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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

30
Abr22

MARTÍRIO DE INOCENTES


Oliveira

Segue abaixo o artigo do Dr. Pedro Vaz Patto, já publicado no jornal Voz da Verdade, mas que a COPAEC transcreve, com a devida vénia para os seus leitores.

Um abraço.

AGPires

       Quando se sucedem dramáticas notícias sobre a prática de abusos sexuais de crianças e adolescentes perpetrados por sacerdotes e em ambientes eclesiais um pouco por todo o mundo, também merecem destaque exemplos de ação de defesa e proteção de crianças e adolescentes da responsabilidade de sacerdotes e da Igreja católica, em coerência com a mensagem evangélica que, contra a corrente da cultura antiga, apela ao amor preferencial pelos mais pequenos e inocentes. Uma dessas ações, pouco conhecida entre nós, é, precisamente, relativa à defesa das vítimas da pedofilia e da pornografia infantil: a do sacerdote italiano Fortunato di Noto e da associação Meter (www.associazionemeter.org), por ele fundada, ação retratada no livro de Roberto Mistreta Don Fortunato do Noto – La mia battaglia in difesa dei bambini (Paoline, 2021). Não conheço, mesmo, no âmbito do combate à pornografia infantil uma ação de tão vasto alcance como esta.

            A associação Meter dedica-se à denúncia de redes de pornografia infantil e de tráfico de crianças para exploração sexual através de buscas na internet com as mais sofisticadas técnicas de navegação (as quais permitem o acesso à chamada deep web, onde se situa a maior parte das provas desses crimes). São aos milhares as denúncias enviadas anualmente a polícias de todo o mundo, algumas que levam à libertação de muitas das vítimas, outras que se deparam com dificuldades de vária ordem (como as relativas à cooperação internacional entre polícias e autoridades judiciárias) e acabam por não ter seguimento. São na ordem dos milhões as fotos e vídeos que todos os anos são detetados. Questionado sobre a coerência evangélica desta ação de denúncia de crimes junto de entidades policiais por parte de um sacerdote, o Pe. di Noto não tem dúvidas de que desse modo está a contribuir para a libertação de milhares de vítimas vulneráveis, indefesas e inocentes (e assim tem sido, efetivamente).

            O conteúdo dessas fotos e vídeos é algo de indescritível e que atinge os limites da maior perversão (tenho tido ocasião de o confirmar em processos de que tenho tido conhecimento na minha profissão de juiz). As vítimas podem ser da mais tenra idade, até recém-nascidas. À exploração sexual muitas vezes se associa o sadismo e a tortura. Através da internet são trocadas, além das imagens, informações sobre formas de “compra” de crianças por catálogo. São astronómicos os montantes monetários envolvidos.

Também desse modo se difunde a pseudocultura pedófila, a tentativa de normalização e a apologia das relações pedófilas (a ponto de serem celebradas jornadas de “orgulho pedófilo”) e o negacionismo dos seus efeitos nocivos. Mensagens desse teor dirigidas às potencias vítimas (às próprias crianças) também se encontram nesses sítios da internet.

            Ao contrário do que por vezes se afirma para justificar o livre acesso à pornografia, o consumo de imagens de pornografia infantil não é um sucedâneo da efetiva prática de abusos, mas estimula essa prática e com ela está muitas vezes associado.

            Para além dessa ação de denúncia, a associação Meter dedica-se ao apoio às vítimas de abusos sexuais de crianças e adolescentes, e suas famílias, tal como a ações de formação nesse âmbito. A respeito da necessidade desse apoio, é significativo o que tem afirmado o Pe. di Noto sobre a persistência no tempo dos traumas desses abusos: uma criança abusada vive presa num corpo de adulto e está aí, a gritar, na escuridão e com medo, à espera de ser libertada. São duríssimas as palavras que ele tem usado quando se refere a sacerdotes responsáveis por esses abusos.

            Calcula-se que sejam cerca de dezoito milhões, só na Europa, as crianças vítimas de abusos sexuais. Há indícios de que esse número vai crescendo. Com razão, fala a este respeito o Pe. Fortunato di Noto em holocausto silenciado e que muitos ignoram.

