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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

30
Jun21

LUTA E CORAGEM


Oliveira

Com a devida vénia, transcrevo um texto de D. Tolentino de Mendonça no "Expresso de 2020 que matém toda a sua actualidade.

"A coragem destas horas não se joga apenas na primeira frente de combate à pandemia, mas também na resiliência e ousadia necessárias para pensar no que seremos no pós-covid-19. Para já, torna-se claro que não poderemos simplesmente voltar à etapa precedente, como se esta experiência traumática tivesse apenas sido uma interrupção, mas também não sabemos bem aquilo em que nos tornaremos, como indivíduos e comunidades. E se esta talvez seja a provação mais dura, é também a mais desafiante: o confronto com uma nova realidade que tem de começar, e ter de o fazer não numa zona de certezas como gostaríamos, mas ainda num instável território de transição, que se prolongará. Por isso, é importante que nos coloquemos perguntas, as mais díspares, as que têm emergido na corrente destes dias e outras ainda, e que as debatamos.

1 - O processo gerado pelo vírus acelerará apenas as assimetrias e os egoísmos do velho mundo ou motivou-nos a compreender que estamos no mesmo barco e que só há futuro na cooperação e na implementação de outros modelos de existência coletiva?

2 - Quando as portas das nossas casas se reabrirem, sairemos pesados e a medo, incapazes de vencer a distância que nos separa dos outros ou vamo-nos abraçar como irmãos reencontrados? Perderemos ou não a espontaneidade? Finalmente ultrapassaremos a paranóia do outro como rival, estranho e inimigo para pensá-lo como semelhante e aliado?

3 - Quando reabrirmos as fronteiras passaremos, de facto, para uma nova etapa da globalização, mais conscientes dos riscos que ela comporta (pandemias, danos ambientais, mutações climáticas, precarização do trabalho e exclusão) e também mais capazes de construir uma nova ordem social e planetária assente na justiça?

4 - Deixaremos de considerar a terra um objeto para ser ilimitadamente explorado, segundo os nossos interesses, ou vingará a ideia de que a terra e o cosmos sejam considerados, pelo direito internacional, como sistemas vivos, com o seu equilíbrio e as suas regras?

5 - Compreenderemos finalmente que está tudo interligado, como insistiu o Papa Francisco na encíclica “Laudato Si”: o grito da terra e o grito dos pobres, a situação sub-humana a que estão condenadas multidões de seres humanos e a fragilidade ignorada do planeta?

6 - Ainda fará sentido a previsão que decretava o fim da alimentação cozinhada em casa, pois todos nos tornaríamos clientes de uma app de food delivery? Ou reencontraremos outros ritmos que não os da ditadura da vida frenética (aprendendo a desacelerar) e outros sabores que nutram também a alma (reaprendendo a cultivar a nossa humanidade)?

7 - A União Europeia terminará, como um monumental museu de boas intenções que se afunda, ou esta será precisamente a estação do seu relançamento?

8 - Saberemos construir alternativas à massificação e reinventar uma escala mais humana para a convivência, para a arquitetura das nossas cidades e para a qualidade das nossas relações?

9 - Saberemos cuidar dos médicos, enfermeiros e cuidadores que tiveram a experiência direta deste trauma? Rapidamente preferimos declará-los como heróis, e são, mas são também seres humanos vulneráveis como nós, que tiveram de esgotar os seus recursos para enfrentar a dor, o medo e a solidão dos pacientes, muitas vezes em estruturas inadequadas e tendo de operar com meios insuficientes. A compaixão e o cuidado deixam, não raro, uma fadiga interna, que tem de ser tratada. Como o faremos?

10 - Triunfará uma visão mais integradora da vida, que compreenda a importância de valores como o dom, a gratuidade e a partilha, e nos capacite, por exemplo, para uma síntese mais equilibrada entre pessoa e comunidade, entre vida material e vida espiritual? "

D. José Tolentino Mendonça

Expresso, 18.04.2020

30
Jun21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Mais sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Os dias do tempo : 29.6.2021 [Imagens+Áudio]

«Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela»: Palavras, imagens e música para dar sentido às horas desta terça-feira.

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Somos uma Igreja fraca e escrava que Pedro e Paulo ensinam a ser forte e livre

«Como Pedro, somos chamados a ser livres do sentimento da derrota perante a nossa pesca por vezes ruinosa; a ser livres do medo que nos imobiliza e nos torna medrosos, fechando-nos nas nossas seguranças e tirando-nos a coragem da profecia. Como Paulo, somos chamados a ser livres das hipocrisias da exterioridade; a ser livres da tentação de nos impormos com a força do mundo, mas antes com a fraqueza que dá espaço a Deus; livres de uma observância religiosa que nos torna rígidos e inflexíveis; livros dos laços ambíguos com o poder e do medo de sermos incompreendidos e atacados.»

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Dizemos que queremos uma Igreja mais fiel, profética e missionária, mas depois não fazemos nada

O papa lamentou hoje, dia em que a Igreja assinala a solenidade litúrgica dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a existência, entre os católicos, de abundância de palavras e boas intenções, mas escassez de ações que as realizem. «Quantas vezes, por exemplo, dizemos que queremos uma Igreja mais fiel ao Evangelho, mais próxima das pessoas, mais profética e missionária, mas depois, no concreto, não fazemos nada», declarou. Antes do Angelus, no Vaticano, Francisco afirmou que «é triste ver que muitos falam, comentam e debatem, mas poucos testemunham», e depois da oração destacou os setenta anos da ordenação sacerdotal do papa emérito, Bento XVI, que hoje se celebram.

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Bento XVI é padre há 70 anos: Deus não deixa a Igreja afundar, é uma certeza que nada pode ofuscar

O interesse por Ratzinger-Bento XVI continua vivo porque ele soube tocar temas centrais da vida dos crentes e das pessoas em geral, usando uma linguagem simples e acessível, que sabia ir ao coração das questões, sem banalizar as perguntas nem as respostas. Pela sua capacidade de ir ao centro do cristianismo e de o explicar claramente, há quem o considere desde há muito como um novo “doutor da Igreja”.

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A importância das palavras

Na Rússia, no século XIII, foram abandonadas crianças, tendo sido dada a ordem de as deixar viver na floresta, onde encontrariam alimento, mas sem lhes ser dirigida a palavra, sem lhes dar sinais de afeto. Morreram todas. Sim, somos humanos porque nos é dirigida a palavra e porque falamos. Na maior parte do tempo nós falamos, e as palavras servem-nos para viver em conjunto; mas interiormente cada palavra tem uma ressonância, acende imagens e pensamentos, forja emoções e sentimentos. Cada expressão, quando chega a uma pessoa, causa em quem a escuta uma vibração psicológica. As palavras são como pedras lançadas a uma poça: mesmo a mais pequena entre elas provoca um frémito da superfície da água.

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29
Jun21

ORAÇÃO DAS FÉRIAS


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do Cardeal D. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-nos, Senhor, a agradecer a água que nos refresca e as nascentes longínquas donde ela escorre.

Ensina-nos a encontrar comunhão nas palavras que trocamos, mas também a reconhecer quanto o silêncio nos une.

Ensina-nos a valorizar na iluminada transparência do dom também o caminho interior, por vezes árido, que o permitiu.

Ensina-nos a louvar a leveza dos dias perfeitos, mas a amar com igual ou superior amor as imperfeições de todos os outros.

Ensina-nos, Senhor, a saborear o pouco, e a fazê-lo como se estivéssemos a receber o imenso.

Ensina-nos a festejar num único sorriso, que pode mesmo ser breve, toda a alegria de que a vida é capaz.

Ensina-nos, Senhor, a acariciar numa única flor a beleza dos inteiros campos.

Ensina-nos a abraçar este tempo com mais gratidão, simplicidade e coragem.

Ensina-nos, Senhor, a acolher a consolação de certos gestos, mas também a responsabilidade de consolar.

Ensina-nos a sentir que um ínfimo grão de areia, na nossa mão aberta, nos liga à vastidão sem fim do universo.

Ensina-nos, Senhor, a contemplar no que está diante dos nossos olhos aquela promessa de amor que Tu continuamente garantes.

