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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

15
Jun21

ISRAEL PROÍBE O COMÉRCIO DE PELES


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

Há uma teoria de que o coronavírus vem da indústria das peles

A tortura cruel dos animais mundialmente ainda não ilegalizada brada aos céus! Israel é o primeiro país a proibir a venda de peles na indústria da moda. A indústria das peles causa a morte de 40 milhões de animais em todo o mundo para o comércio de peles. A crueldade e o sofrimento dos animais andam associadas à moda.

O virologista Christian Drosten considera plausível que Sars-CoV-2 tenha encontrado o seu caminho para os humanos através da indústria das peles. É certo que em 2002 e 2003 o cachorro-guaxinim, tanuki e outros animais peludos chineses foram hospedeiros transitórios do vírus.

As piores condições de alojamento e matança encontram-se na China, onde mesmo animais vadios, tais como, cães e gatos, são presos e mortos.

Segundo o Prof. Drosten, quando as peles são removidas, os animais quase nunca são anestesiados, de modo que a esfola tem lugar de maneira muito dolorosa e são libertados aerossóis, que têm um efeito infeccioso nos seres humanos.

Enquanto a dor da natureza não soar no nosso espírito como um marulho de mar que de longe pede auxílio, os humanos continuarão a ser desnaturados!

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6560

15
Jun21

CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA A SERVIR DE BUFO DE EMBAIXADAS ESTRANGEIRAS


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

Um escândalo que em Portugal não passará de um episódio ou intriga

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está metida num conluio grave com a Embaixada de Moscovo ao transmitir-lhe oficialmente dados sobre ativistas russos promotores de uma manifestação contra o regime de Moscovo. E isto acontece, apesar de se saber o que está a acontecer ao opositor de Putin, Alexej Nawalny!

Imagine-se a rebaldaria política!  Uma Câmara Municipal arroga-se direitos diplomáticos passando por cima de tudo e de todos!

A CML já tinha procedido do mesmo modo ao fornecer dados à Embaixada de Israel sobre manifestantes palestinenses contra Israel.  Também partilhou dados com a China (sobre o Grupo de Apoio ao Tibete) e com a Venezuela (sobre a concentração “em solidariedade com o povo da Venezuela”).

Fernando Medina, o presidente, encontrar-se-ia em maus lençóis, mas como é costume em Portugal, de um crime escandaloso que bradaria aos céus, torna-se na opinião pública, num mero episódio. Qualificar a gravidade do assunto como "novela" é desculpar os responsáveis por algo inacreditável num estado tornado informante ou bufo!

Não basta fazer perguntas? Estas, na quinta lusitana, não passam, geralmente, de tiros para o ar e, quando há respostas, são, muitas vezes, para tentar distrair jornalistas! 

O que aconteceu entre a embaixada russa e a Camara de Lisboa é indigno de um Estado livre e democrata. E pensar que na opinião pública se considere isso como natural torna-se ainda mais grave porque se pressupõe uma atitude de colaboração entre sistemas e contrária ao cidadão. 

Por estas e por outras vamo-nos certificando que vivemos num Estado de desresponsabilização e de irresponsabilidades.

Acordemos para que Portugal deixe de ser sempre um país das “corporações”, condenado a ter de viver de mão estendida para o Estrangeiro, através de jeitos, da emigração e dos recursos que outrora vieram das índias, do Brasil, de África e que agora vêm da União Europeia!

Não seria também este um assunto para o provedor da Justiça?

Não haverá em Portugal associações/iniciativas de cidadania com capacidade para colocar tanto abuso e tanta corrupção em tribunal?

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6570

15
Jun21

PERSEGUIÇÃO AOS CATÓLICOS NO PAÍS DA LIBERTÉ-ÉGALITÉ-FRATERNITÉ


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

Nos media não se falou disto: dois pesos e duas medidas

Um caso típico! A 29 de Maio, uma procissão organizada por paróquias parisienses e associações diocesanas para comemorar os mártires da Comuna de Paris (1) foi selvaticamente atacada por Antifas e outros militantes de extrema-esquerda.