Pedro Vaz Patto

30
Abr22

MÊS de MAIO 1 a 7 Maio- Eventos Semana Mundo Unido 2022


Oliveira

Partilho a informação enviada pelo irmão Manuel Silva.

(A. G. Pires)

Semana Mundo Unido = SMU - Cuidar da casa comum

Enviamos em anexo o programa da Semana Mundo Unido 1>8 Maio

abertura da SMU é amanhã, dia 1 de Maio, das 12h às 13h, HORA DE PORTUGAL 

com histórias e iniciativas Dare to care  (ousar cuidar), 

uma ligação com o Médio Oriente e o lançamento de uma canção nova 

do conjunto internacional Gen Verde.

Pode-se participar em: 

www.unitedworldproject.org

 

O quê? Eventos e atividades

Quando?

Onde?

Desafia-te a:

30

Cuidar das mães

Preparação de kits de higiene pessoal e cabazes com produtos de alimentação + momento de confraternização com as mães

(inscreve-te através Maria- 914227859; Francisco-919964273)

10 horas meeting point @Rua António Saúde, 4, 3-A-1500-049 Lx

13.45 horas- Entrega dos kits

Lisboa- Casa de Santo António

 

1

Momento de abertura da SMU com histórias e iniciativas Dare to care  (ousar cuidar) e uma ligação com o Médio Oriente e lançamento de uma canção nova do conjunto internacional GenVerde

 

Vigília pela paz-Comunidade de Miradaire

 12 às 13

 

 

 

Onde: Online, nas redes sociais através este sito

www.unitedworldproject.org

 

 

Miradaire

Cuidar da casa comum

 

2

 

 

 

Cuidar da minha vida interior

3

 

 

 

Consumir apenas o necessário

4

Refood1 Santa Maria Maior: confeção de refeições para sem-abrigo

(inscreve-te através André-912440347; Maria- 914227859)

A partir 19 horas meeting point @Rua António Saúde, 4, 3-A-1500-049 Lx

Lisboa- Santa Maria Maior

Cuidar dos mais frágeis

5

Refood2- Distribuição de refeições aos sem-abrigo

19 horas

Lisboa-Santa Maria Maior

Abraçar a diversidade dos outros

6

-Peace Got Talent

 

 

-Refood3-Distribuição de refeições aos sem-abrigo

13horas

 

 

19horas

Onde: Online, nas redes sociais/www.unitedworldproject

 

Lisboa- Santa Maria Maior

Ousar perdoar

7

-Une Histoire Bizarre: teatro

Uma viagem com pessoas que tiveram que migrar ou procurar refúgio

(também possível no dia 8, às 18 horas)

21 horas

Lisboa- Alvalade-Auditório Santa Joana

Bilhetes à venda em Bol.pt e ticketline.pt

Cuidar do meio ambiente desencadeando círculos virtuosos

8

Run4Unity

Sport4Peace

10 às 17 horas

 

 

15 às 17 horas

 

Todo o dia

 

A definir

Lisboa-Colégio Maristas de Lisboa

 

Faro

 

Cidadela Arco-Íris

 

Ladoeiro

Não excluir ninguém

 

MÊS de MAIO        

Eventos

Extras de fraternidade:

11

Encontro Palavra de Vida.

21 horas

Lisboa- Colégio Militar-Capela Centro Comercial Colombo

 

21

Encontro Ecuménico Cristão

21 horas

Mercês-Centro Olga Cadaval

 

 

 

26
Abr22

ORAÇÃO À MANEIRA DE SÃO TOMÉ


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, segunda-feira para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a abrir o nosso coração à escuta do Teu amor em todas as horas da nossa vida, mas sobretudo naquelas foscas ou embaciadas como janelas de repente sequestradas pela incerteza, quando nos sentimos no interior de travessias com as quais não contávamos, mas que ainda assim Tu nos permites viver.

