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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

30
Mar22

REZAR A CONSOLAÇÃO


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, terça-feira para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a arte da consolação. Que cada um de nós aprenda a pedir este dom do Espírito Santo, esta necessária sabedoria que vem de Ti.

Ajuda-nos a descobrir o poder reparador que têm as palavras. Elas não apenas diferenciam, discriminam ou separam. As palavras também unem, também vencem distâncias, também reconciliam.

Ajuda-nos a cada momento a escolher as palavras certas, a preferir as palavras que brotam da escuta profunda e do encontro, a repetir sobretudo aquelas palavras que desenham pontes em vez de muros e que inauguram oportunidades em vez de permanecer reféns do pessimismo.

 Dá-nos, Senhor, o sentido da empatia com os nossos semelhantes. Que seja para nós mais natural colocarmo-nos no seu lugar que apressadamente julgá-los e que nos sintamos mais chamados à hospitalidade que ao fechamento.

Dá-nos essa disponibilidade para ver mais longe, procurando horizontes onde a nossa humanidade e a dos outros se reconstrói.

Ensina-nos a divisar futuros onde os olhos só avistam entraves ou escombros e a acreditar que um fogo subsiste debaixo das cinzas: a qualquer momento a esperança se reacende.

Ensina-nos a compaixão pelas lágrimas que não são nossas e a alegria pelos sorrisos que não nos pertencem.

Ensina-nos, Senhor, a arte da consolação.

Cardeal José Tolentino de Mendonça

29.03.2022

23
Mar22

REZAR O TURBILHÃO DA VIDA


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, terça-feira para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a acolher a vida no seu turbilhão incalculável, que é ao mesmo tempo deslumbrante e difícil.

Ensina-nos a abraçar a sua matéria feita de contradição, pois aí se misturam o flexível e o inflexível, o leve e o pesado, o solar e o crepuscular. E a verdade é que somos chamados a abraçar tudo isso.

Ensina-nos a sabedoria de encarar cada situação como caminho, seja a claridade sem vincos em certas estações, seja a penumbra daquilo que não compreendemos ou que a custo aceitamos.

Ensina-nos a dirigir para ti os nossos sucessos, os passos que sentimos decididos e firmes, mas também os nossos mapas titubeantes e erráticos, a geografia dos nossos enredos sofridos, cheios de hesitações, omissões, avanços e recuos, inconsistências e culpas.

Ensina-nos a não perder a esperança diante da vulnerabilidade que reconhecemos em nós e nos outros. Que a saibamos antes olhar com os Teus olhos, Senhor, que sabem ver para lá das aparências e do horizonte imediato; que sabem transformar as próprias feridas em processos de maturação e encontro.

Ensina-nos a esperar, como a terra seca espera a chuva, como a noite compacta espera os lumes da aurora ou como o silêncio aguarda pela palavra que revelará finalmente o seu sentido.

Que aprendamos a reconhecer os Teus passos, Senhor, e a sentir-Te vizinho no vazio e na presença, na desolação que ameça e na confiança que confirma e reforça.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
22.03.2022

19
Mar22

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Dos ricos conteúdos do site do SNPC, respigamos, com a devida vénia o que segue:

(A. G. Pires)

Em louvor da paz: Sermão de Santo Agostinho

«Tu, amigo da paz, reflete, e saboreia, primeiro, o encantamento da tua amada. Ergue-te em amor, para que possas atrair outros para o mesmo amor, para que eles possam ver o que vês, amar o que amas, possuir o que possuis. É como se a paz, a vossa amada, vos falasse e dissesse: “Amai-me e ter-me-eis sempre. Convence todos aqueles que puderes a amar-me com um amor casto, integral e permanente; cativa todos os que puderes. Encontrar-me-ão, possuir-me-ão, encontrarão em mim a sua alegria”.»

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A guerra sou eu: essência ética da guerra

O que falta é vontade. É a vontade e apenas a vontade que é determinante. Sem esta vontade, não pode haver guerra, pois esta não é um acontecimento natural, não é um acontecimento fortuito, não é um acontecimento mecânico. Está para surgir na humana história o arco que disparou por si próprio a flecha.

