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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

26
Fev22

8.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 8.º Domingo do Tempo comum – ANO C - 2022

Sabedoria e Verdade na Palavra de Deus

Domingo, 27 de Fevereiro de 2022

     Irmãs e irmãos, quando precisamos de tomar uma decisão importante, que fazemos? Pedimos o parecer de alguma pessoa amiga e conhecedora. Pensemos na sabedoria que vem de Deus.  

  1. A sabedoria ou Verdade está na Palavra de Deus

     Primeira leitura

     Desejo reflectir convosco sobre a conduta humana e cristã com a sabedoria que vem de Deus, como lemos na leitura de Ben-Sirá, ou Eclesiástico. Aparece-nos esta comparação literária: “Quando agitamos o crivo, ficam [separadas] as impurezas”. Esta imagem pode indicar o que é bom e o que não é bom para nós. A Bíblia é um livro de Sabedoria, para a libertação da humanidade. Somos hoje iluminados com esta página de Ben-Sirá.

     É bom seguirmos os caminhos da sabedoria. Recordo um pequeno facto na vida de São João Bosco: Certo dia, um sacerdote de nome Alievi pensava fundar uma casa para jovens necessitados de recuperação, e dar princípio a uma congregação religiosa para isso. Foi ter com dom Bosco e pediu um conselho dele. Dom Bosco, conhecendo as grandes dificuldades para uma tal obra, perguntou-lhe se ele tinha algum facto ou sinal sobrenatural que lhe indicasse ser vontade de Deus essa obra. O padre Alievi respondeu-lhe que não. Então, dom Bosco dissuadiu-o amavelmente desse projecto. O padre Alievi mostrou-se agradecido, e desistiu da ideia.[1] Neste caso, o padre procurou conhecer a vontade de Deus consultado dom Bosco. Nós temos sempre a palavra de Deus para nossa orientação.

  1. A sabedoria ou Verdade de Deus ilumina o homem para a liberdade

     Evangelho

      “Pode um cego guiar outro cego?” Uma pergunta que Jesus nos faz hoje, para nos dizer que a sabedoria humana sem Deus não ilumina o nosso caminho.

     Jesus não despreza a sabedoria humana, se ela é acompanhada pela sabedoria de Deus. Sem Deus, ficamos na cegueira, com Jesus somos iluminados.

     Conhecemos um exemplo da Bíblia que não está neste evangelho, e abre a nossa mente. O rei Salomão fez uma súplica a Deus, assim: “Ao teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente faça o discernimento entre o bem e o mal; porque, quem poderia julgar a este teu tão grande povo?”.

     Este pedido agradou a Deus que lhe respondeu: … Eis que te dei um coração tão sábio…que antes de ti teu igual não houve”.[2]   

     Irmãos, podemos imaginar esta conversa entre duas pessoas: uma a dizer: - “o meu colega tratou-me mal, vou-me vingar”. E a outra respondeu-lhe: “Tem calma. A vingança não leva a bom caminho”. Esta segunda pessoa estava a usar a sabedoria de Deus. Os ensinamentos de Jesus evitam guerras, violência, mentiras, e criam comunidades novas, de paz e amor.

     A sabedoria ou Verdade caminho para a ressurreição

     Segunda leitura

     Irmãos, S. Paulo Viveu profundamente a esperança de ressurreição. Lemos hoje o capítulo 15 da primeira carta aos Coríntios. Corinto era um grande porto da Grécia. S. Paulo insiste nesta verdade: “Cristo ressuscitou; nós também ressuscitaremos”. Cada um de nós está a caminho da ressurreição. O nosso destino é a ressurreição com Cristo. Tendo isto presente, somos animados a seguir na vida a sabedoria da Palavra de Deus.

Pe. António Gonçalves, SDB

[1] Memorie Biografiche di dom Bosco, (MB) VII, 49

[2] 1Rs 3, 6-12.

 

24
Fev22

CHEGOU A HORA DE PUTIN – A HORA DO AJUSTE DE CONTAS E DO ACERTO DOS BLOCOS RÚSSIA E NATO


Oliveira

(Partilho mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

A. G. Pires)

A Ucrânia está em Guerra! A Solução será tornar-se República Federal Neutra

O Presidente ucraniano Selenskyj declarou o estado de guerra. A infraestrutura das bases aéreas ucranianas foi destruída, segundo informa o governo russo.