Ensina-nos, Senhor, a nos dirigirmos em gratidão a Ti em todas as horas, mas sobretudo naquelas que a nossos olhos parecem imperfeitas, indecisas e repetidas; horas que não nos dizem palavra alguma, apenas se colam a nós como um zumbido indecifrável; horas cor de cinza, que pensaríamos sem um sentido. Ensina-nos, Senhor, a agradecer também essas horas.

Ensina-nos, Senhor, a reconhecer a Tua presença não só naquilo que já tocámos com as nossas mãos ou já compreendemos, mas também no que à primeira vista consideraríamos ser apenas uma espera sem esperança, um silêncio que ruge como uma cortina de chuva ou um vazio sem resposta que por dentro nos vence.

Ensina-nos a tactear o teu Rosto não só no fulgor e na transparência, não só nas mil cintilações felizes que cada Primavera desperta, não só no perfume de ouro que os sorrisos espalham, mas também a sentir sob os nossos dedos incrédulos como os de Tomé que as feridas, as dúvidas ou os impasses não nos separam de Ti.

Ensina-nos, Senhor, a insistir na faina depois de havermos experimentado o fracasso, como a Pedro Tu ensinaste naquele amanhecer, no lago. E que desse modo recomecemos em cada dia, fortalecidos pelo dom que Tu incessantemente nos preparas.

Card. José Tolentino de Mendonça
25.04.22

25
Abr22

TRIBUNAL BRITÂNICO DETERMINOU A EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE


Oliveira

Com a devida vénia, mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

Um tribunal londrino emitiu a ordem de extradição, do fundador do WikiLeaks (1) Assange para os EUA. A decisão ainda tem de ser aprovada pelo Ministro do Interior britânico.

Assange terá que enfrentar uma sentença de prisão talvez perpétua por publicar documentos secretos sobre crimes cometidos nas guerras no Iraque e no Afeganistão. Assange esteve preso durante três anos sem julgamento ou sentença.

Custa a crer que em democracia, alguém que expõe crimes de guerra e violações dos direitos humanos tem que esperar prisão por isso.

De facto, “jornalismo não é crime”! Não foi Assange que cometeu crimes, mas sim os Estados membros da NATO que estiveram envolvidos nos crimes de guerra. O Ocidente perde credibilidade quando condena medidas autoritárias em governos autocratas e em sua casa - a casa da democracia - se comporta de maneira semelhante!

Quem se mete com os poderosos apanha e o mundo aceita!!!

Membro honorário de PEN: https://antonio-justo.eu/?p=6830

Julian Assange: vítima da liberdade de expressão?: https://bomdia.eu/julian-assange-vitima-da-liberdade-de-expressao/

António da Cunha Duarte Justo

 

CÚMULO DA PERVERSIDADE

Já notaram a contradição? Andar-se a pedir armas e ao mesmo tempo pedir-se donativos para as vítimas!

Encontramo-nos numa época dos guerreiros, numa época da desinformação e o que é mais triste é sermos amarrados aos interesses políticos e materialistas não nos restando espaço para a mente e menos ainda para o Espírito!

Porque não dedicamos mais tempo a investigar a razão porque andamos a ser manipulados num programa de encurtamento do nosso pensar em termos polares de opostos e não nos interessamos por ver que entre os opostos há a zona do meio.

É verdade que quando olhamos para uma moeda ou para uma medalha geralmente só olhamos para os polos, para as faces (não considerando o cunho ou metal em que as faces estão estampadas). A realidade da moeda é, porém, sobretudo mantida pelo meio, a parte que sustenta as faces! Quem a ignora limita a realidade.

Quando deixaremos de equacionar a nossa vida e o nosso pensamento em termos apenas binários e não em termos trinitários?

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7358

 

MANIPULAÇÃO

Quem controla a mente das pessoas tem o poder assegurado! Toda a cautela é pouca!

O neurocientista Henning Beck afirma: "Sabemos que se pode convencer as pessoas a acreditarem mesmo nas coisas mais abstrusas, se as repetirmos com frequência suficiente." A repetição é interpretada pelo cérebro, como importante e outras informações são cada vez mais desvanecidas.

