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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

13
Fev21

Deus é amor e ternura para os seus filhos


Oliveira

Proposta de Homilia para o 6.º Domingo – ANO B

14 de Fevereiro de 2021

  1. Doença: situação sofredora

     Primeira leitura    

     A primeira leitura do Levítico mostra-nos a situação sofredora do doente da lepra. E como no primitivo Povo de Deus a sociedade não tinha defesas contra este mal, aplicava leis muito duras: os doentes sofriam o isolamento fora da comunidade. Esta leitura parece não ter ensinamento para nós; mas pode ajudar-nos a compreender o evangelho deste domingo, que nos mostra o rosto de Jesus, o rosto de Deus, cheio de ternura para quem sofre.

  1.   Deus: amor e ternura

     Evangelho

     Neste evangelho deparamo-nos com um doente de lepra. Vamos seguir os passos deste encontro do doente com Jesus, que tem muito interesse:

      a) Que fez o leproso? Foi ter com Jesus, pôs-se de joelhos e suplicou-lhe: “se quiseres, podes curar-me”. Vemos neste doente de lepra um acto de confiança e de fé: “podes curar-me”. Ele usou delicadeza. Reconhece Jesus com o seu poder e a sua bondade. Dá-nos exemplo de confiança em Jesus, em Deus.

     b) Que fez Jesus? Compadecido, estendeu-lhe a mão, tocou-lhe e disse: “quero, fica limpo”. Tocar no doente tem significado: Jesus está próximo de quem sofre. Pode significar que Jesus colocou sobre si a doença do leproso. “Tomou sobre si as nossas enfermidades” (Is 53, 4-5).

      c) Que aconteceu? No mesmo instante, o doente ficou curado. Um sinal grande de Jesus cheio de misericórdia e de poder divino. Deus está perto dos seus filhos que são rejeitados, estende-lhes a mão com amor e salvação, convida-os a integrar a comunidade, não quer formas de racismo. Sinal de Deus Pai, cheio de amor e ternura para com os seus filhos. Vemos aqui o valor da oração feita com fé, “podes curar-me”.

      Onde está a força deste evangelho? Em mostrar o poder de Jesus? Talvez, mas para chegar mais além. A cura do doente é mais do que uma terapia física. Na compaixão de Jesus manifesta-se a presença de Deus, que liberta toda a pessoa, no corpo e no espírito. O seu grande amor divino; a sua aproximação de nós; o seu poder libertador; a restituição da pessoa à comunidade; a sua salvação.

     Marcos quer mostrar Jesus repleto de bondade, de amor, de ternura, para revelar o rosto de nosso Pai: cheio de misericórdia.

      Jesus continua a fazer isso através da Igreja, que acolhe os excluídos, os marginais, os pecadores, os pobres. Não será isso o que o mundo precisa da nossa parte?

     Uma pequena história infantil, que nos ajuda a compreender o rosto amoroso de Deus. Numa rua de Londres, um menino pobre está em frente de uma montra, e olha através do vidro para uns bolinhos expostos para venda. Passa por ele uma senhora, vê e pergunta ao menino o que faz ali. Ele aponta com a mão para os bolos. A senhora entra na loja e compra alguns, pega na embalagem, e entrega-a ao menino e segue o seu caminho.  O menino olha para os bolos, corre atrás da senhora, puxa-lhe pela veste, e pergunta: “A senhora é Deus”?

      Este menino tinha a ideia justa de que Deus é bom. História comovedora.

  1. Seguir Jesus

Segunda leitura

        São Paulo, na 1ª carta aos coríntios, pede aos irmãos da comunidade que procurem imitá-lo, como ele procura imitar a Cristo: “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Um conselho para nós: seguir os passos de Jesus. Ele é o  Mestre repleto de amor.

P. António G. (SDB)

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