O mais trágico que se pode observar no conflito fora e dentro da Ucrânia é o facto de não ser dado tempo aos habitantes ucranianos para se habituarem uns aos outros e formarem com o tempo um povo unido! Os interesses da Nato e da Rússia, empenhados em instigar a instabilidade, não dão tempo nem permitem um desenvolvimento orgânico da Ucrânia. As interferências perpetradas pelos centros imperialistas modernos atafegam à raiz qualquer desenvolvimento orgânico e natural de povos e regiões. (Ucrânia mero cavalo de Troia (1) e dados sobre a Ucrânia (2).

A Ucrânia está em guerra; tem 200.000 soldados na disponibilidade e ordenou agora (23,02.2022) a mobilização de cerca de 250.000 reservistas. A Europa tem estado a preparar-se para acolher os Refugiados. O público tem o direito de ser completamente informado sobre as condições na Ucrânia, de modo a poder orientar-se à margem do pensamento a preto e branco dominante; doutro modo são enfileirados nas trincheiras a serem contruídas na opinião pública tornando-se, assim, em arautos e belicistas cúmplices de um partido ou do outro. Putin, Biden e as partes beligerantes sabem de antemão que terão todos razão, independentemente do certo ou errado, porque as pessoas não estão em posição de questionar nada e orientar-se-ão pelos factos criados.

Os adversários Putin e Biden continuam na sua teimosia. Putin esconde os seus pretextos na sua exigência de que "a NATO não deve ser alargada à Ucrânia". A NATO esconde o seu pretexto não cedendo; deste modo são servidos e justificados os respectivos interesses na guerra e as populações são orientadas de modo a tomar partido e deste modo a aceitar as consequências de uma guerra estimulada por gente irresponsável onde quem morre é a juventude e quem aguenta as consequências é a população em geral. A fim de se sair desta situação desumana, não se deveria pensar apenas estrategicamente. No caso, a melhor solução seria a Ucrânia tornar-se uma república federal neutra independente.

As fronteiras estão, de novo, a ser movimentadas na Europa e a zona da Ucrânia e da península Balcânica continuam a ser zonas “vulcânicas” devido ao encontro/distanciamento das “placas continentais”! As repúblicas separatistas de Lugansk e Donetsk reivindicam todo o território Oblast. A região Oblast de Lugansk tem 2,1 milhões de habitantes e 1,4 milhões deles são separatistas; o território tem 26,7 mil quilómetros quadrados. A região fronteiriça Oblast de Donetsk tem 4,1 milhões de habitantes e cerca de 2,2 milhões são separatistas e a área é de 26,5 mil quilómetros quadrados. Na Ucrânia a miopia política e a corrupção têm contribuído para muitas medidas contra a inclusão do povo de tendência russa e ucraniana. O divisionismo na Ucrânia, nem sequer a religião poupou. Nos anos 90 surgiu uma nova igreja ortodoxa separada do patriarcado de Moscovo, entretanto surgiu também uma outra e em 2018 foi fundada a Igreja Ortodoxa da Ucrânia como igreja ortodoxa autocefálica.  Também o russo, que é hoje falado por quase toda a população da Ucrânia, mas principalmente no leste e sul do país, bem como na capital Kiev (3), tem sido objecto de impedimento legislativo oficial. Encontramos na Ucrânia os vícios reunidos da Nato e da Rússia que levarão ao desmantelamento da Região.

Numa América do Norte acossada pela China, ao lado de uma Rússia ainda por fazer e de uma EU, no meio delas, a querer aparecer, Putin procura interpretar os sinais dos tempos e aproveitar-se para corrigir o desequilíbrio criado depois da queda da União Soviética; para completar o seu império aproveita para fazer o que os USA têm feito em seu proveito. Putin aprendeu a lição; nesse sentido, procura também afirmar-se criando factos consumados, com o argumento de não querer deixar o destino das nações tão entregue às mãos da Nato (e da China)!

Na dureza do confronto das potências, também a União Europeia vai procurando granjear um lugar ao sol, entre os blocos de influência, servindo-se mais de paliativos; para tal usa o proclamado ideal da democracia como antes usava o ideal da religião; tudo roupagens bonitas mas que escondem, perante o povo, o verdadeiro rosto (o poder) que por baixo desse manto se esconde! Em nome da democracia serve, (também ela não tanto como senhora mas como serva), a guerra, dos USA e da Nato, criando instabilidades em países mediante o fomento ou o apoio de lutadores da resistência dentro de povos, e tudo só para bem da sua “democracia” e da economia (o mesmo estratagema usam pretensas potências como o Irão e a Turquia em nome do islão, na Índia em nome do induísmo, na China em nome do comunismo e na Rússia em nome da Rússia de recordação comunista: todos os povos elaboram o seu lampião para alumiarem o seu  caminho no pretexto de não deixarem o povo às escuras!). Na lógica da Nato, nas zonas de seu interesse, o princípio de autodeterminação democrática já não conta. Desde 1953, a NATO cometeu 13 violações do direito internacional sem um mandato da ONU (4).