As 6 técnicas de manipulação mais comuns num relance:

Manipulação através da repetição.

Manipulação através da criação de medo.

Manipulação do pensamento.

Manipulação do comportamento através da linguagem.

Manipulação da informação.

Manipulação das necessidades.

25
Abr22

O 25 DE ABRIL CONTINUA A SER UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

PAPEL DA OTAN E DOS BILDERBERGERS


Oliveira

Com a devida vénia, partilhamos mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

Revoluções e Golpes de Estado

parecem obedecer a Ordens superiores e os Media compõem o resto

Segundo o livro que abaixo cito e me surpreende, o 25 de Abril foi bem preparado num Portugal subsidiado e subornado pelo estrangeiro! O projecto do general Spínola foi internacionalmente aprovado pelo grupo dos “Bilderbergers” (1) e pela OTAN. Guerras e revoluções precisam de alguns “revolucionários”, mas são preparadas por grandes grupos internacionais que têm interesses e planos a longo prazo sobre o desenvolvimento da História nas diferentes regiões. O golpe de estado do 25 de Abril de 1974 não fugiu a este destino…

…“A intervenção dos "Bilderbergers" na política europeia foi demonstrada na reestruturação democrática de Portugal em 1974… Spínola conduziu o seu golpe como se estivesse a planear uma operação militar. Foi um golpe de Estado educado. Um dos primeiros homens a quem contou em confidência foi Joseph M. A. Luns, Secretário-geral da OTAN. O Luns examinou os seus planos, e o comando naval da OTAN foi, a partir daí, mantido informado. Luns, por sua vez, informou o Príncipe Bernhard, e foi convocada uma reunião Bilderberg em Mégève, França, para 19-21 de abril para preparar a nova situação que iria criar uma mudança de governo em Lisboa. Com o apoio de Luns e Bilderbergers, Spinola deu então os seus próximos passos. Embora já não estivesse ele próprio ao serviço, tinha tomado a precaução de manter as suas ligações com os generais. A 29 de Março de 1974, uma quinzena depois de ter sido dispensado do seu comando por causa do seu livro, pôs os seus apalpões a amigos em Madrid, Bruxelas, Brasil, Cidade do Cabo e Haia. "Que pensa de uma solução como a que esbocei no meu livro?" pergunta ele. (Uma Comunidade Lusitana de Territórios Portugueses.) Na terça-feira 24 de Abril de 1974, unidades navais alemãs, americanas, francesas e britânicas ancoram perto de Lisboa, à vista da costa portuguesa. Os navios de guerra portugueses aguardavam ali as manobras conjuntas da NATO planeadas, cujo início tinha sido marcado para as horas da manhã do dia 26. O país estava assim protegido contra visitantes indesejáveis do Oriente, enquanto Spinola tinha recebido luz verde para o seu projecto. Ao mesmo tempo, o governo de Caetano estava sob pressão devido a esta acumulação naval. Outra questão é se o comandante da OTAN para a Europa, General Andrew J. Goodpaster, sabia do enredo quando participou na reunião de Bilderberg quatro. Goodpaster soube do enredo quando participou na reunião de Bilderberg em Mégève quatro dias antes. Foi oficialmente inscrito na lista de visitantes, não como „americano “, mas como "internacional". Quanto foi Nelson Rockefeller e Helmut Sonnenfeld, o notório conselheiro pró-Rússia do Departamento de Estado, informados por Luns e pelo Príncipe Bernhard sobre a reviravolta iminente? (3)"

Para se ter uma ideia do envolvimento internacional em momentos críticos nas nações será de recordar os planos de elites que transcendem as nações e as ajudas às forças que implementam as mudanças de regime!  Em julho de 1975 os chefes de governo dos Estados da CE em Bruxelas, determinaram uma ajuda económica de 840 milhões de dólares para Portugal na "condição" de que fosse instituída uma "democracia pluralista" (4). Mário Soares recebeu milhões de dólares do SPD. A 25 de Setembro de 1975 a CIA tinha transferido vários milhões de dólares para o Partido Socialista Português e outras organizações políticas nos meses que antecederam este apoio financeiro; “por seu lado os sindicatos da Europa Ocidental serviram de ligação com a CIA para os subornos em Portugal”. O Partido Comunista Português - segundo a CIA, recebia dez milhões de dólares por mês da União Soviética (4).