“Dos terraços dos cafés, estes indivíduos ameaçaram os paroquianos com a morte. Depois, foram atiradas garrafas, caixotes do lixo e vedações de arame aos fiéis, alguns dos quais foram espancados. Se os fiéis não se tivessem refugiado na igreja de Nossa Senhora da Cruz enquanto esperavam pela chegada da polícia - dramaticamente ausente - poderia ter acabado muito mal... A procissão era composta por famílias, que vinham com carrinhos de bebé, idosos, jovens batedores e acólitos, como observou Le Figaro. "O objectivo era puramente religioso, não havia exigências políticas na nossa abordagem", disse D. Jachiet, bispo auxiliar de Paris. É, portanto, o ódio à religião cristã e nada mais que está na origem deste ataque extremamente violento”. Ver vídeo documental em nota (2).

A comunicação social, como se tratava de perseguição aos Católicos, não se importa e cala. Certamente se fosse feito o mesmo a outras religiões, franceses seriam apelidados de racistas e os meios de comunicação social teriam falado disso durantes dias. Torna-se desastroso assistir a uma política muda e a uns media comprometidos que não parecem interessados em fazer algo  para resolver a situação mundial contra os cristãos, que são o grupo atual mais perseguido no mundo! Porquê esta diferença de tratamento? O que pretende fomentar o “pensar politicamente correcto”, com isso?

Muitos já se estão a dar conta da união entre a extrema-esquerda e o islão atendendo a ser uma religião política que integra meios semelhantes aos seus.

O cristianismo não deve, porém, cair nessa armadilha de misturar religião com política activa. Por outro lado é fatal assistir-se, de meros braços erguidos ao céu, à decadência ocidental . Não chega implorar a misericórdia e a piedade de Deus para todos… Mal seria se as religiões se unissem umas às outras não para a paz mas para se defenderem contra certo extremismo secular. Este parece só interessado em destruir, sem notar que se encontra a cerrar a haste da árvore em que se encontra!

Torna-se urgente uma reconciliação entre o poder religioso e o poder secular, entre direita e esquerda, dado uma sociedade precisar das duas pernas para andar e para avançar na história; temos dois hemisférios cerebrais, há que atender aos dois para podermos andar como pessoas e como sociedade.

Seria perverso pensar que destruindo as raízes cristãs da Europa, mais fácil seria estabelecer uma oligarquia económico-política num sistema de globalismo centralmente governado; parece bailar em muitas cabeças a imagem de um sistema chinês que soube unir socialismo e capitalismo nas mãos de 80 milhões de comunistas que orientam o resto da China.

Gente sem fé nem lei, movida de interesses ideológicos, apodera-se da praça pública e aproveitando-se dela para semear a discórdia e a delinquência.

Quando estará o Estado disposto a fazer alguma coisa para deixar de ser cúmplice?

António CD Justo

Notas em “Pegadas do tempo”, https://antonio-justo.eu/?p=6575

11
Jun21

NO PURGATÓRIO COM O COVID 19


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

“Ficar em casa para não ir ter tão depressa com o S. Pedro” é uma frase sugestiva e nalguns casos adequada! Não sei se será melhor ficar em casa, se continuar no "purgatório" do medo que nos conduz seguramente ao S. Pedro!

Fala-se sobretudo dos perigos do Covid e deixa-se de lado, sem rosto, tantos mortos e tantos doentes e depressivos que a demasiada atenção ao vírus tem criado!

A conversa fiada sobre o Covid já faz lembrar uma lavagem ao cérebro, atendendo a tantas contradições implícitas nas medidas contra a pandemia!

Eu tenho respeito pelo Covid mas a conversa sobre ele leva-me a desconfiar do exagero com que os nossos dirigentes falam dele e negligenciam falar de outras coisas!

Valha-nos o “diabo”, já que os "santos" que temos não nos ajudam!

Unum facere et aliud non omittere!

António CD Justo

Género satírico in Pegadas do Tempo,  https://antonio-justo.eu/?p=6551

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A IGREJA CATÓLICA É A MAIOR INSTITUIÇÃO BENFAZEJA DA HUMANIDADE

https://antonio-justo.eu/?p=5556

Muitas pessoas não sabem que a Igreja Católica é a maior Instituição caritativa do planeta.

Se a Igreja Católica saísse de África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados.