A Rússia imperial está consciente de querer modernizar-se e, à maneira progressista, num tempo já não de construção de nações, mas numa fase mais adiantada de desconstrução que corresponde à estratégia de alinhamento de complexos geoestratégicos, englobantes de países e regiões mais pequenos. Na perspectiva da globalização, este factor dar-lhe-á razão, uma vez que vem do progresso e ele está aí a chegar nas novas demarcações económico-políticas que procuram território irreversivelmente demarcado para se instalarem no novo mundo de maneira sustentável! Por mal das circunstâncias, a decisão da Ucrânia não se encontra nas mãos dos ucranianos, não só pelo facto de se encontrarem divididos entre si, mas pelas razões mais altas dos correspondentes interesses dos falcões geopolíticos, a quem servem. A História não se deixa disciplinar pela moral, ela segue apenas os factos criados por interesses e estes pertencem sempre aos mais fortes; uma vez criados os factos, o povo estará sempre pronto para os seguir atrás a aplaudir. A moral só sabe caminhar com o povo, mas os interesses seguem uma via diferente caminhando com os maiores! Putin sabe bem que, se, a Rússia que alberga vários povos, desse asas à democracia isso corresponderia a criar novos focos de independência dentro da própria Rússia, o mesmo medo mantem a China, por isso preferem dedicar-se à conquista! Por isso falar de democracia a Putin, torna-se numa verdadeira provocação porque na sua situação, tal como na da China significaria polvorosa nas próprias populações e cedência ao rival.  O argumento da democracia vale especialmente para nós europeus onde cada país, depois de muitas guerras, alcançou a sua identidade e, pelo facto, já não temos mais para conquistar; o trágico da aprendizagem é que usemos, muitas vezes, da democracia como armadilha para outros povos.

Também se torna ilusória uma argumentação em termos de nacionalidade quando nos encontramos, também nós, devido ao globalismo e ao processo de organizar o bloco EU, numa era de superação das ideias nacionais para se poder legitimar a formação de novos blocos ou agrupamentos de nações. Esta realidade leva muita da argumentação de caracter nacionalista a tornar retrógrados e contraditórios os factores que implementam a formação da União Europeia.  Facto é que a política globalista (a nível político de ideologia e de economia) em via tem como consequência o desprezo das nações em benefício dos blocos. Por isso pareceria tornar-se atrasada uma tendência de se afirmar um país numa região feita de populações, mas sem ter tido tempo para se formar em povo. Assim a Ucrânia é fomentada também artificialmente em alfobres de grupos joguetes nas mãos dos falcões da NATO e da Rússia. Os moventes da Nato e da Rússia não são os genuínos interesses nacionais de um povo-nação, mas o seu desmantelamento, para satisfação de novos compromissos a fazer pelos figurantes em jogo.  Na era globalista e em tempos da formação da EU, tempo mais propício para a desconstrução das nações, falar-se de “dignidade nacional” até parece mal, sobretudo se dito por mentes progressistas!!!

Infelizmente, vistas as coisas de uma perspectiva actual, Putin, para não ser homem de outra era, vai escrever história recente e vai ditá-la aos que se julgam à frente! De facto, o orgulho e a humilhação, suscitam forças que levam a não se resignar e a ideia do globalismo ajuda! Talvez por isso as revoluções pretendam ir sempre à frente, a fazer de luzeiros para o povo e para os que se atrasam! Cada bloco faz a sua leitura própria e nós povo é que teremos de pagar a fava que já se preanuncia num novo aumento das energias. Neste contexto, ser-se popularmente pela política de um bloco ou do outro torna-se um pouco indecoroso.