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo e notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7361

 

22
Abr22

2.º DOMINGO DE PÁSCOA - ANO C


Oliveira

Sugestão da homilia para o segundo domingo da Páscoa - ANO C - 2022

A comunidade cristã…  Domingo da Misericórdia

Domingo, 24 de Abril de 2022

     Irmãs e irmãos, estamos no segundo domingo da Páscoa, olhando para Jesus ressuscitado na comunidade cristã. E temos presente Deus na sua misericórdia.

  1. A Páscoa é paz, perdão, fé.

      Evangelho

      Que meditamos nesta página do Evangelho? Três reflexões: Jesus entrou no Cenáculo, onde estavam os apóstolos, com as portas fechadas, com medo dos judeus e saudou-os dizendo: “A paz esteja convosco”; entregou aos apóstolos o sacramento do perdão com estas palavras: “A quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados”; convidou-os a terem fé: “Felizes os que acreditarem”.  Paz, perdão, fé em Cristo ressuscitado!

     Num domingo de Páscoa, em ano anterior, o Papa Francisco comunicou esta feliz reflexão: “Que grande alegria é para mim dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que este anúncio chegasse a cada casa, a cada família, e especialmente onde há mais sofrimento, sobretudo que chegasse a todos os corações porque é lá que que Deus quer semear a Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti… O amor venceu, a misericórdia venceu! A misericórdia vence sempre” (Mensagem da Páscoa 2013).   Palavras do seu coração que chegam aos nossos corações.

  1. A Páscoa forma a nova comunidade

     Primeira leitura

     Neste domingo olhamos também para a comunidade cristã: os Actos dos Apóstolos dizem-nos que o número dos fiéis ia aumentando. Escreveu São Lucas: “Cada dia mais gente aderia ao Senhor pela fé”. Era a Igreja a crescer como comunidade, como assembleia. Este segundo domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia, convida-nos à vida nova com Jesus ressuscitado. Talvez nós perguntemos: que posso eu fazer para a vida nova da comunidade? Manter a fé em Jesus ressuscitado: - Felizes os que acreditarem -; amar os outros, disse Jesus:  -  “como Eu vos amei; – peçamos o dom da paz:  – “Dou-vos a minha paz” -.  O apóstolo Tomé mostrou dificuldade em acreditar; mas ao ver Jesus, ajoelhou-se e disse: “Meu Senhor e meu Deus”. 

  1. Páscoa, a maior esperança para o mundo

     Segunda leitura

      O Apocalipse abre o nosso olhar para a esperança. É o último livro da Bíblia. É um livro cheio de esperança. O evangelista João estava em êxtase, e viu Jesus vestido de branco, a dizer-lhe: “Não temas, Eu sou o Primeiro e o Último, o que vive” …. Jesus apresenta-se como o vencedor da morte, vivo para sempre. Ele veio ao mundo para nos fazer participar da sua vida de ressuscitado. Nós fazemos parte do seu corpo glorioso. Esta é a maior alegria para nós: a ressurreição de Jesus, a nossa ressurreição. Esta página parece muito necessária para hoje, ao mostrar a centralidade de Jesus Ressuscitado na comunidade. É com Jesus em nossa vida que nós vivemos na verdade.

Pe. António Gonçalves, SDB

16
Abr22

1.º DOMINGO DE PÁSCOA - ANO C


Oliveira

Sugestão da homilia para esta Páscoa da Ressurreição,

com os melhores votos de SANTA E FELIZ PÁSCOA para todos os leitores do Blog da COPAAEC.

AGPires

Jesus ressuscitado, Vida nova

Domingo, 17 de Abril de 2022

     Irmãs e irmãos, celebramos hoje o acontecimento mais importante da História: Cristo ressuscitou. Jesus ressuscitado é para nós salvação e vida nova.

