Jubileu do Patriarcado de Lisboa
Oliveira

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HABEMUS PAPAM

Lisboa, 8 de Maio de 2025
Temos Papa! Uma nova página abriu-se na história da Igreja.
Na praça de S. Pedro, mas também em todo o mundo, aguardava-se com muita expectativa e sobretudo com confiança a escolha dos cardeais eleitores. A tão aguardada mensagem chego hoje: «Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!» — Temos Papa!
Como antigos alunos do ensino católico, formados na fé, nos valores e na tradição da Igreja, unimo-nos neste momento de profunda alegria pela eleição do Papa Leão XIV. Damos graças a Deus por este novo sucessor de Pedro, pastor da Igreja universal e sinal de unidade para todos os cristãos.
Neste tempo de renovação e esperança, pedimos ao Senhor que acompanhe, ilumine e dê a necessária força ao Papa Leão XIV para o seu pontificado que agora começa sustentando-o na missão de guiar a Igreja com sabedoria, coragem e compaixão.
As suas primeiras palavras a Roma e ao Mundo deixam antever a continuidade do pontificado do Papa Francisco focado na missão de servir, missionar e abrir a Igreja a todos. “A paz desarmada e desarmante” é aquela que vem do fundo do nosso coração e foi essa a primeira palavra do Papa Leão XIV: “PAZ”.
Estamos unidos em fé, com gratidão, esperança e disponíveis para continuar a anunciar o Evangelho.
Damos graças a Deus pela escolha e entregamos as nossas orações ao novo Papa Leão XIV.
Filipe Farelo
Presidente da direção da Confederação Portuguesa dos Antigos Alunos do Ensino Católico.
Oliveira
Vale a pena proporcionar aos leitores da COPAAEC e amigos alguns textos inspirados.
Oxalá os leitores leiam mesmo e comentem também. Seria gratificante.
ABRAÇO grande e votos de um MÊS DE MAIO – Mês de MARIA, muito florido e proveitoso para todos, TODOS, TODOS!...
AGPires
O 25 de Abril do Povo
A revolução do 25 de Abril não inventou a liberdade, mas ensinou-a a dobrar-se — humildemente— tanto à luz que liberta quanto à sombra que corrompe.
Antes do 25 de abril, já sabíamos - conservadores e progressistas - que o sol não se ajoelha perante senhores! Todo o regime é espelho dos que nele caminham e vício dos que nele se acorrentam ou temem.
Assim me foi ensinado, na escola de Jesus - pela boca e exemplo de meus pais - aquela escola que liberta, e nunca submete.
Num mundo de senhores e arregimentados, é de afirmar um Abril sem credenciais e que não pede licença: onde a chuva lava o pó de tronos e a traça dos ministérios e onde a soberania nasce de cada passo e não de bandeiras nem de postos, mas em cada peito que ousa avançar!
Liberdade política liberta os corpos, mas a verdadeira liberdade - aquela que é soberana e ecoa nas almas; só o vento a reconhece, só o espírito a governa!
Quem clama por liberdade e justiça não pode repetir o vício dos opressores: não pode ser espelho de prepotentes; não pode erguer monopólios de bem ou de mal!
Liberdade é este canto nascido quando um homem desperta e descobre que traz o céu no próprio sangue. Ela é a memória do céu gravada em cada homem, em cada mulher, em cada criança que nasce para a esperança!
Abril é este grito: de pé, povo livre! Que nunca mais o medo vos dobre! Que nunca mais a sombra vos cale! Que nunca mais o céu deixe de arder em vós!
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10028
FESTA DA LIBERDADE
Antes do Abril roubado aos calendários,
eu já bebia a liberdade nos rios —
aquela que não se verga a relógios de senhores,
nem se vende em parlamentos vazios.
O que Abril trouxe foi o dente do tempo
a roer tanto as grades como as mãos:
fez-se luz nos cárceres, sim,
mas também sombra nos corações.