Falta de cocegas na opinião pública e no povo não faltarão. Uma vez desmantelada a Ucrânia restará o trabalho de sabotagem da Bielorrússia para que esta abra as portas para o Ocidente. Haverá que preparar-nos para engolir sapos e lagartos pois depois de décadas de paz na Europa o que nos espera são guerrilhas, como já conhecemos também dos “assassinos” maometanos através da História! …

António da Cunha Duarte Justo

Notas em “Pegadas do Tempo” , https://antonio-justo.eu/?p=7129

(1) Ucrânia mero cavalo de Troia: https://antonio-justo.eu/?p=7116

(2) Dados sobre a Ucrânia: https://antonio-justo.eu/?p=7127

(3) Kiev é uma cidade bilingue onde tanto o ucraniano como o russo são falados. Há três anos, uma nova lei linguística entrou em vigor na Ucrânia. O seu objectivo é fazer recuar o russo, mas cria novos problemas aos editores e às críticas em língua russa a Putin. Os jornais e revistas nacionais devem agora aparecer em ucraniano. As edições russas não são proibidas, mas uma versão paralela ucraniana deve ser impressa na mesma circulação. É certo que isto não é rentável para os editores. O último jornal diário nacional russo, “Westi”, foi recentemente mudado para ucraniano, e muitos jornais só aparecem agora na rede. Aprovada há três anos, a lei linguística está agora (2022) a entrar em vigor na Ucrânia. É suposto fazer recuar o russo, mas cria novos problemas para editores e críticos de Putin em língua russa. A lei, que é dirigida contra a língua russa preferida por muitos ucranianos, especialmente no leste e sul do país, foi aprovada pouco depois de o Presidente Petro Poroshenko ter sido votado fora de funções em 2019.

https://www.faz.net/aktuell/feuilleton/debatten/ukraine-neues-sprachgesetz-soll-das-russische-zurueckdraengen-17736397.html

(4) 70 anos da NATO: guerras ilegais e causas de fugas: “70 Jahre NATO: Illegale Kriege und Fluchtursachen!

23
Fev22

REZAR O AGORA


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, terça feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a rezar o agora, este tempo que nos é presente, onde estamos efetivamente inscritos, mas do qual nos tornámos tão distraídos, absortos a fazer contas com o passado remoto ou presos àquilo que será talvez o amanhã.

Ensina-nos, Senhor, a rezar o agora, abrindo os olhos para aquilo que nos parece tão óbvio, tão vizinho a nós que damos imediatamente por adquirido e que, afinal, temos dificuldade em reconhecer e habitar plenamente.

Ensina-nos a rezar o agora, do qual mesmo se de forma disfarçada fugimos. Este agora que vivemos ainda com a sua indeterminação, a sua rugosidade, o seu inacabamento doloroso e o seu risco. Este agora que nos dá tanto que fazer, que tantas vezes nos deixa confusos e perdidos, mais próximos da exaustão que do êxtase ou do júbilo.

Ensina-nos a rezar o agora, que frequentemente não é grandiloquente, nem é aquilo que nós desejámos, mas é o humilde ponto de partida que temos de aprender a abraçar.

Ensina-nos a celebrar-Te, Senhor, como o Deus do nosso agora, e a não fixar-Te apenas naquilo que esteve antes ou que virá depois. Que te contemplemos no hoje da nossa história, assim como se apresenta. Que acreditemos que Tu não deixas de manifestar-Te, de nos seguir, de estar aqui, de nos estender a Tua mão agora.

Ensina-nos, Senhor, a acolher e a amar cada momento do nosso presente como oportunidade de nos confiarmos a Ti.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
22.02.2022

17
Fev22

7.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 7.º Domingo do Tempo comum – ANO C - 2022

Amor e Perdão geram comunidade nova

Domingo, 20 de Fevereiro de 2022

     Irmãs e irmãos, as leituras de hoje levam-nos a esta pergunta: Somos capazes de perdoar? Dois caminhos. É a reflexão que podemos fazer.

  1. Perdoar - evitar a vingança

      Primeira leitura

      Quando alguém nos ofende, qual é a reacção que pode nascer em nós? É talvez o ajuste contas, ou a vingança. Porém, a Palavra de Deus apresenta-nos outro caminho: o perdão. Um caminho custoso, mas apontado por Deus: o perdão. Esta virtude leva-nos a afastar de nós a vingança, o ódio, o desejar mal. Temos um exemplo na primeira leitura, do livro de Samuel.

      O autor coloca diante dos nossos olhos o exemplo de David que teve ocasião de se vingar do seu inimigo, o rei Saul. Mas não o fez, teve um gesto de perdão, ficando a ser chamado o santo rei David.    

     Quem perdoa afasta de si o ódio, faz um gesto de nobreza, de dignidade humana, de valor divino. Não fica humilhado.