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Da resignação à conformação

Na tradição cristã, talvez se tenha confundido “conformação” com “resignação” quando, na realidade, são dois movimentos opostos. Na conformação o sujeito procura uma «nova forma» (com forma) através da proximidade com alguém que estima e admira, nomeadamente, no âmbito espiritual, com o Mestre que segue. O aspirante nunca se resigna. Anseia alcançar uma performance e, por isso, não cruza os braços, nem encolhe os ombros, nem se autojustifica com sentenças definitivas que se assemelham a um ponto final na evolução de uma personalidade: «eu sou assim».

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Música: Um grito chamado Isaías

Em tempos de ruínas e guerra, escutar Isaías, profeta do nosso tempo, pela voz de Duarte Rosado, será um sinal de pacificação e um convite a reaprender a escutar a vida. Em tempos de resignação e desistência, este concerto será um apelo à esperança.

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18
Mar22

3.º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 3.º Domingo da Quaresma – ANO C - 2022

Deus libertador e a nossa conversão

Domingo, 20 de Março de 2022

1. A libertação vem de Deus
Primeira leitura
A primeira leitura narra um evento dos mais importantes na história da salvação. Deus chama Moisés para libertar o povo judeu que está oprimido no Egipto. Como se revelou Deus a Moisés? Com um sinal: no monte Horeb ou Sinai, uma moita ou arbustos a arder, muito tempo, sem se consumir. De que se alimenta aquela chama? Moisés subiu ao monte para ver. O monte tem mais de dois mil metros de altitude. Ouviu a voz de Deus: o terreno que pisas é sagrado. Deus chamou-o a ir ter com o Faraó e pedir a libertação do povo. E quando Moisés pediu credenciais para falar ao Faraó, Deus disse-lhe: “Eu sou aquele que sou”.

Que significa este nome? Na Bíblia, Deus é muitas vezes chamado “Javé”, que significa Senhor de tudo, o único Deus verdadeiro. E Moisés realizou a grande acção de libertar o povo, colocando toda a sua confiança em Deus libertador.

O ateísmo sufocou parte da Europa, fechou os ouvidos a esta verdade: que Deus é o libertador. Quando Carlos Marx pensou em libertar os operários, pensou bem, mas escolheu mau caminho: tirou do coração dos operários o Deus libertador. Eis agora o trabalho de evangelização, para que Deus em Jesus volte aos corações.

2. A libertação quando nos convertemos
Evangelho
O evangelho faz um apelo à conversão, a voltarmo-nos para Deus. Santo Agostinho compreendeu isto, quando disse: “O meu coração estava inquieto enquanto não encontrou Deus” (livro Confissões de Santo Agostinho). Sua mãe, Santa Mónica, ficou tão feliz que disse: “Já não preciso de viver mais; realizou-se a alegria que eu esperava: o meu filho converteu-se”.

No Evangelho deste domingo ouvimos esta advertência de Jesus: “se não vos converterdes, morrereis também vós”. Referia-se à morte espiritual. E a parábola da figueira veio dizer-nos o mesmo: se a árvore não dá fruto, não merece ocupar o terreno.

Gostava de referir a conversão de uma grande pensadora e doutora em Filosofia. Ela abraçou o ateísmo. Foi Edith Stein. Porém, certa ocasião, precisou do silêncio para os seus estudos. Isolou-se na casa de uma pessoa amiga. Na biblioteca, escolheu ao acaso um livro: a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Foi lendo e descobriu que a ciência não é o absoluto. Viu que “o coração tem razões que a razão não conhece” (Pascal). Chegou à última página dizendo: “aqui está a verdade”. É dela esta frase: "A fé está mais próxima da sabedoria divina do que toda ciência filosófica e mesmo teológica". Tornou-se freira carmelita, e hoje é Santa Teresa Benedita da Cruz, ou: Edith Stein.

3. A libertação passa pela identificação com Jesus
Segunda leitura
Diz-nos São Paulo na primeira carta aos Coríntios que a vida do povo com Moisés no deserto é para nosso ensinamento. Foi um caminhar para a fé em Deus. Nós também devemos colaborar na nossa libertação.

