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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

06
Nov21

REZAR A SANTIDADE QUE NOS DIZ RESPEITO


Oliveira

Partilho, com alguns dias de atraso, o texto da meditação de 1 de Novembro, segunda feira, para a meditação e oração do terço, do Cardeal D. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a reconhecer a santidade que se expressa quotidianamente em torno a nós, de forma tão anónima ou tão familiar que nem notamos.

Torna-nos atentos, Senhor, à dicção humilde da santidade que resistimos tanto a escutar. De facto, a sua voz não fende as montanhas, nem abala a normalidade, mas assemelha-se quase sempre ao desenho da brisa suave.

Ajuda-nos, Senhor, a reconhecer os traços da santidade ali onde acontece o dom; onde o serviço à vida se traduz de forma despretensiosa e concreta; onde o escapismo e a indiferença dão lugar a efetivas parábolas da relação e do cuidado.

Impele-nos, Senhor, a testemunhar a Tua santidade não num tempo idealizado e sem rasuras, mas no aqui e no agora magoados pelos obstáculos e imperfeições que Tu conheces. Não num heroísmo abstrato e distante, mas naquilo que nos é possível realizar, mesmo se nos parecer esforçado, pequeno ou inglório.

Faz-nos ver, Senhor, que a santidade se constrói como uma prática artesanal da vida, quando desmontamos os automatismos que nos tentam. Quando decidimos desacelerar e dar tempo, em vez de adiar. Quando decidimos acolher, em vez de ignorar. Quando arriscamos abraçar, em vez de fugir. Quando temos a generosidade de partilhar, em vez de atribuir a outros essa responsabilidade. Quando ousamos acompanhar, em vez de julgar.

Fortalece-nos, Senhor, em cada dia para que possamos ser na simplicidade, e apesar da nossa relutância, testemunhas credíveis da Tua santidade.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
1.11.2021

06
Nov21

O CASO DA FAMÍLIA GUIMARÃES: APELO DE RESISTÊNCIA À VIOLÊNCIA DO ESTADO

(3 PROPOSTAS)


Oliveira

Caros amigos leitores do Blog da COPAAEC:

É nestas circunstâncias que provamos a nossa cidadania activa em regime democrático e as nossas convicções morais, dentro da ética e da liberdade de portugueses.

(A. G. Pires)

 Caros amigos

O que se está a passar com os dois filhos do Artur e da Paula que o Estado não quer deixar passar de ano enquanto não frequentarem a disciplina de educação para a cidadania (a história completa desta saga está na entrevista ao Sol em anexo) é de uma violência nunca vista e uma flagrante violação da lei pelo Governo (como explica o Professor Mário Pinto no artigo Em defesa da Família Mesquita Guimarães, mártir do Estado-educador (1)).

Há vários artigos sobre o assunto (estes que tenho à mão agora, outros há): Acuso (José Ribeiro e Castro), Afinal que cidadania é esta? (Helena Costa), Famalicão e o Estado vingativo (José Cabrita Saraiva), A Liberdade de Educação e a Vingança do Secretário de Estado e Obrigado aos Mesquita Guimarães (José Maria Seabra Duque), Cenas de um país distante ao pé de nós (José Luis Ramos Pinheiro) e mas nada como ouvir a própria família na noticia junto do Correio da Manhã e no artigo A família Mesquita Guimarães são todas as famílias do filho Francisco.

Perante isto, temos duas hipóteses: fazer de conta que não vemos (e Deus nos perdoe por isso) ou reagir e lutar péla liberdade desta família, ao lado dela, e péla nossa também (neste ou noutros campos). As propostas que vos faço são três:

  1. Aderirem à campanha dos postais proposta péla família Mesquita Guimarães e sobre a qual podem encontrar a informação anexa (ficheiro Contamos Consigo) ou no site da Plataforma Renovar (uma iniciativa do Artur e outros amigos, há já uns bons anos, desde que isto tudo começou)
  2. Organizarem-se espontaneamente em Comités de defesa da Liberdade de Educação (ou outro nome qualquer com que se sintam confortáveis) e promoverem encontros de solidariedade com a família Mesquita Guimarães (jantares, sessões de esclarecimento), manifestações junto de instalações do Ministério da Educação, ou outras quaisquer acções de impacto publico. À imaginação de cada um…! Do que forem fazendo vão dando conhecimento por favor ao Artur e, se quiserem, a mim, para que as possa divulgar.
  3. A subscrição da petição Apoiemos o Manifesto “em defesa da liberdade de educação” que foi lançada em Setembro de 2020 e motivada por este mesmo caso e que neste momento tem  4.797 assinaturas.

