Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade
Novas sugestões de leitura
Oliveira
Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:
Francisco escolhe escultura contemporânea “Ressurreição” para votos pascais
Para a segunda Páscoa marcada pela pandemia, o papa escolheu uma imagem eloquente para o tradicional postal de votos pascais: a célebre e majestosa escultura “Ressurreição”, realizada ao longo de cinco anos por Pericle Fazzini (1913-1987), que domina o maior auditório do Vaticano, a Sala/Aula Paulo VI. A escolha de Francisco ocorre no ano em que se assinala o cinquentenário do espaço, inaugurado a 30 de junho de 1971, concebido por vontade do papa Montini, que lhe deu o nome, segundo projeto de Pier Luigi Nervi. Na arquitetura e na escultura do auditório manifesta-se a valorização que os pontífices concederam às artes dos seus tempos.
O nosso irmão Judas
Pobre Judas. O que passou pela alma dele, não sei. É uma das personagens mais misteriosas que encontramos na Paixão do Senhor. Nem sequer procurarei explicá-lo, contento-me em pedir-vos um pouco de piedade pelo nosso pobre irmão Judas. Não vos envergonheis de assumir esta irmandade. Eu não me envergonho, porque sei quantas vezes traí o Senhor; e acredito que nenhum de vós deve envergonhar-se dele. Deixai que eu pense por um momento no Judas que tenho dentro de mim, no Judas que talvez também vós tenhais dentro. E deixai que eu peça a Jesus, a Jesus que está em agonia, a Jesus que nos aceita como somos, deixai que eu lhe peça, como graça pascal, que me chame amigo. A Páscoa é esta palavra dita a um pobre Judas como eu, dita a pobres Judas como vós.
Ameaças, moralismos, indiferença, cruz: O escândalo Jesus continua hoje, diz Francisco
«Não nos escandalizamos porque Jesus não se escandalizou por ter de curar doentes e libertar prisioneiros no meio das discussões e controvérsias moralistas, legalistas e clericais que suscitava sempre que fazia o bem.» Este foi um dos apelos que o papa dirigiu na manhã desta Quinta-feira Santa na missa crismal a que presidiu, na basílica de S. Pedro. O “escândalo”, ligado à rejeição de Jesus e da sua mensagem que Ele próprio viveu, a recusa da proposta de vida plena, constituem parte integrante da missão dos sacerdotes, e por isso o papa frisou que «a hora do anúncio jubiloso e a hora da perseguição e da cruz andam juntas».
Via-sacra para o tempo de Covid-19
«A doença é sempre cruz, mas de um madeiro mais pesado quando se tem de atravessar a sós. Quando há o risco de a transmitir aos outros e é preciso ficar isolado. Quando se está muito fraco e a respiração nos torna precários como folha em outono. É então que estendemos os braços para pedir ajuda, para suplicar um abraço. E é precisamente com este gesto que, sem nos darmos conta, nos fazemos cruz.» As catorze estações mais uma para tempo de Covid-19. Um percurso que muitos estão dolorosamente a cumprir, direta ou indiretamente, na sua carne. Ninguém nesta viagem é poupado, mas o calvário não é o fim.
Sobre a Inquisição portuguesa, nos 200 anos da sua extinção
A Inquisição é um tribunal eclesiástico criado pelo papa no século XIII, o qual funciona com poderes delegados para a perseguição das «heresias», ou seja, das práticas e crenças religiosas desviantes face à ortodoxia romana. Este tribunal assumiu uma configuração diferente quando do seu estabelecimento em Castela em 1478. É uma forma institucional híbrida, entre o papado e a Coroa, que define o novo estatuto (misto) da Inquisição na época moderna na Península Ibérica. Isto é, se a legitimidade de funcionamento emanava claramente do Papa, o poder de propor o inquisidor-geral e de controlar o seu conselho já é do foro régio.
Agradecimentos:
