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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

14
Dez21

REZAR A PAZ QUE COMEÇA DENTRO DE NÓS


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, segunda feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, que é dentro de nós que a paz começa.

Essa paz que nasce da reconciliação com as próprias feridas, escutando a nossa vida interna em vez de a omitir, dando espaço e dignidade às dimensões mais vulneráveis do nosso ser, reconhecendo com humildade a frustração, a violência e a agressividade que também em nós residem. Só assim seremos capazes de compreender e cuidar das feridas que os outrostransportam.

Ensina-nos, Senhor, essa paz que nasce do perdão, da capacidade de transformar as nossas quotidianas armas de guerra em relhas de arado, como diz o profeta. Essa paz que põe a morar lado a lado o lobo e o cordeiro e a pastar no mesmo campo o filho do leão e o bezerro. Essa paz que nasce quando deixamos que um redescoberto olhar de criança se torne efetivamente a nossa visão.

Ensina-nos, Senhor, a paz que não é pré-fabricada, mas se tece como um lento artesanato. Essa paz que nasce da arte de colocar em relação fios muito diversos, respeitando a unicidade de cada um e, ao mesmo tempo, descobrindo o significado profundo da convivialidade e do encontro.

Ensina-nos a paz que não tem vencedores nem vencidos, mas é uma ronda de seres humanos que se dão as mãos e aprendem a aceitar-se na mútua fragilidade; seres que abraçam nos seus semelhantes a mesma solidão que trazem dentro de si, mesmo se em graus diferentes, e não desistem de valorizar o desejo, as razões e os sonhos que faz de cada pessoa um peregrino em direção a Ti, Senhor, Mestre da verdadeira paz.

Ensina-nos, Senhor, que é dentro de nós que a paz começa. Que o nosso coração é uma Assembleia da ONU ao nosso alcance, uma Conferência de Haia que não se faz sem nós. Que o nosso coração é um activo julgado de paz. E que, sabendo isso, ousemos ser aquelas e aqueles construtores da paz que Jesus declarou Bem-Aventurados.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
13.12.2021

12
Dez21

3.º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 3.º Domingo do Avento – ANO C - 2021

Alegra-te, o Senhor está próximo

Domingo, 12 de Dezembro de 2021

     Irmãos, será possível viver hoje na alegria, com tantas crises sociais e religiosas e climáticas? Qual é o caminho para a alegria? Meditemos a Palavra de Deus.

  1. Alegria porque o Senhor está perto

     Primeira leitura

      Este domingo é marcado pelo dom da alegria: estar alegres; ser alegres. A primeira leitura é de Sofonias, que viveu num tempo difícil. A sua mensagem é de alegria. Eis as palavras do profeta, ao povo: “Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria; exulta; rejubila; não temas. O profeta apresenta motivos ou razões para o seu convite  à alegria: Assim diz ao povo: “porque o Senhor revogou a tua condenação. Deus perdoou, não quis punir”.

         Mas esta mensagem de Sofonias refere-se também ao futuro. Assim comentou o Papa: Esta mensagem encontra o seu pleno significado no momento da anunciação a Maria, narrada pelo evangelista Lucas. As palavras dirigidas pelo anjo Gabriel à Virgem são como um eco daquelas do profeta. O que diz o arcanjo Gabriel?: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). ”Salve”, diz a Nossa Senhora. Numa aldeia isolada da Galileia, no coração de uma jovem desconhecida ao mundo, Deus acende a centelha da felicidade para o mundo inteiro! (Papa Francisco, 16.12.2018).

  1. Alegria seguindo o Messias

    Evangelho

    Olhamos para João Baptista a pregar às multidões, junto ao rio Jordão, anunciando tempos novos. “No meio de vós está Alguém que vós não conheceis… Ele vos baptizará com o Espírito Santo”. E o povo pergunta: Que devemos fazer? Respondeu o profeta: saber repartir; renunciar à violência, receber o Messias. 

      Essa interrogação pode ser feita hoje. Nós que devemos fazer? A resposta: Receber o Messias. Qual o caminho? Igreja católica. Jesus veio a nós com o seu Amor; e a sua Luz; a sua Verdade; o seu ensino de humanidade; nós mantemos fé n’Ele, a Fé que salva. Na Igreja, povo de Deus, está Jesus como Sumo-Sacerdote; alegremo-nos, que veio para salvar. A nossa resposta: viver com o Senhor. É caminho de alegria.

  1. Alegria: o Senhor veio habitar no meio de nós

     Segunda leitura

     São Paulo, na Carta aos Filipenses, faz-nos um convite à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor, volto a dizer-vos, alegrai-vos” (Fil 4, 4-7).

    Com a vinda de Jesus até nós, a palavra que nos conforta é: “Ele veio habitar no meio de Nós”.  Cito um hino da Liturgia das horas, “Porque Ele está connosco, enquanto o tempo é tempo, ninguém espere, para O encontrar, o fim dos dias… Abrindo os olhos, busquemos o seu rosto e a sua imagem…Volvamos para Ele os nossos passos.… 

     O caminho para a nossa alegria está também no nosso olhar fraterno para os irmãos. Notei um facto passado em Portugal há alguns anos: quanta alegria sentiram os 42.000 voluntários que recolheram 2.200 toneladas para o banco alimentar! E a coordenadora desta acção terá ficado também feliz. E os educadores, que durante o primeiro período escolar se deram de alma e coração aos alunos; os médicos, aliviando os doentes, e pais e mães de família, que mantiveram o lar na alegria! Estou certo que estas e outras pessoas têm o coração repleto de alegria. Deram acolhimento a Jesus.  É este o espírito do Natal, que se aproxima das nossas vidas.

Pe. António Gonçalves, SDB

11
Dez21

FALECEU UM EXCELENTE ELEMENTO DA EQUIPA DA COPAAEC


Oliveira

Caríssimos amigos da COPAAEC

Acabei de receber a notícia que me deixou impressionadíssimo e por dever de afecto e gratidão a partilho com todos vós.

Há quase três décadas que tive/tivemos a grande graça da amizade, do apoio e da colaboração deste obreiro desde a primeira hora da COPAEC e da UASP

O nosso Alberto Ribeiro de Melo recebeu a carta de chamado para a eternidade no dia da Imaculada Conceição.

Repousa em Deus, sob o olhar de ternura da sua e nossa Mãe Santíssima.

Dadas as circunstâncias, não foi possível sequer ir pessoalmente dizer-lhe adeus nem colocar o nosso estandarte sobre a urna, ele que diligenciava em tê-lo sempre hasteado à entrada, para nos receber e participar nas nossas reuniões na Torre d’Aguilha.

Não tenho vergonha de vos dizer que fiquei comovido e chorei a perda deste extraordinário amigo.

Rezemos por ele. Que ele interceda por nós junto do Pai. Lembremo-nos da sua família e dos amigos da Congregação dos Espiritanos que, por ele, permitiu que estabelecêssemos a nossa Sede no seu Seminário.

E demos graças. Sim, demos graças por termos tido este exemplar bom cristão e honesto cidadão.

António Guilhermino Pires

___________________________________

Nota dos Antigos Alunos Espiritanos

Olá, pessoal, bom dia.

A triste notícia chegou-me no dia 8 Dezembro à noite: O MELO FALECEU.

Há meses que o nosso PRESIDENTE lutava com sofrimento contra um maldito mal canceroso.

Perdemos o pilar da nossa UNIÃO, ficamos muito mais pobres:

- o MELO entregou-se de alma e coração à nossa UNIÃO e à Congregação, para elas dirigindo a maior parte da sua actividade.

- o MELO era a alma do nosso jornal UNIASES

- o MELO era a enciclopédia de tudo o que se referisse aos ASES.

Resta-nos mantermo-nos fiéis à sua paixão e continuar o que ele ajudou a cimentar e construir: é o desafio que nos deixou.

Resta-nos manter a sua lembrança e elevar ao Céu as nossas orações para que o Senhor lhe dê a recompensa da sua vida nesta terra.

Contamos convosco.

Com um abraço espiritano

FCP

Ribeiro-Melo-obito.jpg

 

10
Dez21

CRIMINALIZAR OS POBRES?


Oliveira

Embora publicado no jornal digital «Sete Margens» vale a pena reproduzir mais este artigo do Dr. Pedro Vaz Patto no Blog da Copaaec. Oferecemos, assim, aos nossos associados e leitores amigos, assunto de reflexão.

(A. G. Pires)

            A leitura do resumo de um acórdão recente do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos despertou a minha atenção. O caso (designado Lacatus c. Suíça) tem contornos muito simples. Na Suíça, uma mulher de etnia cigana, “pobre e vulnerável”, foi condenada em multa por exercer a mendicidade, de forma não intrusiva e sem que alguém contra ela se tenha queixado, e, como não pagou essa multa por falta de recursos financeiros para tal, cumpriu a pena de cinco dias de prisão. Considerou esse Tribunal Europeu que tal pena era desproporcionada a algum eventual objectivo de protecção dos transeuntes, comerciantes ou residentes, ou de combate à criminalidade organizada. Citou um relatório das Nações Unidas sobre pobreza extrema e direitos humanos onde se afirma que «pretender tornar a pobreza menos visível numa cidade e atrair investimento não são uma razão legítima do ponto de vista dos direitos humanos» para criminalizar a mendicidade. Concluiu que a punição dessa mulher, «uma pessoa extremamente vulnerável, numa situação em que, com toda a probabilidade, lhe faltavam outros meios de subsistência e que, por conseguinte, não teve outra alternativa senão mendigar para sobreviver, violou a sua dignidade humana e prejudicou a própria essência dos direitos protegidos pelo artigo 8.º.» da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (artigo relativo ao respeito pela vida privada).

            É verdade que, muitas vezes, por detrás da mendicidade há redes organizadas de tráfico de pessoas. Mas nessas redes os mendigos são vítimas instrumentalizadas, não os autores do crime. A mendicidade também pode ser usada para a prática de burlas. Mas nenhuma dessas situações se verificava neste caso.

         A sociedade suíça é muitas vezes encarada como modelo de civilização, ordem, limpeza e harmonia. Este caso choca-nos porque denota a intenção de esconder a pobreza (sem a eliminar) como algo de indecoroso ou incómodo, que dá “mau aspeto”, como quem varre o lixo para não destruir essa suposta limpeza, ordem ou harmonia.

          Estamos perante uma verdadeira criminalização dos pobres, que a história regista em múltiplas ocasiões e que contrasta em absoluto com a visão bíblica (do Antigo e do Novo Testamento) da dignidade da pessoa pobre.

          Recordo-me de ter lido já há alguns anos o livro do historiador polaco Bronislaw Geremek (também conhecido pela sua acção política nos anos oitenta e noventa do século passado) A Piedade e a Forca, História da Miséria e da Caridade na Europa (Terramar, Lisboa, 1986), onde se retrata a mudança da caridade para com os pobres (ainda que imperfeita),  característica da Idade Média (época não tão tenebrosa, pois, como muitas vezes se quer fazer crer), para políticas repressivas para com eles, frequentes na Idade Moderna, a partir do século XVI.

         Também recordo bem o que várias vezes ouvi a Alfredo Bruto da Costa, nas reuniões da Comissão Nacional Justiça e Paz e noutras ocasiões, sobre a necessidade de contrariar a ideia de que os pobres são responsáveis pela sua situação, pela sua falta de propensão para o trabalho. Essas ideias que lhe ouvi estão bem expostas no seu livro póstumo, em boa hora e recentemente publicado, Que fizeste do Teu Irmão? Um Olhar de Fé sobre a Pobreza no Mundo (Editorial Cáritas, Lisboa, 2021).

             E também não posso deixar de associar a estas várias formas de “criminalização” ou “culpabilização” dos pobres um discurso político, que entre nós volta a surgir, de crítica dos beneficiários de subsídios sociais em geral como “parasitas” que vivem à custa de quem trabalha (sendo que muitos deles até trabalham sem auferir o necessário para sustentar a família).

              Culpabilizar ou criminalizar os pobres é acentuar ainda mais aquele estigma que já carregam e que ofende a sua dignidade de pessoas.

              Vem a propósito desta questão citar as severas palavras do Papa Francisco em Assis, por ocasião do último Dia Mundial dos Pobres:

            «Muitas vezes a presença dos pobres é vista com irritação e tolerada; outras, ouvimos dizer que são os pobres os responsáveis pela pobreza: mais um insulto! Para não fazer um exame de consciência sério sobre as próprias ações, sobre a injustiça de certas leis e medidas económicas, um exame de consciência sobre a hipocrisia daqueles que querem enriquecer sem medida, descarregam a culpa nos mais fracos».

Pedro Vaz Patto

08
Dez21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Dos ricos conteúdos do site do SNPC, respigamos, com a devida vénia o que segue:

(A. G. Pires)

“Revelar-te”: Cinema para conhecer entendimentos dos ciclos da vida

O Ciclo “Revelar-te”, que decorre de 15 a 19 de dezembro, em Almada, apresenta-se «como desafio à sensibilidade e curiosidade de todos perante a 7º arte», estando, como sempre desde o seu início, «aberto aos outros, aos não praticantes comuns do cinema e aos cinéfilos, aos de olhar distante e aos que cruzam o seu olhar com Cristo». Conheça a programação.

Saiba mais

Imaculada Conceição: Cultura e Teologia

O dogma da Conceção Imaculada da Virgem Maria – pelo manto de beleza com que a reveste, pelo encanto que suscita na fé e no engenho poético, pelas verdades da fé que implica, por ornar a imagem de Maria com uma das mais belas flores que compõem o ramalhete a ela oferecido pela piedade popular – é uma constante fonte inspiradora de reflexão e de diálogo intenso. Essa verdade da fé da Igreja formula-se idealmente com a linguagem poética, figurada, imagética, simbólica.

Saiba mais

 

07
Dez21

REZAR A ESPERA (EM TEMPO DE ADVENTO)


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem, segunda feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal José Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, o significado profundo da espera.

Na vida de todos os dias não faltam esperas: esperamos uns pelos outros, esperamos a reunião, o tempo necessário ao funcionamento da máquina do café ou da roupa, o meio de transporte, a hora do almoço, o email, o semáforo, a abertura de uma repartição onde precisamos de ir, que alguém chegue ou que alguém parta.

A vida é feita de esperas. Esperamos os aniversários, determinadas datas para nós importantes, o momento certo para fazer um telefonema ou organizar um encontro. Esperamos a consulta médica, os exames complicados. Esperamos com ansiedade tantas alegrias. Esperamos a nossa vez de entrar num sítio qualquer. Esperamos o sol depois de uma chuvada. Esperamos o silêncio depois do tráfico sobrecarregado de palavras e a consolação da palavra depois de um longo silêncio.

É verdade, Senhor, a nossa vida transborda de esperas. Umas visíveis, e de que nos damos imediatamente conta. Outras que não vemos, para as quais ainda não encontramos tempo interior. E também outras, Senhor, outras esperas que temos medo de ouvir.

A vida plasma-se de esperas: fáceis e difíceis; imediatas ou lentas; esperas grandes ou pequenas; esperas que configuram despedidas e recomeços; esperas apenas nossas ou misturadas com as esperas dos outros.

Ensina-nos, Senhor, a rezar o modo como habitamos todas as esperas e a fazer de cada uma delas a forma humilde mas convicta de abrir o coração à Tua Vinda no tempo.

Card. José Tolentino de Mendonça
6.12.2021

04
Dez21

2.º DOMINGO do ADVENTO - Ano C


Oliveira

Proposta de Homilia para o 2.º Domingo do Avento – ANO C - 2021

Toda a criatura verá o Deus que salva

Domingo, 5 de Dezembro de 2021

     Irmãs e Irmãos, que nos oferece a Palavra de Deus neste segundo domingo do Advento? Uma esperança importante: de que “toda a criatura verá a salvação de Deus!” Ouvimos isto na primeira leitura.

  1. Vida cristã e esperança de salvação

     Primeira leitura

      O profeta Baruc animou o povo dizendo: “Deixa a tua veste de luto e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus”. É um convite à esperança, porque o povo no exílio da Babilónia vai regressar à sua terra, Jerusalém. Por isso, – diz ainda o profeta - “Deus vai mostrar o teu esplendor a toda a criatura”. Anuncia a libertação do povo: “Toda a criatura encontrará o Deus que salvava”. Palavras de esperança do regresso do povo à sua terra.

     Refere-se directamente a Jerusalém, mas o profeta anuncia algo mais, vê em esperança o encontro de Deus com o povo no Natal.

      “Deixa a tua veste de luto e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus”. É a glória de Jesus com a humanidade. Anuncia a Igreja do novo tempo no mundo, Jesus Esposa da sua Igreja. Um grande anúncio do profeta Baruc. Nunca mais teremos a solidão; teremos Deus connosco. Por isso, diz ainda Baruc: “Deus manifestará o teu esplendor”. É a vida do povo com o seu Deus.

  1. Vida cristã e conversão

     Evangelho

     Esta alegria de estarmos em relação com Deus pede-nos a conversão. João Baptista chama as pessoas a uma nova forma de pensar e de viver; a verdadeira forma de pensar, de acordo com o Messias, que vai chegar. É importante ter o pensamento correcto, pois algumas ideologias, por vezes no ensino escolar, são muito erradas e perigosas para a humanidade.

     São Lucas deu grande importância à pregação de João Baptista. Apresentou-nos este profeta a percorrer os caminhos de todas as terras na área do rio Jordão. Não tinha uma igreja, nem um púlpito, nem um ambão nem um alto-falante. Percorria as terras a chamar as pessoas ao “baptismo de conversão”. 

     Isso era tão importante, que São Lucas nomeia as personagens dirigentes desse tempo, no sentido político e no sentido religioso. Nomeia 7 personagens: o imperador Tibério, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás. A palavra “metanóia”, significa conversão. O mundo precisa de conversão. É interessante que o Papa Francisco pediu aos cientistas para convencerem os governantes a abandonarem o armamento atómico, que é talvez um pecado contra a humanidade.

  1. Vida cristã – na caridade

     Segunda leitura

“Puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo”. Na Carta aos Filipenses São Paulo mostra-nos a espiritualidade cristã. Recorda-nos que a caridade deve ser o sinal visível da comunidade. ”Que a vossa caridade cresça cada vez mais, …para que possais distinguir o que é melhor, e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo…”

    O Salvador é Jesus Cristo. Em hebraico, Jesus quer dizer: “Deus que salva”. O Anjo disse a José: “Não temas receber Maria… Ela dará à luz um Filho, e tu o chamarás com o nome Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 21).

     Uma pequena história a indicar confiança em Deus: Conta-se que um menino entrou calmamente no avião, sentou-se no lugar indicado para ele, e ficou tranquilo. Mas o avião atravessou uma zona de turbulência, e começou e oscilar. Houve algum pânico. O companheiro do lado perguntou ao menino que continuava a jogar: - Não tens receio, menino? Ao que ele respondeu: - Não. - Porquê? - Porque o meu pai é o piloto.

      Irmãos, confiança em Jesus, que quer a nossa salvação. “Toda a criatura[1] verá a salvação de Deus”.

P.e António Gonçalves, SDB

[1] Traduções: Difusora Bíblica: toda criatura; Elle di ci: todo o homem; Bíblia de Jerusalém: toda a carne.

 

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