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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

13
Ago20

Deus de todos para todos


Oliveira

HOMILIA DO 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

16 de Agosto de 2020

Irmãs e irmãos, desejo que se encontrem bem e que esta palavra nos ajude a conhecer “Deus de todos para todos”. Que significa isto? Que Deus não olha à raça nem à cor da pele… Que não faz diferença entre ricos e pobres… É de todos e para todos.

  1. Deus quer salvar todas as pessoas

Primeira leitura

A palavra de Isaías neste domingo leva-me a pensar nos refugiados, em barcos frágeis, na travessia do mediterrâneo, a serem salvos, porque são pessoas. Isaías recorda-nos o que diz o Senhor: Conduzirei os filhos dos estrangeiros ao meu santo monte”. Ou seja, Deus acolhe as pessoas do seu povo e acolhe todas as outras pessoas. Quer salvar a todos: pobres, ricos, santos, pecadores, povo de Deus, povo pagão, povo de outras religiões.… É Deus de todos e para todos. Disse Deus a Isaías: “A minha casa será chamada casa de oração para todos”

Mas ao dizer que Deus abre as portas a todos, não se trata de uma confusão onde se entra ao acaso. O profeta Isaías pede ao povo que guarde a aliança com o Senhor. Só então “Deus enche de alegria” os que entram no seu reino.   Entra-se no Reino pela Fé em Deus, Salvador.

Medito. Assim a Igreja deve ser Igreja de portas abertas, como pede o Papa Francisco.

  1. Deus tem um nome: Misericórdia

Segunda leitura

São Paulo compreendeu bem isto, e diz na Carta aos Romanos: Deus quer “usar de misericórdia para com todos”. Assim devemos ser nós. Diz assim o Papa Francisco: “Que a igreja não deixe de estar próxima das pessoas… Que procure sempre estar perto.

Medito:  O que identifica a Igreja é a proximidade” … é … sermos irmãos próximos”.[1]

  1. Deus pede a nossa fé

       Evangelho

Irmãos, olhando para o evangelho de São Mateus, vemos uma cena de grande interesse. Uma mulher cananeia, quer dizer, estrangeira, pagã, não do povo de Deus, a suplicar a Jesus que cure a filha dela. Parece que Jesus mostra desinteresse perante o pedido da cananeia. Mas o que Jesus quer mostrar é a grande fé dessa mulher, para indicar isso aos judeus: a fé em Jesus. De facto, a senhora faz três invocações ao Senhor:  1º Socorre-me; 2º Tem piedade de mim; 3º dá-me das tuas migalhas”. Uma mulher em público, de joelhos, chama por Jesus, e ouve de Jesus estas consoladoras palavras: “Mulher, é grande a tua fé”. E Mateus refere: “Nesse momento a filha dessa mulher ficou curada”. A fé em Jesus, caminho para Deus.

Recordo um caso de madre Teresa de Calcutá. Uma das suas comunidades, em Agra, na Índia, telefonou à fundadora: - “Madre, temos aqui crianças que morrem à fome. Precisamos de as recolher e alimentar”. E madre Teresa perguntou: “de quanto precisais?”. Responderam: “de 50 mil rupias”.

Daí a momentos, toca novamente o telefone, Madre Teresa atende e ouve estas palavras:  “é da redacção do jornal de Calcutá. O governo das filipinas confere-lhe o prémio Magsaysay”. Esse prémio era no valor de umas 50.000 rupias. Madre Teresa respondeu: “Bendito seja Deus”[2]. Irmãos, este é um sinal. Deus não procede assim a cada momento. Mas dá-nos sinais do seu amor, da sua resposta, do seu desejo de salvar todas as pessoas.

Medito:  Deus bate à nossa porta.

P. António Gonçalves, SDB

[1] Católica. Com – 22.01.2014

[2] Pe. Januário dos Santos, Madre Teresa, p. 99

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