       Por este caminho de perdão, caminho de Deus, construímos a comunidade nova, comunidade do amor, para uma civilização da paz e concórdia. É o crescimento da vida de fé do povo de Deus.

  1. Perdão – caminho proposto por Jesus

     Evangelho

     O Evangelho de hoje é particularmente sobre o perdão: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam…  Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo

     Caminho não fácil. E qual força para o seguir? Temos uma força sobrenatural: a Eucaristia, o Pão da vida. Quem comunga, recebe a força para este caminho: “orai por aqueles que vos injuriam”.

     Jesus empenha-se em mostrar-nos este caminho. Ficamos admirados com esta abundante explicação, que representa o que Ele é: Jesus: amor e perdão. E assim o mostrou na Cruz: “Pai, perdoa-lhes”.

  1. Perdão – imagem do homem celeste

     Segunda leitura

     Na primeira carta aos Coríntios, S. Paulo diz-nos isto: Assim como trazemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste”.

     O homem celeste é o próprio Jesus ressuscitado. Um pouco antes desta página que lemos hoje, o apóstolo anima os cristãos na ressurreição de Jesus, motivo da nossa maior esperança e alegria. “Jesus ressuscitou ao terceiro dia, e apareceu a Pedro e depois aos Doze”. Jesus ressuscitado é a certeza da nossa ressurreição. Ora, quem vive o perdão está na humanidade nova de Jesus ressuscitado, já nesta vida.

     Santa Teresa do Menino Jesus, santa da espiritualidade simples, disse estas palavras que se encontram no livro da sua vida: “Quero passar o Céu, a fazer bem sobre a Terra. Não olharei para as almas somente, mas hei de descer para junto delas. Vai começar a minha missão que é ensinar os homens a amar a Deus como eu o amo”. É assim quem vive o caminho do Senhor, o perdão.

Pe. António Gonçalves, SDB

16
Fev22

RECONHECER O FIO DE AMOR


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, terça feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a reconhecer o fio de amor com que dás unidade àquilo que tantas vezes aos nossos olhos aparece confusamente fragmentado, um puzzle indistinto e irresolúvel de factos ou de razões.

Ajuda-nos a interpretar nos acontecimentos que se sobrepõem ofegantes, e não raro enigmáticos, não apenas a marcha implacável da história, não apenas a mancha do seu ruído, mas uma chamada a buscar-Te, a nos interrogarmos sobre a Tua vontade, a valorizar os Teus discretos sinais como contraponto silencioso a tudo isto.

Inicia-nos a compreender que o que apressadamente catalogamos como acaso é bem mais do que um jogo de coincidências: é o lento e misterioso desenrolar da coreografia da Tua revelação em nós.

Faz-nos ver que, por exemplo, o que julgamos ser apenas o efeito desencontrado do vento, nestas tardes de transição entre inverno e primavera, representa também no fundo uma dança. Pois as folhas não rodopiam sem porquê. Nem um cabelo da nossa cabeça se agita longe do Teu olhar.

Ensina-nos que há um sentido, mesmo quando não o colhemos claramente.

Há um sentido na experiência que fazemos tanto da alegria como da dor, tanto na transparência como naqueles momentos em que escasseiam as evidências que tanto desejámos.

Há um sentido no entusiasmo e na fadiga, na plenitude e no vazio, no jardim e no deserto.

Ensina-nos, Senhor, a dirigir incondicionalmente para Ti o nosso coração, por contrastantes que sejam as circunstâncias em torno a nós.

E explica-nos em cada dia o que significa confiar.

Cardeal José Tolentino de Mendonça

15.02.2022

11
Fev22

6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 6.º Domingo do Tempo comum – ANO C - 2022

Bem-Aventurados – para transformar o mundo

Domingo, 13 de Fevereiro de 2022

     Irmãs e irmãos, somos convidados a viver as Bem-Aventuranças. De que modo? Uma pergunta para a nossa reflexão.

  1. Bem-aventurado, Feliz quem põe a sua confiança do Senhor

     Primeira leitura

     O que significa a palavra Bem-Aventurança? É ser feliz. Jeremias dá-nos os primeiros passos na escolha dos valores segundo Deus, para sermos felizes. Primeiro mostra-nos o perigo do caminho errado, como afirma o profeta Jeremias: “Maldito quem confia [apenas] no homem. Por quê? Esse, “afasta do Senhor o coração”. E conclui: “habitará na aridez do deserto”.   