Cardeal José Tolentino de Mendonça
28.06.2021

29
Jun21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Perdoar é amar com coragem

Os dias do tempo : 28.6.2021 [Imagem + Áudio ]

«Mestre, seguir-Te-ei para onde fores»: Palavras, imagens e música para dar sentido às horas desta segunda-feira.

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O espetáculo tem de continuar

Toco, canto e escrevo música desde que tinha cerca de 12 anos, e nunca esperei que um dia me dissessem: em público, é proibido. Deixar de poder fazer música ao vivo: inconcebível, até há dois anos. Foi um verdadeiro e pequeno drama, ainda que no meio de outras tragédias bem mais graves. Diz-se «quem vive de música»… e escancara-se um mundo. Nessa galáxia estão as grandes estrelas, que apesar de terem sido obrigadas a renunciar, não tiveram grandes dificuldades; e depois uma miríade de grupos, grupinhos, bandas e “bandinhas” não muito conhecidas mas que, no entanto, tocam, cantam, ensaiam e organizam concertos, e que, de uma forma ou de outra, vivem da música. Aquilo que acomuna estas duas categorias são as pessoas desconhecidas.

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Começar pelos últimos, amar o Evangelho, ser criativo

Se não somos capazes de olhar os pobres nos olhos, de olhá-los nos olhos, de os tocar com um abraço, com a mão, não faremos nada. É com os seus olhos que é preciso ver a realidade, porque ao olhar os olhos dos pobres vemos a realidade de uma maneira diferente daquela que provém da nossa mentalidade. A história não se vê da perspetiva dos vencedores, que a fazem aparecer bela e perfeita, mas da perspetiva dos pobres, porque é a perspetiva de Jesus. São os pobres que põem o dedo na chaga das nossas contradições e inquietam a nossa consciência de maneira salutar, convidando-nos à mudança.

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Arquitetura: Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lagares, Felgueiras [Imagens]

Desde as primeiras visitas ao terreno os projectistas destacaram um papel basilar precisamente nas linhas curvas, para que criassem logo à primeira aproximação um convite a entrar no espaço litúrgico e a serem acolhidos, focalizando a entrada principal na igreja. No interior as curvaturas destes elementos murais colocam em relação os focos litúrgicos e celebrativos, constituindo um guia para os olhar do visitante e uma orientação espiritual para o fiel em busca de um misticismo que se expressa também através de elementos simbólicos claros. Símbolos que entram também na composição dos espaços, na forma do peixe, na água e no seu papel purificador no Batismo e nas bênçãos.

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Papa expressa apoio a ação de padre junto de pessoas LGBTQ

«O nosso Pai do Céu aproxima-se com amor de cada um dos seus filhos, a todos e a cada um. O seu coração está aberto para todos e a cada um. É Pai.» Este é um excerto da carta redigida pela mão do papa ao padre norte-americano James Martin, no contexto do curso pela internet “Outreach LGBTQ Catholic Ministry”, por ele orientado neste sábado, contando com cerca de mil participantes. «Quero agradecer-te o teu zelo pastoral e a tua capacidade de estar próximo das pessoas, com essa proximidade que Jesus tinha e que reflete a proximidade de Deus», começa o papa por dizer.

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O amor autêntico oferece tempo, presença, perdão

Quem tem um coração que sabe perdoar, tem um coração grande, habitado pelo amor, um amor que sabe acolher do outro não só a beleza, as virtudes, os dons, mas também os defeitos, as fragilidades, as quedas, inclusive as malícias. Por vezes o caminho de quem ama é gravemente ferido, quase impossível de percorrer: nestes casos é preciso parar, deter-se, não se mover, permanecer à espera do outro que se perdeu… Exige-nos muita paciência e depois, sim, a capacidade de perdoar, de retomar consigo o outro e recomeçar no amor. Esta é a vitória do amor sobre a morte que podemos experimentar aqui na Terra. Esta é comunhão que a Igreja, corpo de Cristo, pode viver e testemunhar ao mundo.