Um bom escritor que analisou o Evangelho de São João, escreveu um livro com este título: “Entrer dans le mystère de Jésus”[1], “Entrar no mistério de Jesus”. E narra como o bom fariseu Nicodemos foi procurar Jesus de noite…E que luz recebeu de Cristo? “É preciso nascer do Alto, tens de nascer do Espírito, de nascer de Deus”. Encontrou a luz em Jesus, e quando Jesus morreu, lá esteve ele, com José de Arimateia, a derramar perfume em abundância no corpo de Jesus. A libertação leva-nos à identificação com Jesus. A lição deste domingo pode ser este: “Deus salva-nos com a nossa fé, com a nossa adesão a Ele.

Pe. António Gonçalves, SDB

[1] Jean Vanier, Entrer dans le mystère de Jésus, p. 70 ss.

16
Mar22

REZAR O FUTURO DO MUNDO


Oliveira

Partilho o texto da meditação de segunda feira para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a desarmar o nosso coração, multiplicando os gestos de não-agressão e de respeito pela dignidade de todos.

Ensina-nos, Senhor, em cada dia a desactivar as sementes e as razões da violência, dentro e fora de nós.

Recorda-nos que a paz é um artesanato paciente e muitas vezes escondido, mas que o futuro do mundo depende dele.

Mostra-nos como estar, de forma incondicional, ao lado das vítimas, no socorro aos perseguidos, na fronteira onde acorrem os refugiados (que, se abrirmos os olhos, compreenderemos que é mesmo a nosso lado), no serviço humano a quantos vivem o drama da guerra ou lutam desamparados com sofrimentos maiores do que as suas forças.

Ajuda-nos a transitar da informação para a acção; a superar a passividade do medo pela audácia do compromisso generoso; a abrir com rasgo profético as portas do coração, o espaço da nossa família, a condivisão da palavra e dos bens.

Desinstala-nos, Senhor, deste sentimento de impotência que nos bloqueia, pois todos podemos fazer alguma coisa, a começar pela oração.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
14.03.22

11
Mar22

2.º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 2.º Domingo da Quaresma – ANO C - 2022

Aliança de Deus connosco e a transfiguração

Domingo, 13 de Março de 2022

       Irmãs e  Irmãos,

     Que ideia nós fazemos acerca de Deus? Desinteresse? Confiança? A nossa história divina revela-nos que Deus tem paixão por nós. Deus quer abraçar-nos, e espera o nosso abraço.  

  1. Aliança: pacto de amizade entre Deus e nós

     Primeira leitura

    Podemos olhar para o livro do Génesis, o primeiro da Bíblia. Que vemos? Deus olhou para Abraão e fez aliança com ele, palavras semelhantes a estas como dizendo: Eu contigo e tu comigo. Em sinal dessa aliança, Deus prometeu-lhe uma descendência numerosa “como as estrelas do céu”.

     E como agiu Abraão? Obedeceu, deixou a sua terra, os conhecidos, os projectos pessoais. Teve à frente dos seus passos a Palavra de Deus: seguiu a estrela da fé. O nosso texto termina assim: “Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança”. Mais tarde dirá São Paulo: “Eu sei em quem pus a minha confiança” (2 Timóteo, 2,12).

    Nós por vezes encontramos dificuldade em compreender a fé como Abraão compreendeu. Parece-nos que o terreno que pisamos é mais seguro do que as promessas de Deus. Julgamos que os meios materiais são mais úteis do que os espirituais. Vemos as coisas e não Deus. Ora, Deus faz a cada um de nós o que fez com Abraão: aliança de amor. Toda a história da salvação é uma aliança entre Deus e a Humanidade. 