Quando a epidemia da SIDA estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, as freiras da Igreja foram convidadas a cuidar dos doentes, porque ninguém mais queria fazê-lo.

No Brasil, até 1950, quando não existia política alguma de saúde pública, eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições para pagar num hospital.

A Igreja Católica mantém na Ásia:

1.076 hospitais;

3.400 dispensários;

330 leprosários;

1.685 asilos;

3.900 orfanatos;

2.960 jardins de infância.

Em África:

964 hospitais;

5.000 dispensários;

260 leprosários;

650 asilos;

800 orfanatos;

2.000 jardins de infância.

Na América:

1.900 hospitais;

5.400 dispensários;

50 leprosários;

3.700 asilos;

2500 orfanatos;

4.200 jardins de infância

Na Oceânia:

170 hospitais;

180 dispensários;

1 leprosário;

360 asilos;

60 orfanatos;

90 jardins de infância

Na Europa:

1.230 hospitais;

2.450 dispensários;

4 Leprosários;

7.970 asilos;

2.370 jardins de infância

É preciso reconhecer que a IGREJA CATÓLICA, julgada por  muitos por não fazer nada, vive a ajudar o próximo.

11
Jun21

DIA DE PORTUGAL - Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

Reaprender a ser português

De celebração em celebração vamos empacotando os símbolos vivos da nação, na banalidade da rotina factual comemorativa, como se tratasse de sardinhas embrulhadas em folhas de jornal. Festa de desobriga com golfadas de incenso para o corpo moribundo da nação.

A 10 de Junho de 1580 morre Luís de Camões, o Homem que cantou o alvorecer e expandir de Portugal. Camões conseguiu, na sua incomparável epopeia “Os Lusíadas”, imortalizar o espírito português. “Os Lusíadas” tornaram-se o livro da identidade portuguesa. Identidade esta, com o tempo desbotada pelo sol desgastante da ideologia e pelas ondas enleantes das revoluções.

Os descendentes dos Homens-bons afirmam que, à morte de Camões, Portugal também morreu. Seguramente, uma afirmação certa no que respeita à classe política dos governantes de Portugal. Esta já não entende Camões nem entende a alma portuguesa, hoje residindo no borralho das cinzas do povo. Um governo “fraco torna fraca a forte gente…” escrevia aquele visionário que ao morrer terá dito "Morro com a Pátria"!

Não, Portugal não morreu. Só morrerá quando deixar de possuir aquilo que o criou, ergueu e tornou específico: a fé. A grandeza de Portugal foi construída à sombra do cristianismo. O povo assumiu a missão cristã tornando-a sua. Pátria e fé eram uma coisa só. O povo sabia conjugar o “heróico” com o “imortal”. Assim, os portugueses descobrem o mundo como missionários da pátria. Com o andar dos tempos perdeu-se o povo e com ele a pátria também. Agora, dela pouco mais resta do que massas à deriva e um Estado de abutres que voam sobre elas.

A obra à nossa frente não será menos arrojada e grandiosa do que a dos descobrimentos. Já não chega uma restauração, é necessária uma nova descoberta. Hoje, os Homens Bons” terão de se lançar à missão de, primeiro, descobrir o povo e a pátria, na redescoberta do cristianismo e da energia lusitana que nos deram rosto!.

Para ressurgir terá de descobrir “mares nunca antes navegados”. Terá de ultrapassar a “Taprobana” do materialismo institucional estatal e religioso. Terá de, como os nossos “egrégios avós”, possuir a coragem de se lançar no fluxo da vida, arriscar e ousar “pecar corajosamente” para abandonar as certezas dos “Velhos do Restelo” que, agarrados às velhas ideologias materialistas, fizeram o 25 de Abril, embrulhando, com elas, um povo inteiro. Filhos da escrava, da russa Agar, da gálica Libertas, continuam a enxovalhar, inconscientes, a grei.

Portugal, desembrulhado, voltará a descobrir-se povo e então redescobrirá a missão que o levará à vitória sobre o nevoeiro estranho que embacia o cérebro das nossas elites e tolhe a vida moura do país.

Então, alijará as formas mecanicistas do seu pensar para poder proporcionar o salto quântico da nova física, a nova consciência. Uma nova mundivisão, surgida já não de revoluções de interesses oportunos e subjugadores, mas dum impulso genuíno de verdade, dum desejo de liberdade criadora e universal.