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27
Jun21

13.º DOMINGO do TEMPO COMUM - Ano B


Oliveira

Proposta de Homilia para o 13.º Domingo do Tempo Comum – ANO B - 2021

O Senhor que nos dá vida

Domingo, 27 de Junho de 2021

     Irmãs e irmãos, que pedimos ao nosso médico de família? Que ele nos ajude a ter saúde, confiamos nele, seguimos os seus conselhos. Que pedimos a Jesus? A vida do corpo e do Espírito. Vemos nas leituras de hoje o projecto de vida que Deus tem para nós.

  1. O projecto de Deus, a nossa vida

Primeira leitura  

     No Livro da Sabedoria, o  autor  procura activar a fé e a esperança do povo. Foi escrito pouco antes da vinda de Jesus. O texto de hoje mostra-nos como Deus é o Senhor que nos dá a vida. Declara o autor:  “Não foi Deus que fez a morte”. Dizendo de outro modo: Deus criou-nos para a vida. E diz ainda o texto: “Deus criou o homem incorruptível”.  Deus já tinha dito pelo profeta Ezequiel:   “Eu não quero a morte do pecador, mas sim que se converta e viva” (Ez. 33,11). E Jesus, pelo evangelista João: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 10,10). Com estas revelações vemos Deus, Senhor da vida. E se o homem não tivesse pecado, a sua passagem para a vida eterna seria de uma forma sem dor.

     Esta reflexão leva-nos a pensar como a sociedade hoje deve defender a vida, também a vida dos nascituros, e de todas as idades. A humanidade deve defender a dignidade da vida humana.

  1. O projecto de Deus na acção de Jesus

Evangelho

     Vemos no Evangelho que Jesus chegou de barco e parou à beira-mar, ou à beira do lago de Genesaré, ao norte da Galileia; estava ali muita gente. Uma mulher doente de hemorragias, havia 12 anos, ansiava ser curada. Ela mesma explicou: “recorri a tantos médicos, e nada”. Então, arrisca; impelida  pela fé, avança para Jesus com receio: “Se eu tocar nas suas vestes, ficarei curada”.  

     Por vezes, as pessoas gostam de tocar na imagem de Nossa Senhora, ou de um santo, como sinal de afecto. A senhora aproxima-se, às ocultas de Jesus, toca no seu manto, sente-se curada.  Ficou a tremer;  ajoelhou-se diante de Jesus e contou a verdade. E ouviu de Jesus: “A tua fé te salvou”. A fé traz “salvação!” “Deus quer que todas as pessoas se salvem” (1 Tim 2).

     Também é emocionante a aflição de Jairo, chefe da sinagoga, pela sua filha que estava a morrer. Jairo dá um sinal eloquente de fé: ajoelha-se diante de Jesus. E com fé, pede-lhe a cura da filha: “Vem impor-lhe as mãos”. Jesus vai. Chegando à casa desse responsável religioso, deparou-se com um ambiente triste de morte. Jesus chama pela menina; ela ressuscita, levanta-se, e é entregue aos pais. O ambiente transforma-se  em júbilo, em festa. Jesus vence a morte; é Senhor da Vida.

     Deus tem paixão pela vida, que é exuberante mesmo na natureza. Ela surge até por entre as pedras.

  1. Projeto de Deus: aliviar os que sofrem

      Segunda leitura

     São Paulo, na segunda Carta aos Corítios, procura angariar fundos para socorrer a comunidade de Jerusalém. A ideia que Paulo apresenta é aliviar os irmãos que precisam. Ele reconhece a fé dos coríntios: “Sobresaís …na fé, na eloquência… e na caridade que vos ensinamos”.

     As comunidades cristãs praticavam a entreajuda. De algum modo era um gesto de vida, de ajuda para viverem. Ajudar quem sofre é uma forma de promover a vida.

  Entremos nesta perspectiva de Deus, Senhor da vida. Assim vivemos o evangelho de Jesus, e seguimos o amor de Jesus pela vida. Que o Senhor nos conduza por este caminho de evangelho, caminho de vida.

P. António Gonçalves, SDB

26
Jun21

HOMOSSEXUAIS - DUAS MEDIDAS?


Oliveira

Com  devida vénia, transcrevemos o texto de A. Justo.

