Deus e a Lei – O Templo – A Cruz
Oliveira
Proposta de Homilia para o 3.º Domingo da Quaresma – ANO B
Irmãs e Irmãos, desejo que estejam bem. Podemos ver o desejo de Deus em conduzir a humanidade para o bem, dando-nos a sua Palavra.
1 . Deus e a sua Lei
Primeira leitura
Nós sabemos que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai os Dez Mandamentos. Que são os dez mandamentos? As leis para a humanidade ser feliz. E durante a caminhada pelo deserto, Moisés foi repetindo essa vontade de Deus para o seu povo se manter na fé. Assim vemos o que Moisés recordou ao povo, em nome de Deus: ”Eu sou o Senhor teu Deus… Lembra-te do dia de sábado, para o santificares”. Moisés apresenta-se como o guia, o pastor do seu povo.
As leis destinam-se a orientar os passos na sua caminhada. Indicam as duas dimensões da vida: as nossas relações com Deus e as nossas relações com os irmãos. Numa visão mais ampla: são Leis para manter viva a Aliança de Deus com o Povo. Deus procura o nosso bem, sendo o nosso bom Pastor.
- Deus e o Templo, lugar de culto
Evangelho
Na leitura do Evangelho o nosso olhar volta-se para o Templo. O Templo destinava-se ao culto, para adorar a Deus, reconhecer os seus dons, aceitar que Ele é o Senhor da nossa vida. Entramos no Templo para adorar, louvar, pedir, agradecer, comunicar com Deus.
Jesus reparou que em Jerusalém muitas pessoas estavam a fazer comércio nessa área. O Templo estava transformado num lugar de negócio, embora os animais se destinassem aos sacrifícios. Jesus deparou-se com uma cena contrária ao culto de Deus. A perturbação seria grande. Na época da Páscoa dos judeus a população da cidade aumentava mais que o dobro (de 55.000 habitantes para 125.000). Os judeus sacrificavam na cidade milhares de cordeiros. Compreende-se o problema comercial, em que o Templo se viu envolvido.
Contra essa profanação do Templo levantou Jesus as suas mãos, pois o zelo que tinha pela pureza do culto levou-o a esta cena que parece estranha: Jesus a expulsar os vendedores.
Templo do nosso coração
Também podemos olhar para nós mesmos, para a nossa vida; Jesus chegou a dizer que podemos adorar a Deus em toda a parte (Jo. 4, 23-24), e cada um de nós é templo de Deus (Jo. 14, 23). Podemos olhar para o Templo que deve ser o nosso coração, e perguntar: Como é o nosso culto ao Deus vivo? “Hoje, para nós, cristãos, o nosso relacionamento com Deus, passa pela relação com Jesus Cristo”. É por meio dele que devemos prestar culto ao Pai. Então, perguntamos: o que devo expulsar do templo do meu coração? O meu coração está purificado, liberto de coisas, para eu adorar a Deus?
- Deus e a Cruz
Segunda leitura
O Apóstolo Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, explica uma verdade conhecida por nós: a salvação, a felicidade não está no poder, na riqueza, mas sim na lógica da Cruz. Na Cruz temos a vitória de Jesus sobre o mal e a morte. Para nós, a Cruz é vitória de Cristo, amor, salvação. “Pregamos Cristo crucificado”, diz hoje São Paulo. A nossa vida, a nossa cruz está no serviço simples aos irmãos e na fidelidade à Igreja.
P. António G. (SDB)