Não teremos a ajuda dum infante D. Henrique que concatenou então saber e engenho e energia universal. Seremos ajudados por um processo paulatino desformatizador das formas do medo, do ganho, da avidez e do poder. O sofrimento e o desespero duma natureza cada vez mais atrofiada despertar-nos-á para uma nova criatividade, um novo pensar. Então sonho e realidade serão as formas do mesmo pensar. Então seremos tão livres que não saberemos onde a liberdade começa nem acaba. Então navegaremos à tona do mar como se esta fosse o seu fundo! Descobriremos no céu do horizonte novos mundos com caminhos diferentes. Nesse mundo da nova consciência a dignidade já não é apenas humana, passa a ser natural!

No novo mar português, o Povo já não descobre; ele pode criar porque a nova cultura já não é poder nem ter, mas sim relação.

Até lá vamos rasgando a cobertura das ideologias que nublam o céu português: nessa tarefa descobriremos o que significa reaprender a ser português. Das aberturas surgirão novas auroras e do céu baixarão as cores do arco-íris. Então todas as relações e ligações serão libertadoras e benditas porque, entre uns e outros, deixará de haver muros, para nos delimitar chegarão apenas as cores do arco-íris.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6554

Publicado a 10.06.2009, in Moçambique para todos

08
Jun21

Simplicidade, Paciência e Compaixão


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Todos os dias, Senhor, o nosso coração é colocado à prova para que se torne mais Teu. E todos os dias, Senhor, Tu nos explicas que a prova se
vence quando aceitamos aprofundar a simplicidade, a paciência e a compaixão.

Perdemo-nos de nós próprios no labirinto dos nossos medos. Enredamo-nos facilmente na floresta de ambições e desencontros. Protegemo-nos da insegurança tornando-nos bruscos, intransigentes ou competitivos. E preferimos deixar adiado o melhor de nós atrás de mil escusas, quando sabemos que um só gesto, uma só palavra bastariam para iluminar de novo o mundo às escuras.

Ensina-nos, Senhor, como se alcança um coração simples. Como se constrói um coração capaz da aceitação esperançosa da vida; um coração capaz de habitar a leveza, a gratidão e o louvor.

Ensina-nos, Senhor, a descobrir que a paciência é um sinónimo de escuta; é um método para olhar em cada situação sobretudo o essencial; é uma arte de colar sentimentos partidos, dentro e fora de nós.

Ensina-nos, Senhor, a trilhar o caminho da compaixão. Ensina-nos a julgar menos e a sintonizar mais com a dor escondida em cada pessoa. Ensina-nos a catalogar menos e a compreender mais, como Tu o fazes sem cessar. A desistir menos e a abraçar sem reservas, como é o Teu jeito, Senhor.

Cardeal José Tolentino de Mendonça

7.6.2021

07
Jun21

QUE “VALORES EUROPEUS”?


Oliveira

Agradecemos ao Autor que nos autorizou a inserção deste seu artigo no Blog da Copaaec.

(A. G. Pires)

Vai ser discutida em Junho no Parlamento Europeu um projecto de resolução sobre “saúde sexual e reprodutiva” que declara o acesso ao aborto a pedido como direito humano e a sua negação como violência contra a mulher, considerando ainda a objecção de consciência nesse âmbito como contrária ao direito de acesso aos serviços de saúde.

O projecto tem como alvo principal os Estados membros da União Europeia onde o aborto é ilegal em quaisquer situações (Malta), ou é fortemente restringido (Polónia). O Presidente da República de Malta, o médico George Vella, do Partido Trabalhista, afirmou recentemente, referindo-se a um eventual projecto de legalização do aborto (foi apresentado um no Parlamento, mas com poucas hipóteses de ser aprovado), que preferia demitir-se a assinar uma lei «que autoriza a matar». Na Polónia, um acórdão do Tribunal Constitucional declarou inconstitucional a legalização do aborto eugénico (ou seja, com fundamento em malformação ou deficiência do feto), decisão muito contestada em manifestação de rua (mas que surgiu em resposta a uma petição de iniciativa popular que recolheu mais assinaturas do que o elevado número de pessoas presentes nessas manifestações de rua). Com essa deliberação, a maior parte dos abortos até então legalmente praticados na Polónia deixarão de o ser. Este facto foi condenado numa resolução do Parlamento Europeu votada por larga maioria.