UEFA recusou a Iluminação da Arena do Estádio de Munique com as Cores do Arco-íris

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou o Presidente da Hungria, Orban, alegando que a lei húngara estigmatiza os homossexuais. Por outro lado, a EU e a imprensa cala quanto ao agir do Emir do Qatar que os lança na prisão.

A crítica contra Orban faz-se sentir muito na Europa; contra o Emir do Qatar, não se ouve nenhum protesto para que o futebol mundial no Qatar não seja perturbado. O negócio não permite criticar o Qatar e por outro lado, a luta parece querer-se cingida à sociedade europeia.

Segundo noticia a imprensa alemã, o Parlamento húngaro aprovou há uma semana uma lei que restringe os direitos de informação dos jovens e crianças sobre a homossexualidade e a transexualidade. “A lei prevê a proibição de livros, filmes e outros conteúdos acessíveis a crianças e jovens em que a sexualidade retratada se afaste da norma heterossexual. Além disso, qualquer tipo de publicidade em que homossexuais ou transsexuais apareçam como parte da normalidade será proibida”.  O governo justifica o pacote legislativo como esforço de proteger o "direito das crianças à sua identidade de género concebida à nascença" (HNA 24.06.2021).

Pelos vistos a opinião pública europeia está a ser envolvida na luta do Género (Gender), também a pretexto do futebol como se houvesse países bons e países maus.

Estranho é o facto do aproveitamento de um jogo de futebol em Munique (Alemanha-Hungria) para se fazer dele um jogo de propaganda política, como se em Munique a Alemanha estivesse a jogar contra uma equipa de anti-homossexuais. Os políticos aproveitam-se oportunisticamente da boleia do futebol e de ONGs para tentar ganhar pontos em partes da população. 

A UEFA rejeitou um pedido do lóbi Gay para iluminar a arena do Campeonato Europeu de Munique com as cores do arco-íris (1). O empenho da política pela igualdade pressuporia como consequência lógica o boicote do Campeonato do Mundo no Qatar. Consequentemente teriam de ser questionadas as participações no Campeonato do Mundo e dos Jogos Olímpicos noutros países.

Para não se usar um padrão duplo em futebol, haveria que ser-se consequente e firme, ou ficar-se completamente fora dos assuntos de Estado de outras nações.

O clima já carregado politicamente não deveria ser transportado para o futebol. O Futebol deveria tornar-se num espaço cultural onde, em vez da prática de subornos e de lutas, se passe a substituí-las por jogos. O jogo possibilita a sublimação dos instintos baixos da pessoa e da sociedade. 

Há que criar eventos e formas de jogo social onde os bons ganhem sem desprezarem os outros e sem se considerarem, só eles, os bons da fita. Mais que ser contra algo importa ser-se a favor de algo! Não é justo classificar o outro para o pôr numa gaveta ou num canto qualquer.

Quem se aproveita da arena pública como se ela fosse mero campo de luta não deve esperar compreensão mesmo por parte de pessoas que defendam a sua causa. O lóbi Gay (LGBTIQ) abusa da sua força e deste modo prejudica-se também.

É de questionar uma política que, em vez de unir e integrar os diversos movimentos e interesses sociais, aposta na divisão da sociedade para mais facilmente a dominar. É uma pobreza de espírito usar-se o tema homossexualidade de forma polémica. Deste modo fomenta-se o formar de trincheiras. Cada um deve poder viver a sua sexualidade em paz sem que esta se torne em arma de guerra para dividir ou afirmar-se contra alguém! 

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6594

  1. O Arco-íris apropria-se a  simbolizar união, construção de pontes no sentido de uma sociedade  mais justa, tolerância e empatia com todos, indiferentemente  da origem, crença ou género. A tolerância, respeito e solidariedade com diferentes comunidades sejam elas Gay (LGBTIQ) ou não, não justifica que qualquer uma delas se apodere do brilho do Arco-íris para atacar outras comunidades. O decisivo são as virtudes (acções) que as suportam.

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RONALDO

COM A SUA EQUIPA COLOCA PORTUGAL NOS OITAVOS-DE-FINAL DO EURO 2020

A grande estrela do Futebol marcou 2 golos contra a equipa francesa. O resultado 2:2 conseguiu elevar Portugal aos oitavos-de-final!