Eu quero o Abril que não cabe em feriados,
o que incendeia sem pedir licença,
onde a chuva lava os nomes dos Estados
e a liberdade é raiz, não cerca.
Sol para o justo e o velhaco,
terra sem dono, céu sem rédea —
que a verdadeira revolução
começa quando um homem se ergue
e descobre que nunca precisou de soberano.
Liberdade é o canto que nasce
quando um homem descobre
que traz o céu no próprio sangue.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10026
Oliveira
Vale a pena proporcionar aos leitores da COPAAEC e amigos alguns textos inspirados.
Oxalá os leitores leiam mesmo e comentem também. Seria gratificante.
ABRAÇO grande e votos de um MÊS DE MAIO – Mês de MARIA, muito florido e proveitoso para todos, TODOS, TODOS!...
AGPires
Num mundo marcado por divisões e conflitos, o Papa Francisco emergiu como um farol de humanidade e esperança. O seu pontificado foi uma lição viva de simplicidade e proximidade, como ilustra o breve diálogo que manteve com um fiel no Vaticano:
— “Bom dia, Santo Padre!”
— “Bom dia, Santo Filho!”
Esta resposta, cheia de ternura e igualdade, sintetiza o espírito de um homem que sempre viu Cristo no rosto do outro.
Um Legado de Paz e Reforma
Francisco foi o Papa da paz e do povo. A sua mensagem, centrada no amor ao próximo e na justiça social, ecoou além das fronteiras da Igreja. Quando exortou o mundo a levantar a "bandeira branca" da reconciliação — inspirado no mandamento de Jesus: "Ama o próximo como a ti mesmo" — desafiou os poderes que alimentam a guerra. "O amor e a paz são uma e a mesma moeda", insistia. A guerra não pode ser optada como meio para se alcançar a paz!
A sua crítica à indiferença e à violência foi incansável. Citando as palavras de Cristo — "Guarda a tua espada no lugar, pois quem pela espada vive, pela espada morrerá" —, lembrava-nos que a verdadeira espada é a do discernimento, não a das emoções não resolvidas. "Enquanto valorizarmos mais os bens materiais do que o milagre da vida, a mensagem do Evangelho ainda não nos alcançou."
Um Reformador com os Pés na Terra
Francisco revolucionou com gestos simbólicos: recusou ostentações, preferiu viver em Santa Marta, escolheu ser sepultado em terra na Basílica de Santa Maria Maior e aproximou-se dos marginalizados. A sua primeira visita a Lampedusa, onde denunciou a "indiferença desenfreada" perante os refugiados, marcou o tom do seu papado. Em 2013, ao declarar "Se uma pessoa é gay e procura o Senhor de boa vontade, quem sou eu para julgar?", abriu portas que muitos julgavam fechadas.
Foi um reformador: aproximou-se dos marginalizados, abriu discussões sobre temas difíceis (como a acolhida a divorciados e pessoas LGBTQ+) e incentivou uma "ortodoxia dinâmica", fiel ao Evangelho, mas adaptada às necessidades pastorais.
Promoveu sinergias, incentivando a política e a Igreja a abandonar o espírito de competição e a "encontrar Jesus nas pessoas". Nas exortações Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho) e Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), reafirmou o espírito do Concílio Vaticano II, desagradando teólogos mais tradicionalistas. Para ele, as controvérsias (1) eram um "Método de Descoberta da Verdade", e as discussões, necessárias. O seu legado não deixa uma igreja indiferente porque convidada a não se fixar apenas em doutrinas que embora provadas deixam a desejar no aspecto pastoral (moral sexual).
Desafios e Tensões
A sua abordagem gerou resistências. A Igreja alemã, por exemplo, criticou-o por não ser suficientemente adaptado ao espírito do tempo, enquanto outros o acusaram de ingenuidade ao dialogar com o Islão. Francisco insistia na fraternidade universal, mas a ausência de líderes muçulmanos e judeus no seu funeral — provavelmente devido às suas críticas à guerra em Gaza e ao hegemonismo religioso muçulmano— revela as complexidades desse diálogo.