  1. Aliança conduz-nos à nossa transfiguração

    Evangelho

     Entremos no Evangelho de S. Lucas. Jesus subiu ao monte Tabor, com Pedro, Tiago e João. E transfigurou-se diante deles. As suas vestes ficaram resplandecentes, o seu rosto iluminado. O Senhor que percorreu os caminhos poeirentos da palestina estava ali, diante deles, revestido de luz, cheio de glória, tão brilhante que os três apóstolos ficaram como em êxtase, em contemplação! Talvez esfregaram os olhos, e disseram: Que bom é nós ficarmos aqui para sempre.

     Que seria dos apóstolos se não tivessem esta experiência de Jesus, que lhes mostrou algo da sua divindade? Jesus revelou-se, abriu-se ao homem; o homem abriu-se a Deus. Num clima de oração, de intimidade. E os apóstolos descobriram: é preciso escutar Jesus. Na transfiguração, Jesus promete-nos a nossa própria transfiguração. 

  1. A Aliança conduz-nos à ressurreição

     Segunda leitura

   Nós seremos transfigurados e ressuscitados, diz-nos S. Paulo na leitura de hoje: “Jesus transformará o nosso corpo miserável para o configurar ao seu corpo glorioso”. E conclui com esta expressão carinhosa: “Portanto, meus queridos e amados irmãos, minha alegria e minha coroa, permanecei firmes no Senhor” (Filipenses, 4,1).

     Podemos perguntar: como se realiza a nossa transformação ou ressurreição? Ela começou com o nosso baptismo; e continua na Eucaristia. Por isso dizia Madre Teresa de Calcutá: “a missa é o alimento espiritual que me sustenta. Sem ela [eu] não seria capaz de subsistir um dia nem uma hora sequer da minha vida”[1].

     Irmãos, é nosso desejo conhecer a grande proposta de Aliança que Deus nos faz de vivermos com Ele e Ele connosco, pela Fé.

Pe. António Gonçalves, SDB

[1] Pe. Januário dos Santos, Madre Teresa de Cacultá, 2ª ed., p. 45

 

 

08
Mar22

REZAR A PAZ


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, segunda feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a transformar as armas de guerra em relhas de arado.

Ensina-nos a declarar anacrónica a gramática da guerra, a sua linguagem obscena, unilateral e feroz, a exaltação que ela faz da brutalidade e do medo.

Ensina-nos a desarmar o nosso coração e também o das nossas sociedades, para que a lógica da violência não se imponha ao dever de respeitar e assistir a cada um dos nossos semelhantes.

Ensina-nos a substituir dentro de nós a rivalidade pela interajuda e o desejo de poder pelo desejo de servir.

Ensina-nos o sentido profundo da piedade pelo sofrimento alheio, fazendo nossas as dores e as esperanças dos que nos são próximos ou distantes.

Ensina-nos a compaixão que nos dá não só a consciência do limite, mas também nos recorda a necessidade de ir ao encontro das necessidades dos nossos irmãos.

Ensina-nos que Tu, Senhor, estás especialmente presente nos refugiados, nos perseguidos, nos que são vítimas de violência.

Ensina-nos que também nós somos responsáveis por tudo diante de todos.

Ensina-nos o caminho que nos torna artesãos da Paz.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
7.03.2022

08
Mar22

DA GUERRA CIVIL UCRANIANA PARA A GUERRA RÚSSIA-UCRÂNIA À GUERRA EM TODA A EUROPA?


Oliveira

Com a devida vénia, partilhamos mais uma publicação do nosso prezado amigo jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

A Guerra da Informação faz da População Soldados mentais

Esta guerra meteu-nos a todos num túnel escuro em que nem sequer se avista luz no fundo dele! A situação encontra-se tão enredada que só promete desastres em cadeia! Isto, atendendo aos interesses da Rússia, ao temperamento indomável de Putin e à guerra geral através do bloqueio económico que o está a encurralar! O mais provável é que, se ele não atingir os objectivos mínimos que tem na Ucrânia, teremos um inferno nos países vizinhos da Rússia! No purgatório já nos encontramos nós com os custos de vida a subir incontidamente.

