segurança até Deus. Finalmente tinha encontrado a tranquilidade.”[1] Teresa sonhava colocar os seus talentos ao serviço dos outros.

      O Senhor pede-nos para trabalhar em vista do seu reino. Mesmo com pequenas ações. Recordamos o que disse Madre Teresa da Calcutá: “A minha vida pode ser uma gota de água no Oceano. Mas sem essa gota, o Oceano fica incompleto”.[2] Temos nesta frase o coração de madre Teresa, com desejo de colaborar com as pequenas acções de cada dia. Deve ser o nosso desejo.

P. António Gonçalves, SDB.

[1] Liturgia das horas, 1 de outubro, 2ª leitura.

[2] Google, Frases da Madre Teresa de Calcutá.

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