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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

10
Nov22

33.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C


Oliveira

Sugestão da homilia para o trigésimo terceiro Domingo do Tempo Comum - ANO C - 2022

A nossa história divina caminha para um mundo novo

Domingo, 13 de Novembro de 2022

      Irmãs e irmãos, nós gostamos de viver. E Deus quer dar-nos vida para sempre.  Meditemos as leituras.

  1. A nossa história divina: novos céus e nova terra

     Evangelho.

    De tudo isto não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído. Palavras de Jesus em Jerusalém, não para assustar, mas para meditar.  Por que disse Jesus estas palavras? Ele viu com os apóstolos a cidade de Jerusalém, com a beleza do Templo a sobressair sobre as construções da cidade. Anunciou que a cidade iria ser destruída. E assim aconteceu, 70 anos depois. O imperador Tito arrasou, destruiu a cidade.

    Que significado tem este facto e as palavras de Jesus? Podem indicar o fim de um tempo antigo e o começo de outro tempo novo com Jesus.  Indicam o tempo da Igreja, o nosso tempo. Passou o que era antigo, começou nova época.

      Como vê Jesus o tempo da Igreja? Com dois sentidos: Primeiro: sacrifícios:  “Hão de persegui-vos….  Causarão a morte a alguns de vós”. E este anúncio de Jesus tem-se verificado em toda a história de Igreja. Os apóstolos morreram mártires, e em nossos dias a Igreja é perseguida.

      Porém Jesus, dá-nos esperança; segundo sentido: “Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas”. Então, a nossa atitude é de coragem e confiança. A presença de Jesus ressuscitado no meio de nós, garantindo a nossa vida com Ele.

      Esse novo tempo após a destruição de Jerusalém indica-nos também “O novo céu e a nova terra", o mundo novo no fim dos tempos. Aí teremos o mundo novo, a nossa liberdade como filhos de Deus. Esta reflexão leva-nos a viver como irmãos, filhos de Deus.

    É muito interessante o pensamento de um pastor não católico:  “Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira”.  Parece muito estranho este pensamento de Luther King.  Mas o que estava na sua mente? “Vamos viver como irmãos”. Este mesmo pastor faz uma reflexão: “Aprendemos a voar como as aves; aprendemos a nadar como os peixes; e ainda não aprendemos a viver como irmãos”.

     No pensamento de Jesus, o horizonte cristão é sempre de esperança, sabendo que a ressurreição de Jesus é o fundamento da nossa alegria e do nosso futuro, da nossa ressurreição.

     2. A nossa história divina é história de salvação

     Primeira leitura

     No outono vemos as folhas amarelas a caírem das árvores; as vassouras limpam as ruas. As vinhas parecem tristes; o céu é mais sombrio; a vida fica encoberta; passou o verão, com o sol radioso. As pessoas defendem-se com agasalhos. Mas depois do outono e do inverno, vai raiar a Primavera, com flores e alegrias. E depois, as árvores darão os seus frutos.

     Escutamos na primeira leitura o profeta Malaquias. “Mas para vós, que temeis (amais) o meu nome, nascerá o sol de justiça trazendo nos seus raios a salvação”.  Esta Palavra indica: O projecto de Deus é salvar as pessoas”.  

     O salmo, a seguir à leitura, canta esta esperança: “Cantai ao Senhor, ao som da cítara… Ressoe o mar e tudo o que ele encerra…aplaudam os rios e as montanhas exultem de alegria”. Disse Jesus: “Eu vim salvar o que estava perdido” (Lc 19, 10). Isto indica o desejo que Deus tem de nos salvar.   

  1. A nossa história divina - com o nosso trabalho

    Segunda leitura.

   São Paulo escreveu à Comunidade de Tessalónica, na Macedónia. Os habitantes de Tessalónica julgavam estar próximo o fim dos tempos, e alguns viviam na ociosidade, sem interesse…  Paulo advertiu-os neste sentido: “Trabalhamos dia e noite, com esforço e fadiga…Em nome de Jesus Cristo, trabalhem tranquilamente”. Isto é, Deus oferece-nos a salvação, esperando que nós colaboremos com o nosso tralho. “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (bispo Santo Agostinho).

   Caminhamos para Novo Céu e Nova terra, um mundo novo, vivemos na Igreja povo santo de Deus, com Jesus ressuscitado a caminhar connosco, com o seu amor de salvação: vivamos a esperança e o amor aos irmãos.

Pe. António Gonçalves, SDB

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