A esperança da Nato que o povo russo deponha Putin revela-se vã, ao não contar com a realidade do confronto de blocos nem com os interesses do povo russo como nação (e como velho bloco ); por isso só uma reconciliação entre a Rússia e a Ucrânia e entre os USA e a Rússia poderá aplainar o caminho para a paz! Uma outra opção corresponde a manter-se a guerrilha na Europa por tempo indeterminado, independentemente de resultados militares! A UE tem de estar atenta a não seguir apenas os interesses americanos (longe da Europa) e para isso também não cair na tentação de instigar a Polónia a imiscuir-se na guerra! Os EUA querem que a Polónia forneça à Ucrânia aviões de combate Mig 29 em troca de F 16!... Neste sentido o artigo de 2014: “Ucrânia entre imperialismo russo e ocidental”: https://www.triplov.com/.../Antonio-Justo/2014/ucrania.htm e outros (1).

Considero muito importante o visionário texto de Henry A. Kissinger, secretário de Estado dos USA, que agora recebi (2): “Para que a Ucrânia sobreviva e prospere, não deve ser o posto avançado de nenhum dos lados contra o outro – deve funcionar como uma ponte entre eles….O Ocidente deve entender que, para a Rússia, a Ucrânia nunca pode ser apenas um país estrangeiro… O Ocidente deve entender que, para a Rússia, a Ucrânia nunca pode ser apenas um país estrangeiro…” …

Putin não precisa de activar uma bomba nuclear, ele tem as centrais nucleares na Ucrânia como ameaça maciça…Uma solução de compromisso satisfatório para todos os lados seria a formação de uma República Federal da Ucrânia Independente.

Um possível contributo pessoal e social para a paz exterior e interior passaria pela abstenção de se ver regularmente TV, dado nos encontrarmos já envolvidos numa guerra de informação! A Guerra da Informação está a fazer da população soldados mentais!

Trazemos a maldade nos nossos genes (“pecado original), uma realidade que reprimimos em nós (deslocamento psicológico!) mas que faz parte do nosso habitat natural e cultural. O mal que vemos nos outros encontra-se em nós! Produtivo será o trabalho feito no sentido da reconciliação e dedicar mais tempo às coisas que nos dão prazer e assim não estarmos tão sujeitos à invasão das coisas que entram pela porta da televisão.

Com a queda das torres de Nova Iorque iniciou-se na Europa um processo de cortar, ao cidadão, direitos cívicos e humanos até então assentes nas legislações dos Estados; com as medidas anticovid-19 os governos centralizaram em si mais poder, a ponto de privarem o cidadão de direitos democráticos e de liberdades essenciais. Com a guerra Rússia-Ucrânia legitimaram a proibição da informação (3) estrangeira de modo a irem criando a possibilidade de só serem possíveis pensamentos em bloco, de modo a só se poder estar de acordo com os donos da informação de um lado ou do outro!...

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo e notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7156

 

PERMANEÇAMOS HUMANOS

 

A orientadora de um culto infantil em Kiev escreveu aos pais: "Que Deus proteja cada um de vós! Não caiamos em pânico, mantenham a calma e permaneçam humanos, aconteça o que acontecer! Se algum de vós precisar de ajuda, por favor contacte-me pessoalmente".

É trágico e embaraçoso para todos nós assistir impotentes à morte das pessoas!

Muitas ilusões começam a afastar-se de nós!

Numa situação destas ajudam-nos as palavras da dirigente do serviço litúrgico em Kiew.

04
Mar22

Acirrar o Urso russo significa preparar uma Guerra nuclear na Europa


Oliveira

Com a devida vénia, mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

(A. G. Pires)

GUERRA NUNCA É POR UMA BOA CAUSA

A ilusão de se vencer Putin conduzirá à tragédia de pôr todos em perigo…

Mais de um milhão de ucranianos encontram-se em fuga. Segundo a ONU, dos 874.000 ucranianos que estavam há dias em fuga, 454.000 já se encontravam na Polónia e os restantes em nações (1) vizinhas. A ONU presume que outros quatro milhões deixarão o país…