 

  1. Jesus ressuscitado, deixando o túmulo vazio

     Evangelho

     Vemos no Evangelho de São João, que ele testemunha a sua fé em Jesus ressuscitado. Encontramos dois momentos que nos ajudam a ver o mistério sublime da nossa Fé: Jesus ressuscitado:

     Primeiro momento: Maria Madalena: Um amor humano à procura. Esta “discípula” queria derramar perfume precioso no corpo de Jesus. Perfume de muito valor: correspondia ao salário de um operário durante vários meses. Foi de manhã cedo ao sepulcro e viu a pedra do túmulo retirada e o sepulcro vazio. Ficou muito surpreendida… “correu e foi ter com Simão Pedro”.

     Este gesto de Madalena diz-nos muito. Também nós podemos procurar Jesus, e passando alguma vez por momentos de dúvida ou confusão, temos de “correr”, não ficar parados, mas percorrer com pressa caminhos de resposta, como fez Maria Madalena.

     Segundo momento: Pedro e João ouviram o testemunho de Madalena, e também correram, talvez inclinados para a frente, contra o vento a bater-lhes na face. Chegaram, viram “as ligaduras no chão, e o sudário, dobrado … à parte”. Sudário era o lençol que envolveu o corpo de Jesus. Que sentiram Pedro e João? Concluíram que Jesus ressuscitou. A narrativa diz: “viu e acreditou”.         

     Irmãos, a Páscoa, Jesus ressuscitado, é a vida nova que começa. Tudo agora é diferente: a nossa fé está iluminada, sabemos que Jesus tinha mesmo de ressuscitar: Ele é o Filho de Deus. Alegria!        

  1. Jesus ressuscitado, na Palavra dos apóstolos

     Primeira leitura

     A primeira leitura, dos Actos dos Apóstolos, relata-nos o discurso de São Pedro, já depois do Pentecostes, na casa de Cornélio, um oficial do exército romano. Disse: “Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez… Deus ressuscitou-o ao terceiro dia… e mandou-nos pregar e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos”.

     Certo pai dirigiu a cada um dos três filhos esta pergunta: Como sabes que Jesus ressuscitou? O primeiro, de 12 anos, respondeu: porque me disseram; o segundo, de 14, disse: eu sinto que Ele vive; a menina, de 16 anos: Jesus tinha de ressuscitar, porque é Filho de Deus.

     A nossa fé encontra luz na experiência dos apóstolos. Na Encíclica “Luz da Fé”, o Papa Francisco refere-se ao jovem filósofo Nietzsche, que era ateu e criticava a sua irmã por ela ter fé. E diz o Papa: Ele estava a impedir a sua irmã de subir mais alto (Papa Francisco, Luz da Fé, n. 2-3).

  1. Jesus chama-nos a uma vida nova

     Segunda leitura 

     Irmãos, a Páscoa trouxe-nos a vida nova, a vida própria de Jesus. A segunda leitura, da Carta de Paulo aos Coríntios, diz assim: “Purificai-vos… Celebremos a festa não com fermento velho, … mas com os pães ázimos da pureza e da verdade”. “Irmãos, se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto”. 

     Estas palavras de São Paulo abrem-nos o caminho para a vida nova com Cristo. Somos milionários do seu amor. Onde encontramos Jesus? Na Eucaristia, na Confissão, no serviço aos irmãos. Aleluia!

Pe. Anónio Gonçalves, SDB

16
Abr22

UCRANIANOS E RUSSOS JUNTOS NA VIA SACRA NO COLISEU DE ROMA


Oliveira

Com a devida vénia, mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

A Ucrânia tem 45 milhões de habitantes sendo 77,8% ucranianos e 17,3% russos

O Vaticano quer enviar um sinal de paz na Ucrânia na procissão tradicional na Sexta-feira Santa (às 21h15).

Durante uma parte da Via Sacra, uma família ucraniana e uma russa devem carregar a cruz juntas na penúltima das 14 estações.