Ronaldo é o goleador mais bem sucedido dos principais torneios dos campeonatos mundial e europeu.

É o primeiro futebolista a marcar 21 golos nesses campeonatos. Torna-se assim no grande goleador!

Numa cultura que cultiva heróis o campeonato torna-se na sua maior expressão simbólica.

Se a claque portuguesa continuar a tremer até ao final do Euro 2020 será bom sinal!

António Justo

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HOMEM DO DIA ANTÓNIO GUTERRES

António Guterres (72 anos) foi reeleito por unanimidade como Secretário-Geral da ONU para um segundo mandato até final de 2026 à frente da ONU.. A Assembleia Geral das Nações Unidas, com o apoio do Conselho de Segurança, nomeou-o por unanimidade.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente em Nova York na tomada de posse.

Entre os desafios futuros que Guterres tem de enfrentar são os conflitos na Síria, Líbia, Iémen e Myanmar e a crise climática.

Guterres professa-se como "multilateralista devoto, mas também português orgulhoso" e como tal “construtor de pontes" !

Guterres reúne nele alguns predicados universais que Portugal aprendeu nas suas andanças pelo mundo e como tal a ser diplomata por natureza!

António CD Justo

Pegadas do Tempo

26
Jun21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Mais sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Os dias do tempo : 25.6.2021 [Imagem+Áudio]

«Senhor, se quiseres, podes curar-me»: Palavras, imagens e música para dar sentido às horas desta sexta-feira.

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Há quase 900 anos Portugal «nasceu para ser igual e livre». Só o será quando for fraterno

A 24 de junho de 1128, próximo de Guimarães, D. Afonso Henriques venceu a batalha de S. Mamede e abriu caminho à independência. Hoje, todos são chamados a alistar-se para a «batalha da fraternidade», que se trava num único lugar, mas «em todas as casas, nas escolas, nas fábricas, nas empresas, no mundo da justiça e da saúde, nos programas da política». Aliás, «não há lugar onde ela não deve ser combatida». «Não sabemos quantos morreram no campo de S. Mamede. Sei que salvaremos muitas vidas quando nos alistarmos nas fileiras de um exército que, de um modo consciente e responsável, luta e trabalha por um mundo mais fraterno que se empenha numa ecologia integral para salvar a humanidade e a natureza.»

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Igreja ou seita?

A “evangelização”, para usar um termo que nas Igreja mobiliza paixões tão vivas quanto inconclusivas, não diz respeito em primeiro lugar aos atuais “pagãos”, mas àqueles que no presente se colocam ainda na Igreja, dela compreendem pelo menos em parte os códices simbólicos e não os recusam como linha de princípio, ainda que se mantenham a uma distância prudente no núcleo central das comunidades e das suas práticas. Este grupo, percentualmente amplo, está exposto à possibilidade de afastar-se lentamente, mas inexoravelmente (por exemplo, reduzindo a presença no culto, o apoio financeiro à Igreja, a aptidão religiosa de base), até sair, de facto ou de direito, da comunidade; ou pode ser recuperado, através de uma pastoral específica.

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Tocar e deixar-se tocar

Tocar o outro é um movimento de compaixão; tocar o outro é desejar com ele; tocar o outro é falar-lhe silenciosamente com o seu corpo, com a sua mão; tocar o outro é dizer-lhe: «estou aqui para ti»; tocar o outro é dizer-lhe: «quero-te bem»; tocar o outro é comunicar-lhe aquilo que sou e aceitar aquilo que ele é; tocar o outro é um ato de reverência, de reconhecimento, de veneração. Também a Igreja deve “ousar a carne” e saber abraçar, tocar, curar a “carne de Cristo” nos sofrimentos, nos doentes, nos pecadores, em todos os corpos dos homens e das mulheres que, com gritos fortes ou mudos, invocam a salvação das suas vidas.

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Mais Cultura : 25.6.2021 [Vídeo]

Andrea Bocelli em Coimbra, textos inéditos de Manoel de Oliveira sobre os seus filmes e arte, celebrar a mistura cultural de uma cidade, as dificuldades que os protagonistas do mundo do espetáculo continuam a atravessar e a resolução que tarda, fotografia nos Clérigos, a inauguração de uma exposição em torno a D. Manuel I e à identidade nacional, o festival de música Estoril Lisboa com Haydn e um dos organistas da catedral de Notre Dame, o Festival de Cinema de Vila do Conde e a estreia de um filme português selecionado para Cannes.