Nunca há guerra por uma boa causa. Esta guerra embora fabricada na Ucrânia não deixa de ter direitos de autoria!  Por isso há que ser pelos Ucranianos e preocupar-se por encontrar soluções para depois da guerra. A Ucrânia tem o direito à autodeterminação, embora o povo se encontre dividido, o que complicará a questão também depois da guerra… porque é que a Ucrânia, pelo menos numa fase intermédia, não quer ser não-alinhada, independente da Rússia e da Nato? …

Não será que quanto mais armas se entregarem à Ucrânia mais fogo haverá lá porque elas apenas prolongarão a guerra? Será do interesse dos USA/Nato prolongar a guerra o mais tempo possível, na esperança de Putin ter de ceder devido às consequências internas das sanções impostas; mas os ucranianos é que pagarão esta estratégia com as próprias vidas e com a debandada do país. A que conduzirá o demasiado cerco internacional a Putin? Que acontecerá quando o urso russo se encontrar em situação de já não ter mais nada a perder? A sua única força é a bomba atómica! Será que queremos uma aliança entre a Rússia e a China? Há um ditado chinês que diz: “Um homem aponta para o céu. O tolo olha o para dedo, e o sábio vê a lua”

Além de assistirmos à guerra militar entre a Rússia e a Ucrânia estamos envolvidos numa guerra mediática onde se pretende criar fronteiras mentais; neste sentido procura-se, evitar falar do contexto, falando-se só dos aspectos emotivos para facilmente armar a mente das pessoas e assim fazer das suas opiniões soldados ao serviço de uma parte ou da outra:o que interessa é formar soldados!...

Se estivermos atentos ao que se passa na opinião pública, notaremos que se está a actuar em termos da ordem marxista que divide o mundo entre os que estão do lado certo e os que estão do lado errado: dividir para instrumentalizar, dividir a sociedade e o mundo em opressores e oprimidos para deste modo, o grupo dos espertalhões se alimentarem à custa do que falta ao povo…

Na impossibilidade de se refrear o conflicto actual (2),  o mais racional seria tentar uma maneira de lidar com o antagonismo de modo inteligente não desperdiçando as nossas energias com reacções emocionais… “Ou vivemos todos juntos como irmãos ou morremos todos juntos como idiotas!”…

Um efeito colateral da guerra mediática será criar-se socialmente uma atmosfera propícia a que se acolha de braços abertos os refugiados ucranianos (o que será um grande gesto humano e um grande enriquecimento para o país de acolhimento); por outro lado, justificará as medidas que governos e a economia tomarão provocando um encarecimento quase insuportável da vida, o que não seria justificável sem a guerra! A sociedade europeia não será mais o que era!...

Pelo que vemos, não existe um caminho seguro entre a paz e a guerra!...

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo e notas em Pegadas do Tempo,  https://antonio-justo.eu/?p=7149

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INÍCIO DA QUARESMA- PERÍODO DE JEJUM

A Quaresma começou com a Quarta-feira de Cinzas e prolonga-se por 40 dias até à Páscoa (2 de Março – 17 de Abril).

Coloco aqui alguns textos que escrevi sobre o assunto, para pessoas possivelmente interessadas. Outros podem ser encontrados em Google!

Quaresma é tempo de jejum de iluminação e mudança: https://www.mundolusiada.com.br/.../quaresma-e-tempo-de.../

Jejum: https://abemdanacao.blogs.sapo.pt/quaresma-1356441

À Descoberta do Infinito em Nós: https://www.triplov.com/.../Antonio-Justo/2011/quaresma.htm

04
Mar22

LIÇÕES DA HISTÓRIA


Oliveira

Com a devida vénia, transcrevemos do jornal Voz da Verdade mais este artigo do Dr. Pedro Vaz Patto.

(A. G. Pires)

«Estamos no século XXI e isto não acontece muito longe das vossas fronteiras» - Esta frase foi insistentemente repetida por um professor da Universidade Católica da Ucrânia numa videoconferência da assembleia das comissões Justiça e Paz europeias, da Igreja Católica, que decorreu no dia anterior àquele em que escrevo estas linhas. Esse orador repetia essa frase ao descrever o que se passa no seu país. Particularmente impressionante foi verificar as condições em que proferiu tal relato: disse que iria fazer uma declaração curta e sair logo de imediato, porque tinham tocado as sirenes e teria de correr para um refúgio subterrâneo que o protegia de possíveis bombardeamentos.