A embaixada da Ucrânia na Santa Sede manifestou a sua preocupação pelo facto de uma mulher ucraniana e outra russa carregarem a cruz em comum durante a Vía Crucis, presidida pelo Papa Francisco. A Santa Sé não reagiu!

Com esta reacção da Embaixada da Ucrânia mostra-se que o governo não está interessado na paz dentro da Ucrânia.

De acordo com o censo oficial de 2001, 77,8% da população é constituída por ucranianos, 17,3% russos e mais de 100 outros grupos étnicos que vivem na Ucrânia. Na Ucrânia 11,36 milhões são russos (cf. Nota1).

Existem grandes minorias russas nas regiões ucranianas de Luhansk (Lugansk russo; 39,0%), Donetsk (38,2%), Kharkiv (25,6%), Zaporizhzhya (24,7%), Odessa (20,7%), Dnipropetrovsk (Dnepropetrovsk 17,6%), Mykolaiv e Kherson (14,1% cada).

Na a Crimeia vivem 2,35 milhões de pessoas: cerca de 60 % são russos, os ucranianos constituem 25 % da população.

Uma tristeza, quando um Estado não reconhece os próprios cidadãos! E pior ainda quando o ocidente age como se não conhecesse a situação na Ucrânia desde 2008.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7334

16
Abr22

COMPAIXÃO A CHAGA ABERTA DO AMOR FERIDO


Oliveira

Com a devida vénia, partilhamos mais uma publicação do nosso prezado amigo jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

A Guerra expressa a carência de empatia e de misericórdia

"Do que sofre?" é a pergunta que todos esperam que Perseval, faça a Anfortas (1)!  Perseval entra no castelo onde Anfortas vive e sofre de uma lesão que não cicatrizava, de uma chaga aberta causada por amor ferido (Anfortas pode entender-se como símbolo de todos nós)!

Perseval movido de compaixão sentia-se compelido a perguntar sobre o seu sofrimento. Mas Perseval retrai-se e não faz a pergunta porque se a fizesse Anfortas poderia sentir-se inferiorizado perante Perseval! Para poder fazer tal pergunta isso implicaria primeiro o encontro consigo mesmo: aquela base que torna possível o encontrar-nos com o outro e no outro, um sentir-se em casa, mas no respeito pela casa do outro. Nesse encontro embarcamos juntos experimentando em comum a ferida do amor, o amor ferido de que sofre cada um de nós. Nesta base a pergunta torna-se legítima porque não se deixa reduzir a um acto de cortesia nem sequer de sobranceria e ao tornar-se compaixão traz consigo um efeito de cura e um sentimento de alívio na partilha do sofrimento; nela não me sinto só porque sofro com o outro.

Sofrer de amor é a realidade humana que se expressa de maneira arquetípica e redentora na Semana da Paixão! Se sinto a vida dentro e fora de mim, constato que ela é uma chaga aberta resumida no caminho do Calvário. Em Jesus sofre a humanidade e Jesus com ela.

A semana Santa é o tempo e o espaço de toda a humanidade resumidos num encontro de relação humano-divina! Jesus, como o madeiro às costas torna-se na resposta acabada à pergunta “Do que sofre?”. “Sofro de amor” é uma resposta de compaixão existencial que não se reduz a uma explicação mental: pergunta e resposta pressupõem uma comunhão de vida num peregrinar de existência comum. A pergunta-resposta ao expressar-se na compaixão tem um efeito de cura. Ela pressupõe uma relação interior, doutro modo poderia situar-se entre o sentir pena/compaixão e o ser lamentável de caracter meramente mental.

O existencialista Friedrich Nietzsche (2) ri-se da compaixão, considerando-a como egoísta e como sinal de fraqueza. O estoicismo considera a misericórdia/compaixão algo feminino, porque só valoriza a visão da razão; ao fazê-lo não nota que se refugia na masculinidade de que sofre a nossa matriz mental e social quando omite que compaixão não é uma ideia, mas uma atitude que se expressa em pensamentos palavras e obras (na caridade efectiva).

