Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade
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Oliveira
“Enteléquia” e “Terra Convida”: Invitatórios
para equilíbrios na resiliência [Imagens]
Porque havemos de cuidar das árvores? Como promover nelas, sem excluir outras, relações de fraternidade e arquiteturas de hospitalidade? Onde, por exemplo, até Deus se pode refastelar, como lhe sugeriu Abraão à porta da sua tenda? (cf. Gén 18,4). Que gestos apagam incêndios? Como viver o luto da sua morte, que nos atinge no rasto de cinza e fumo que turva os céus? As feridas de pragas e podas violentas, e os golpes de abates? De que modos cuidar o jardim terrestre, agras, várzeas e hortos, bouças e baldios? Estarão as árvores a olhar-nos e, como entes fraternais, a demandar a atenção fundada na ‘aliança’ por nós rompida? De diferentes modos, “Enteléquia” e “Terra Convida” são invitatórios para almejados equilíbrios na resiliência.
Fátima continua a ser dos pobres
e para os pobres
Fátima continua a ser dos pobres e para os pobres e os simples. É certo que as coisas se alteraram muito ao longo de cem anos. Como se alterou toda a sociedade, seja em Portugal seja a nível global. Mas isso não invalida que Fátima seja o lugar da simplicidade, mesmo para aqueles que têm posses. Quem não se tornar simples como os pastorinhos não passa de mero espectador, permanecendo fora do santuário, mesmo que esteja dentro das basílicas. Porque, para entrar verdadeiramente, é preciso ser-se pobre e estar aberto à misericórdia de Deus que dá – dá apenas, de graça, e não vende.
Pastoral da Cultura, 2020