Este facto (pessoas abrigadas em refúgios) fez-me recordar histórias que ouvi várias vezes a quem viveu a Segunda Guerra Mundial e que pensava arquivadas num passado remoto. Também as imagens de pessoas desesperadas a fugir para a fronteira mais próxima fazem lembrar esse passado, que parecia bem distante (na Europa, é certo, porque noutros continentes, mais afastados de nós, não tem sido assim).

Onde foi parar a tese do “fim da História” (um mundo pacífico e baseado na universalização da democracia liberal e da economia de mercado) depois da queda do muro de Berlim?  Até há pouco, falava-se já do regresso da “guerra fria”, agora assistimos a uma guerra “quente” na Europa, o que leva a que se fale na mais grave crise de segurança neste continente desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Esse professor, na verdade, aludia, precisamente, à história da Segunda Guerra Mundial. «A História repete-se» - disse várias vezes. Estamos de novo perante um ditador paranoico que quer dominar o mundo espezinhando os direitos dos povos mais fracos. E citou o célebre discurso em que Wiston Churchill manifestava o propósito de a sua nação lutar por todo o lado («nos mares e nas praias») e nunca se render. Declarou que o povo ucraniano está a sacrificar-se pela sua liberdade, que é também a liberdade de todos os europeus. Não pediu que outras nações se envolvessem na guerra que atinge o seu país, mas fez um apelo a outro tipo de ajudas.

Talvez seja exagerado comparar Putin a Hitler. Mas alguns factos paralelos permitem afirmar que a História se repete mesmo, e, sobretudo, que há quem não aprenda as lições da História.

Como salientou a Comissão Nacional Justiça e Paz na sua nota recentemente publicada, parecem oportunas e atuais as palavras de Pio XII na sua radiomensagem de 24 de agosto de 1939, quando estava iminente o início da Segunda Guerra Mundial:

«É com a força da razão, não com a das armas, que a Justiça progride. E os impérios que não são fundados sobre a Justiça não são abençoados por Deus. A política emancipada da moral atraiçoa aqueles mesmos que a desejam. O perigo é iminente, mas ainda há tempo. Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra».

A alusão de Pio XII (que não era, seguramente, e como aqui se vê, o “papa de Hitler”) aos «impérios que não são fundados sobre a Justiça” e à «política emancipada da moral» tinha implicitamente em vista os planos agressores do nazismo. E pode aplicar-se hoje (salvaguardas as devidas proporções) aos planos agressores do governo russo. Hoje, como então, pretende-se justificar falsamente uma guerra de agressão com a alegada defesa de minorias nacionais (os alemães de então, da região dos sudetas, na Checoslováquia, ou de zonas da Polónia, são hoje as minorais russas que vivem em zonas da Ucrânia). 

Quando nesse discurso Pio XII afirmava que «tudo pode ser perdido com a guerra», estava a prever as consequências catastróficas que o desencadear da guerra de então viria trazer. Hoje, também verificamos como a guerra da Ucrânia prejudica, sim e antes de mais, o povo ucraniano, mas, verdadeiramente, não é o povo russo, nem as minorias russas que vivem na Ucrânia, que dela irão beneficiar. E, hoje como então, sabemos como a guerra começou, não sabemos como vai acabar. Verdadeiramente, com esta guerra toda a humanidade perderá.

Dos escombros da Segunda Guerra Mundial e das lições que dela podemos colher, nasceu a Carta das Nações Unidas, que condena a guerra de agressão ou como instrumento de regulação de conflitos internacionais. Ao “direito da força”, quis-se substituir a “força do direito” («É com a força da razão, e não com a das armas que progride a Justiça» - já proclamava Pio XII naquele discurso de 1939). Nessa mudança estava a chave para que a terrível e mortífera experiência da Segunda Guerra Mundial não voltasse a repetir-se.

É esta lição da História que há quem teime em não aprender

Pedro Vaz Patto

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