     Em seguida, o profeta descobre o caminho certo para a felicidade: “Bendito quem confia no Senhor. E usa uma imagem, ou comparação: É como a árvore plantada à beira das águas: Mantém-se verdejante e dá bons frutos.

       Isto porque nós fomos criados por Deus para subir mais acima deste mundo, pelo caminho da fé, que é o ponto mais alto da razão.

     “Deus amou-nos antes de criar o mundo” (Efésios, 1).  A águia que é chamada a voar nas alturas, se fica apenas na terra, sem bater as asas, não é o que deve ser. 

  1. Bem-aventurado, feliz o pobre…

       Evangelho

      São Lucas apresenta-nos Jesus a falar deste caminho das Bem-aventuranças à multidão. Mostra-nos quatro modos de ser felizes: os pobres, os que têm fome, os que sofrem, por Cristo. Jesus não quer que as pessoas sejam infelizes, não quer que passem fome, não quer que chorem. De facto, Jesus multiplicou os pães para as pessoas não terem fome; curou os doentes, para não sofrerem; ressuscitou a filha de Jairo, para esse chefe da sinagoga não chorar. Ele foi e é o maior libertador. Isto explica-se: ter os bens necessários para a saúde, a alimentação, a cultura, o lazer são bens que estão no coração de Deus para nós.

        Quem são os pobres das Bem-Aventuranças? São os que precisam de Deus, os que não trocam Deus pela riqueza, são os que colocam Deus em primeiro lugar.

     Jesus contou uma parábola na sua evangelização: “Deus” convidou pessoas para o seu banquete; mas os convidados recusaram, sem justificação válida. Trocaram o convite de Deus por outras preferências. Não foram pobres. Tinham o coração cheio de outras coisas. Este é o significado das bem-aventuranças.

  1. Bem-aventurado para transformar o mundo

     Segunda leitura

     São Paulo, na carta aos Coríntios, confirma a comunidade na fé em Jesus ressuscitado, e garante à comunidade a nossa ressurreição, porque estamos unidos a Cristo ressuscitado. Com estes valores temos a maior das Bem-Aventuranças.

     E estamos prontos a aliviar os pobres, com a nossa ajuda. O Papa Francisco, após a eleição, ouviu de um cardeal que estava ao seu lado: “Lembra-te dos pobres”. Neste caso, pobres são os que vivem sem posses para o necessário. Esses merecem o nosso apoio, como fez Madre Teresa de Calcutá, que deixou a Comunidade do Loreto, onde tinha estudantes ricas, para ter “Deus como único protector e guia, no meio dos mais pobres de Calcutá”[1]. Irmãos, Jesus convida-nos para o caminho das Bem-Aventuranças: uma Igreja pobre, para ajudar os pobres.

Pe. António Gonçalves, SDB

[1] Pe. Januário dos Santos, Madre Teresa de Calcutá, p. 14

09
Fev22

REZAR A TUA MÃO AGORA POUSADA EM NÓS


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, terça feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a confiar que jamais estamos sós, pois Te fazes a cada momento presente na história do mundo e na história de cada um de nós.

Ensina-nos a reconhecer a Tua presença, mesmo quando o tempo nos parece devoluto, feito de empréstimos, feito de aço: um tempo indiferente, irresolúvel; uma marcha ofegante; uma mancha sempre mais implacável.

Ensina-nos a certeza da Tua presença, mesmo quando olhamos em redor e nada vemos; quando tocamos e não surgem especiais evidências; quando chamamos o Teu nome e julgamos que apenas nos retorna o eco desamparado da própria voz.

Ensina-nos a reconhecer-Te nos contraciclos da vida, nos seus baldios, nessa terra de ninguém que também nos cabe experimentar, nas estações dolentes cujo fim não divisamos imediatamente.

Ensina-nos a escutar a Tua voz não só na brisa, mas também naquilo que todos dizem áspero e adverso; não só nas respostas que tranquilizam, mas tambémnas perguntas acordadas noite fora, como crianças que não conseguimos adormecer.

Ensina-nos a confiar que a agarrar a mão que cremos vazia está a Tua; que a Tua mão não nos larga nunca; que ela está agora pousada em nós e vai continuar assim; e que dela dependemos como de mais nada sobre a terra.