Uma resolução do Parlamento Europeu como a que vai ser agora discutida não tem força juridicamente vinculativa, mas tem relevo político, abrindo caminho para possíveis alterações legislativas no sentido da legalização do aborto nos Estados membros, ou travando iniciativas em sentido contrário.

De qualquer modo, e como foi já salientado a propósito da referida resolução que condenou a ilegalização do aborto eugénico na Polónia, a questão da legalização do aborto extravasa do âmbito das atribuições da União Europeia. é matéria que cabe aos Estados membros (como, além do mais, foi reafirmado no Tratado de adesão de Malta).

Por outro lado, o direito internacional não reconhece um direito ao aborto. Nas Conferências de Pequim (de 1994) e do Cairo (2014), também graças à intervenção da delegação da Santa Sé, foi rejeitada a inclusão do aborto entre os serviços de “saúde sexual e reprodutiva”. Nem o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, nem o Tribunal de Justiça da União Europeia alguma vez afirmaram esse pretenso direito ao aborto.

Quanto à objecção de consciência, corolário da liberdade de consciência como direito fundamental, ela tem apoio na Convenção Europeia dos Direitos Humanos e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Uma resolução da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (Resolução 1928, de 24 de Abril de 2013) afirmou com clareza a importância do direito à objecção de consciência.

Mas, mais do que estas objecções jurídicas, importa salientar o alcance nefasto que pode ter a aprovação de uma resolução que declara um pretenso direito ao aborto como direito humano, a par de outros que se definem habitualmente como integrando os chamados “valores europeus”. O efeito que pode ter essa aprovação será o de contribuir para afastar muitos cidadãos de um projecto de unidade europeia que identificam com valores ligados às raízes cristãs da cultura europeia. Se, afinal, entre os pretensos “valores europeus” se inclui a legalização de um atentado ao primeiro dos direitos (o direito à vida), um atentado que atinge os mais vulneráveis dos seres humanos, é de esperar que muitos europeus deixem de se identificar com esses pretensos valores e, reflexamente, com o projecto de unidade europeia. Há que pensar nisso precisamente numa altura em que, com o lançamento da Convenção sobre o Futuro da Europa, se pretende aproximar os cidadãos europeus do projecto de unidade europeia, do qual muitos estão cada vez mais afastados.

Pedro Vaz Patto

01
Jun21

AMA-ME COMO ÉS


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Não importa sermos pequenos. Não importa de que errâncias chegamos. Deus está sempre disposto a procurar-nos e a encher-nos de uma medida transbordante de amor. E repete-nos: «Ama-me como és, a cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade. Se tu esperas tornar-te primeiro perfeito para então começares a amar-me, não me amarás nunca. Eu só não te permito uma coisa: que não me ames. Ama-me, tal como és. Eu quero o teu coração esfarrapado, o teu olhar indigente, as tuas mãos vazias e pobres. Eu amo-te até ao fundo da tua fraqueza. Eu amo o amor dos pobres. Eu quero ver, no fundo da tua miséria, crescer o amor e só o amor. Se para amar-me tu esperas primeiro ser perfeito, nunca me amarás. Ama-me como és!»

O amor de Deus não é um amor abstracto ou sem destinatário: é um amor a ti. É um amor real que podes experimentar qualquer que seja o momento que estejas a viver. O amor de Deus é um acto eterno e sem medida de compaixão em teu favor. Jesus abraça a tua condição, a tua inconsistência, abraça o que gostas e o que não gostas em ti, abraça o que lamentas que tenha acontecido ou aquilo a que simplesmente não tenhas chegado. Deus aceita ser provado em tudo para abraçar tudo em ti. Ele repete: «Eu estou sempre a teu lado, mesmo quando não te dás conta; nunca nada te separou do meu amor. Quando compreenderes a natureza do Meu amor – diz Deus -, descobrirás o infinito em ti».

Cardeal José Tolentino de Mendonça
31.05.2021

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