A sua visão de uma Igreja peregrina, comprometida com os pobres e aberta à reforma, contrastava com estruturas enrijecidas. Questões como o celibato clerical ou o diaconado feminino ficaram em suspenso, mas o seu chamamento à "ortodoxia dinâmica" — fiel à doutrina, mas pastoralmente criativa — permanece um desafio.
(O papa terá de orientar-se entre a “verdade revelada” e a interpretação que a natureza e a História expressa no seu desenrolamento, o que implica a capacidade de manter a igreja una e de escolher a melhor pedagogia para se fazer compreender num mundo secular cada vez mais exposto à formatação da consciência social e pessoal por elites desalmadas. Almas assim formatadas tornam-se alérgicas a tudo que envolva espiritualidade, o que exige por isso caminhadas mais longas sem recursos a atalhos.) É importante seguir com os tempos sem cair na tentação da politização da Igreja especialmente nesta época em que poderes económicos e ideológicos a actuar globalmente ameaçam levar na sua enxurrada a pessoa humana e tudo o que tenha a ver com valores perenes.
O Adeus ao Papa do Povo
Com a sua morte, a 26 de abril de 2025, o mundo parou. Centenas de milhares de fiéis e mais de 160 líderes mundiais reuniram-se no Vaticano. Trump e Zelensky aproveitaram o momento para um encontro inédito, confirmando o papel da Igreja como mediadora.
Mas quantos daqueles políticos, ali presentes, estavam verdadeiramente próximos do seu espírito? Francisco, o primeiro Papa jesuíta e não europeu, viveu como "construtor de pontes", colocando a caridade e o humanismo cristão no centro da sua missão.
O Caminho que Fica
Num mundo racionalista e cada vez mais desumanizador, o seu legado é um convite: Escutar o coração, onde Jesus fala no silêncio. As razões do coração, afinal, transcendem a lógica unilateral da mente.
A Igreja, peregrina na História, enfrenta o dilema de equilibrar a "verdade revelada" com os sinais dos tempos. O Espírito Santo age tanto na instituição quanto no povo — mas o poder espiritual, que concede verdadeira dignidade, não se confunde com o poder político – meramente democrático (como por vezes se fez sentir na Igreja da Alemanha). Permanecerá o desafio: O poder espiritual presente no povo é diferente do poder político em que assenta a democracia; não é legítimo, por isso, confundir-se o voto individual democrático movido pelo poder político com o voto individual movido pelo Espírito Santo; este é mais abrangente e é o que concede a verdadeira dignidade e a soberania à pessoa, o outro é limitado produzindo dependência e igualdade apenas perante a lei.
Francisco partiu, mas a sua pergunta ecoa: "Quem é responsável pelo que está a acontecer agora?" Num mundo de hipocrisia e medo, a sua vida foi uma resposta: "Só o amor terá a última palavra."
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10032
Oliveira
Partilho informação enviada pelo Dr. António Pinheiro Torres, vice-presidente da "Federação Portuguesa pela Vida"
A. Oliveira
Caros amigos: na próxima quarta-feira, 7 de maio, às 21h15, na Câmara do Comércio, na Rua das Portas de Santo Antão, 89, em Lisboa, a Federação Portuguesa pela Vida, promove um encontro com os partidos com representação parlamentar, concorrentes às eleições de 18 de Maio, no qual estes serão convidados a pronunciar-se sobre o conteúdo do Manifesto Vida, e responder a perguntas concretas sobre os temas da Vida e Família. Já confirmaram a sua presença, a AD e o Chega, que serão, respectivamente, representados pelos deputados Hugo Carneiro e Daniel Teixeira.
É muito importante estarmos todos neste encontro onde o nosso interesse naquelas matérias adquire uma expressividade pública e a consequente visibilidade no processo eleitoral. Contamos contigo?
Junto anexo também o cartaz deste encontro que pedimos seja divulgado por todos e cada um, nas suas redes sociais e em todos os outros meios a que se tenha acesso.
Um abraço do
António Pinheiro Torres

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