Amén.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
8.02.22

05
Fev22

5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 5.º Domingo do Tempo comum – ANO C - 2022

Vocação: chamados por Deus

Domingo, 6 de Fevereiro de 2022

  1. Vocação: chamados e enviados

      Primeira leitura

     Irmãos, a primeira leitura abriu-nos a porta para compreendermos como Deus chamou Isaías e o enviou. O profeta teve uma visão de Deus cheio de glória, … rodeado de anjos a cantar. Teve receio, e exclamando: ”Ai de mim!” Mas Ouviu esta voz do Senhor: “Quem enviarei?”. O profeta abriu-se ao chamamento, e respondeu: “Eis-me aqui”; podeis enviar-me.  Sentiu-se cahamado e enviado: foi a sua vocação.  A vocação é um dom de Deus, que chama para uma missão.

    Eu existo, fui chamado à vida. Sinto-me chamado por Deus. De que modo? Pela Igreja, pela catequese, pela comunidade, pelo interior da consciência. Quero responder: “Eis-me aqui”.

  1. Vocação: chamados a seguir Jesus

    Evangelho

     Deus chamou-nos para quê? Encontro resposta no Evangelho: para seguir Jesus, e anunciá-lo.  Lucas apresenta-nos Jesus a entrar no barco de Pedro. Convidou os apóstolos a lançarem as redes, depois de uma noite de faina que resultou em nada. Mas à palavra de Jesus, respondeu Pedro: “já que o dizes, lançarei as redes”. A pesca foi tão abundante que as redes começavam a romper-se. Jesus estava lá.  Foi um sinal para responder ao chamamento. Pedro também sentiu medo e disse: “Senhor, afasta-te de mim que sou um homem pecador”. Mas Jesus confortou-o: “Não temas…Serás pescador de homens”. E Pedro e os companheiros “deixando tudo, seguiram Jesus”. E depois anunciaram-no em toda a parte. 

      Jesus revela-se, chama, e pede a nossa resposta para a missão. O chamamento é também para o matrimónio.  Deus também nos diz: “Não temas”, não temas, porque Eu estou contigo.

  1. Vocação: chamados em Igreja

     “Este magnífico trecho de Lucas no Evangelho é uma excelente catequese, acerca do que é a Igreja e do que somos nós em Igreja. Jesus falou no barco de Pedro. Uma longa tradição vê no barco de Pedro a imagem da Igreja, que navega pelo mar fora, com perigos do mar. Hoje, o sítio normal para escutar a voz de Jesus é a assembleia cristã. Escutamos a Palavra de Jesus, que dá fruto, como deu na pesca de Pedro e dos apóstolos. A resposta de Pedro foi: “Já que tu dizes, lançarei as redes”. Por isso devemos confiar no Senhor e amar a Igreja.

     O Papa Francisco, referindo-se a Teresa do Menino Jesus, disse: “esta santa [Teresa do Menino Jesus] que morreu aos 24 anos e amava tanto a Igreja, queria ser missionária, queria ter todos os carismas. Dizia: ‘Eu gostaria de fazer isto, isto e isto’, todos os carismas. “Na oração e na escuta da Palavra,  a jovem carmelita sentiu que o seu carisma era o amor e disse esta bela frase: No coração da Igreja, eu serei o amor”. Li algures que  Papa acrescentou. “Este carisma temo-lo todos: a capacidade de amar[1]. Com amor, respondemos sim a Deus que chama?  Confio em Ti, Senhor.

Pe. António Gonçãlves. SDB

[1]  Vaticano, 01 out. 14 (Papa falando de Santa Teresinha).

04
Fev22

APELO URGENTE | COMO PARTICIPAR NA ACÇÃO JUDICIAL CONTRA IDEOLOGIA NA EDUCAÇÃO


Oliveira

(Partilho um APELO URGENTE enviado pelo Dr. António Pinheiro Torres

A.G.Pires)

O José Diogo Marques chamou-me a atenção para esta possibilidade de participação na acção em referência, o que vou fazer, e que vos peço encarecidamente, que cada um faça. Se não nós, então quem? Se não agora, então quando?

Leiam por favor o email abaixo, isto é muito simples e não tem custos. Muito e muito e muito obrigado ao SalL por esta iniciativa!

Forte abraço e bom fim-de-semana!

Antonio Pinheiro Torres

U R G E N T E 

CHAMADA À AÇÃO! 

 O salL (SAL – Associação de Defesa da Liberdade) intentou uma ação popular contra o Estado Português destinada a remover os conteúdos, referências e materiais de apoio ideológicos dos programas de ensino no âmbito da cidadania, considerando o tratamento ideológico dado aos temas relativos à igualdade de género e sexualidade. Poderão encontrar explicações mais detalhadas no comunicado de imprensa do salL, aqui. 