Como resposta a visão cristã procura não se perder nos abismos do coração (sentimento) nem nas lonjuras da razão. Compaixão é amor participado na reciprocidade de algo comum, na vivência comum do amor ferido; não é meramente racional, é incorporada na pessoa integral (corpo e alma) feita de eu e nós, de um eu enquadrado nas suas circunstâncias; não se pode reduzir a um mero discurso ou conceito intelectual porque compaixão não observa só de fora ela sente e vê também de dentro. Compaixão é certamente inata tal faz parte da vida tal como agradecimento não se podendo reduzidas a meros sentimentos negativos ou positivos.

A supressão da compaixão e da empatia faz parte da matriz masculina. Ter compaixão não é negativo como queria o existencialismo niilista, pois ao envolver reconhecimento, apreciação, elogio, consideração, respeito. Mais do que ter pena, estamos na pena, um estado de compaixão, um laço que nos une e não se deixa reduzir apenas à inteligência emotiva, dado incluir, levar connosco, o sofrimento do outro e incorporá-lo na nossa vida…

… Compaixão implica sentimento e também a lógica numa atitude de justiça que leva à acção. A nossa sociedade procura evitar tudo o que é dor e nesse sentido tenta eliminar também do vocabulário as palavras de conotação religiosa que envolvem o sentimento de piedade, misericórdia ou compaixão.  A psicologia demasiadamente controlada pela cabeça procura fugir à dor…

… O crente é solidário não só com os viventes, mas também com os mortos. Doutro modo reduzir-se-ia a vida a categoria de tempo do relógio e como tal limitando-a à mera recordação mental de momentos…

… no JC trazemos connosco a força e a fraqueza que não nos faz temer porque as reconhecemos em nós e nos outros: esta “fraqueza” que faz parte do carácter feminino de Deus ainda é estranha a todas as instituições.

Urge restituir a dignidade humana aos pobres do mundo e viver a caridade/solidariedade, urge integrar na matriz social excessivamente masculina, também a feminilidade /aquela característica onde o activismose dissolve na paz!)A identificação com os que sofrem (compaixão) não é devida à má consciência nem se trata tão-pouco de, com ela, enrouparmos o nosso ego; a caridade, compaixão, misericórdia é uma ressonância que tudo une independentemente do baixo ou do alto em expressões humanas…

Os acontecimentos e a vivência da Semana Santa são a pergunta e a resposta ao sofrimento do amor ferido!

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo

Texto completo e notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7336

12
Abr22

PÁSCOA QUER DIZER PASSAGEM


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, segunda-feira para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a passar da autorreferencialidade e do narcisismo ao descentramento de nós próprios e à escola do dom.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a entrar Contigo em Jerusalém, não alicerçados nas lógicas de domínio e de poder, mas certos que é pela via mais humilde que o divino se revela na história.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a aceitar o convite para comer contigo a Páscoa, naquela sala no andar de cima, e a compreender a lição que nos deixaste quando Te colocaste a lavar os pés aos discípulos.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a habitar os nossos Getsémanis, fazendo das travessias difíceis – sejam elas quais forem - a oportunidade de renovar o nosso sim confiado à Tua vontade.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a seguir-Te em cada estação da Via Sacra, caindo a Teu lado e sentindo-nos reerguer por Ti a cada queda, carregando a nossa cruz diante do olhar dos outros e aceitando a ajuda de Simão de Cirene ou de Verónica.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a encarar a cruz como a medida mais alta do amor que podemos viver, transformando todos os desconfortos em ocasiões para a dádiva, para a oferta da reconciliação e da paz.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a acolher o maternal olhar de Maria como um bálsamo e uma garantia de tudo aquilo que perdura e perdurará para lá da própria morte.

 

  • Páscoa quer dizer passagem. Ensina-nos, Senhor, a experimentar a ressurreição como um fermento que já hoje, neste precário aqui e agora, leveda e amplia a massa frágil da nossa esperança e da esperança do mundo.

 

Cardeal José Tolentino de Mendonça

11.04.22

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