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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

11
Nov21

33.º DOMINGO do TEMPO COMUM - Ano B


Oliveira

Proposta de Homilia para o 33.º Domingo do Tempo Comum – ANO B - 2021

A vida plena

Domingo, 14 de Novembro de 2021

     Irmãs e irmão, caminhamos para concluir o ano liturgo, com um sinal de esperança. E qual o fundamento da esperança? Deus tem um projecto de vida nova, vida plena para nós.

  1. A vida plena para sempre

Primeira leitura

O livro de Daniel orienta as pessoas para a esperança na vida eterna, vida plena. Ele anunciou: Os sábios resplandecerão como a luz no firmamento… brilharão como estrelas por toda a eternidade”. Podemos ver nestas palavras um sentido de ressurreição. Estamos ainda antes de Cristo, e já nos aparece esta grande luz a iluminar o nosso caminho, não para a morte mas para a vida. Diz-nos também Isaías: “O Senhor eliminará a morte para sempre” (25,8). Esperança de vida eterna para os que mostram fé em Deus, a quem ele chama “sábios”, que resplandecerão como luz por toda a eternidade. Os profetas viram ao longe: o cristão é a pessoa do futuro. “Não haverá mais morte nem tristeza”:  é revelado no Apocalipse (21,4)

  1. A vida plena de novos céus e nova terra

    Evangelho

    São Marcos também nos orienta para o mundo novo que há de vir. Jesus anuncia a sua vinda no fim dos tempos transformando o mundo presente em mundo novo. Diz-nos Jesus: “hão de ver o Filho do Homem vir entre as nuvens com grande poder e glória. Ele mandará os anjos para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais”.

          São Marcos apresenta a vida eterna como o encontro definitivo da humanidade com Deus. Serve-se de imagens impressionantes: “O sol escurecerá e a luz não dará a sua claridade”. Os eruditos do Evangelho vêem nesta expressão algo mais importante do que o sol a escurecer e as estrelas a cair. A mensagem é que além desta vida terrena, teremos uma vida nova, mais brilhante do que o sol e as estrelas, para sempre.

  1. A vida plena já iniciada

     Mas consideramos outro aspeto sobre a vida eterna: O cristianismo é do princípio ao fim um viver com sentido escatológico, isto é, orientado para a plenitude da vida, a vida total a vida eterna. O cristão olha para o futuro.

     Uma jovem estudante pediu licença a um sacerdote e fez esta pergunta: “nós teremos um dia a vida eterna?” Pareceu que ela se referia à vida futura após a morte. E o sacerdote respondeu-lhe: “olha, menina, a partir do nosso baptismo, começamos o caminho da nossa ressurreição, da nossa vida eterna. Começamos a ressuscitar. Os novos céus e a nova terra já foram inaugurados. Desde quando? Desde a ressurreição de Jesus. Aí começou para nós a Vida Eterna. A morte não é morte, é passagem para a vida plena.

     Podemos usar uma comparação sobre a nossa vida presente e futura: imaginemos um grupo de pessoas em peregrinação a um santuário. As pessoas caminham pensando na chegada ao santuário. Mas já durante o caminho vivem em espírito essa chegada à meta. Assim, durante a vida, fazemos o caminho com Jesus, para a vida de ressuscitados com Ele.

     O futuro constrói-se no nosso caminho, fazemos o nosso percurso com Jesus Ressuscitado. Assim nos fala São João:“ Esta é a vida eterna: que Te conheçam, a Ti por único Deus verdadeiro” (Jo 17,3). Conhecer o Deus verdadeiro, é estar na vida eterna.

P. António Gonçalves, SDB

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