Caros amigos: muitas vezes nos encantamos a ver filmes fascinantes sobre gente extraordinária que resistiu (alguns foram mesmo presos, mortos ou exilados) à violência do Estado, e pensamos “quem me dera poder ter ajudado” ou “quem me dera ter esta coragem”…por todos estou-me agora a lembrar do filme Uma vida escondida…assim hoje o que se está a passar com a família Mesquita Guimarães…será que eles podem contar connosco ou temos de esperar 50 anos e os nossos filhos e netos se comoverem com a história deles numa série da Netflix que contará como o Estado os esmagou?

Forte abraço a todos do

 

                                        António Pinheiro Torres

Querem espezinhar a nossa dignidade e honra in CM.

Entrevista ao jornal "Nascer do Sol.

Contamos.jpg

 

06
Nov21

32.º DOMINGO do TEMPO COMUM - Ano B


Oliveira

Proposta de Homilia para o 32.º Domingo do Tempo Comum – ANO B - 2021

Religião – dar e darmo-nos

Domingo, 7 de Novembro de 2021

          Irmãs e irmãos, perguntamos como deve ser a prática da religião. Como viver segundo a vontade de Deus. As leituras de hoje abrem o nosso horizonte.

  1. Religião – Colaborar para o Reino de Deus

Primeira leitura

     O profeta Elias sentiu-se chamado a anunciar a Palavra de Deus, a formar o seu povo na pureza da Fé e dos costumes. Quem é o profeta? Alguém que sente Deus a chamá-lo, ele responde, e torna-se anunciador do reino de Deus. Como? De vários modos.

       Na primeira leitura admiramos o bom exemplo de uma senhora viúva, que colabora para o Reino de Deus com o que tem. Ela está na penúria, por falta de alimentos, para ela e para o filho. Nesta situação, o profeta Elias pede-lhe um pão e água. A pobre viúva deita as mãos à cabeça, pela sua pobreza, mas acolhe o profeta Elias, abre o seu coração e atende-o. Mostra uma grande fé em Deus, acreditando na Palavra que escutou. E oferece  o pouco que possuía. E comeu ela, o filho e o profeta. E eis a recompensa: “nunca mais faltou o azeite e a farinha naquela casa”.  

      Todos podemos colaborar, com aquilo que temos. Mesmo que seja pouco: “O que eu faço é uma gota de água no meio do Oceano, mas sem ela o Oceano será menor, disse Madre Teresa da Calcutá (Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá).

  1. Religião – Dar com fé e humildade

     “Ela foi a que mais deitou”.  Outra narrativa em S. Marcos mostra-nos também uma viúva: Jesus estava a contemplar uma cena junto ao Templo… Os ricos deitavam no recipiente das ofertas quantias avultadas… Uma viúva deitou apenas poucos cêntimos. Mas tocou o coração de Cristo. Esta senhora pobre mereceu de Jesus um elogio sem igual: “Ela foi a que mais deitou na caixa das esmolas”.  Podemos dizer que ela deu sobretudo com o seu coração. No sentir de Jesus, é isso que conta: o que damos com o que somos, com o coração.  

     Que pensamos destas duas cenas, da viúva para com Elias, e da viúva junto ao Templo de Jerusalém, na época de Jesus? É darmo-nos aos outros. Algumas pessoas podem ter vergonha de dar uma oferta pequena. Lembremos: O Reino de Deus, por vontade divina, cresce com a nossa actuação humilde.

     Aqui, todos temos muito para dar, daquilo que somos: o nosso saber, o nosso amor, o nosso sorrir. O bom dia que distribuímos, escutar quem se dirige a nós, dar ânimo a quem está abatido, ser sinal de fé a quem a deixou apagar-se. Ao partilhar o que temos, também nós recebemos, não ficamos mais pobres.

  1. Religião – Darmo-nos

     Segunda leitura

     “Cristo ofereceu-se …para tomar sobre si os pecados da multidão”. A Carta aos Hebreus mostra-nos Jesus como Sumo-sacerdote, que se ofereceu por nós.  

      A solidão: doença do nosso tempo. Gostaria de contar uma pequena história contada por Tolentino de Mendonça. Conta: «Fernando Silva dirige o hospital de crianças, em Manágua capital da Nicarágua. Na véspera de Natal o médico fica a trabalhar até muito tarde…. Percorreu as salas (enfermarias) para verificar se tudo estava em ordem…E numa das salas sentiu que havia passos a segui-lo. Passos de algodão: voltou-se e viu que era um menino que estava sozinho. E ouviu do menino este pedido: “Diga, diga a alguém que eu estou aqui” (citada em José Tolentino: O Elogio da Sede).

      Voz de um menino, voz de muita gente… O Reino de Deus pede a nossa colaboração, levando amor a quem precisa, a quem está só.

P. António Gonçalves, SDB

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