 Neste contexto, fomos notificados pelo Tribunal para publicitar a possibilidade de quaisquer interessados (em princípio, pessoas singulares maiores) intervirem na ação como partes, tanto apoiando as pretensões do salL, como opondo-se a elas, conforme anúncio que se anexa.

Tratando-se de um assunto da maior relevância e sendo necessário marcar uma posição forte, participada e contundente na sociedade portuguesa, apelamos à participação e empenho de TODOS.

Para participar, basta, até ao próximo dia 22 de fevereiro de 2022:

  1. Preencher e assinar a minuta de requerimento disponibilizada em anexo;
  2. Enviar uma digitalização empdfpara lisboa.tacl@tribunais.org.pt indicando no assunto "UO3 - Processo n.º 27/22.1BELSB"  (colocando em CC o email geral@sall.pt).

Os custos relacionados com o processo serão suportados integralmente pelo salL.

Envie-nos as suas dúvidas e sugestões para geral@sall.pt.

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REQUERIMENTO PARA INTERVENÇÃO NO PROCESSO

Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa

Unidade Orgânica 3

Processo n.º 27/22.1BELSB

Ação Popular Administrativa

 

                                                        Excelentíssimo Senhor Juiz

 

_______________________________[Nome], residente em ___________________________ [morada], portador do cartão de cidadão n.º ____________________[inserir n.º CC], válido até _____________ [inserir validade], NIF _________, ______________ [inserir profissão], domicílio profissional em ______________________________ [inserir morada domicílio profissional] vem, nos termos e para os efeitos do disposto nos art.ºs 14.º e 15.º, n.º1, da Lei n.º 83/95, de 31 de agosto, aos autos declarar que pretende intervir no processo de ação popular administrativa referido à margem, bem como no respetivo processo cautelar apenso, aceitando-os na fase em que se encontram, e que aceita ser representado pela Autora, Sal – Associação de Defesa da Liberdade.

 

______________________, ___ de ________ de 2022

(local)      (data)

_____________________________

(Assinatura)

 

 

04
Fev22

ANO NOVO CHINÊS (01.02.2022) – ANO DO TIGRE


Oliveira

(Partilho mais uma publicação do nosso prezado jornalista António Justo.

A. G. Pires)

Em Lisboa há muitas lanternas vermelhas (em várias avenidas) para comemorar o Ano Novo Chinês. 

As celebrações do Ano Novo Chinês começaram a 31 de janeiro, e tradicionalmente, terminam com o Festival Lanterna, que este ano tem lugar a 15 de Fevereiro (1). O ano chinês de 2022 está sob o signo do tigre, seguindo-se ao ano do Búfalo! Parabéns aos chineses!

Há povo que dança à luz do vermelho como que a preanunciar as vindas do império chinês!

Aproximam-se os XXIV Jogos Olímpicos de Inverno que serão realizados na capital chinesa Pequim, de 4 a 20 de Fevereiro de 2022. 

Os correspondentes estrangeiros em Pequim queixam-se de "obstáculos sem precedentes" nos seus relatórios do país. Segundo o Clube de Correspondentes Estrangeiros (FCCCC), 99% deles, disseram que consideravam que as condições de trabalho não cumpriam as normas internacionais. 32% queixaram-se de terem sido impedidos de participar em eventos no período que antecede os Jogos de Inverno de Pequim. Os jornalistas sentem-se impedidos na sua capacidade de reportagem confrontando-se com sanções legais, processos civis ou investigações em nome da segurança nacional, relata o HNA de 2.02.2022.

É pena falar do que incomoda mas se não houver informação não haverá desenvolvimento!

António da Cunha Duarte Justo

Notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7052

(!) Para muitos, é o único período de folga do ano. (1)  “Mas o Ano Novo “chinês” não é comemorado apenas na China. As pessoas também celebram o Festival da Primavera na Coréia, Mongólia, Vietnã e outras áreas do leste e sudeste da Ásia. Isso inclui países com grandes populações chinesas, como Cingapura, Malásia, Indonésia , Tailândia, Camboja ou Filipinas, bem como cidades no oeste onde vivem muitos chineses no exterior.”

 https://www.rnd.de/wissen/chinesisches-neujahr-2022-datum-bedeutung-tier-alle-infos-zum-fest-RQNXCHUDVYVRT2HLWBVFYQYCVU.html

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