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25
Jun21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

O que se vê melhor de olhos fechados? Não sei

Quando me aproximo de um texto (inclusive de natureza bíblica), antevejo e adianto um possível escândalo. Diria, de maneira atrevida, que a palavra que cura e salva, terá forçosamente de nalgum instante tropeçar o leitor, deixando-o trôpego. Como se um espigão espicaçasse e invertesse o andamento do seu andar e o coxear fosse o timbre do novo compasso. Tenho por certo, que um bom leitor é aquele que no gesto de espreitar o texto, regressa desalojado. Recentemente, enquanto abria e lia os textos bíblicos de Domingo, o enredo insinuava aquilo que parece ser próprio de Deus: gerar nova vida cujo paladar pode soar a desacerto.

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Os dias do tempo : 24.6.2021

«Tudo tem seu tempo»: Palavras, imagens e música para dar sentido às horas deste dia.

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“Miserere”: A nudez poética de Adélia Prado

Adélia concebe a criação literária como um mistério que é quase um sinónimo de fé, ou seja, algo que não se explica através da inteleção, mas advém da experiência com o sagrado. A poesia leva-nos a ler a vida humana com o pano de fundo do sagrado. É na luz do transcendente que as palavras poéticas ganham um sentido e se humanizam, revelando a beleza e o ser das coisas. Na poesia adeliana está patente a força da fé! É esta fé, muitas das vezes provada, dura, desconcertante, desinstaladora, que conduz o sujeito poético ao amadurecimento na oração, na espera pelo tempo de Deus.

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Deus não está de dedo apontado para os teus pecados, mas estende-te a mão que te agarra e reergue

Belíssima imagem: Deus e uma menina, mão na mão. Não era lícito, segundo a lei, tocar um morto, quem o fizesse tornava-se impuro, mas Jesus perfuma de liberdade. E ensina-nos que é preciso tocar o desespero das pessoas para as poder reerguer. Uma história de mãos: em todas as casas, junto ao leito da dor ou ao do nascimento, o Senhor é sempre uma mão estendida, como o é para Pedro quando se está a afundar na tempestade.

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24
Jun21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

João Batista: Espiritualidade do “santo popular” forjado na radicalidade, determinação e humildade

A fisionomia espiritual de João está ligada a alguns traços fundamentais, Antes de tudo, o seu nascimento glorioso, narrado por Lucas numa página muito intensa, da velhice de Isabel e da incredulidade de Zacarias. O segundo traço está na sua voz, tempestuosa como a dos profetas antigos, e no testemunho que não conhece hesitações. O terceiro liga-se a um ato preciso, o batismo de Jesus. O último está na doação total, no estilo dos grandes profetas. Os Evangelhos, com efeito, referem-nos a paixão e a morte de João numa narrativa ampla e repleta de veneração. A sua história foi a de um homem extraordinário que teve a consciência da grandeza da sua vocação, mas também do limite da sua missão.

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Frágil e glorioso: O Matisse final do Vaticano

As peças chegaram aos Museus do Vaticano na metade dos anos 70, graças à generosidade do filho Pierre Matisse e das religiosas do convento de Lacordaire, quando a Coleção de Arte Moderna e Contemporânea tinha nascido pouco tempo antes, em 1973, graças ao projeto e à “visão” do papa Paulo VI de dar vida a um lugar onde arte e Igreja pudessem voltar a dialogar. Um contexto no qual a Capela de Vence representa um dos exemplos mais altos, intensos e sinceros no âmbito da arte sacra, realizada por um artista agnóstico.

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Soberba, fechamento, rigidez: Francisco aponta vícios da Igreja que vêm das origens até hoje [Vídeo]

«É uma prática antiga a de apresentar-se em algumas ocasiões como os únicos possuidores da verdade, e apostar em diminuir, inclusive com a calúnia, o trabalho realizado pelos outros»: esta foi uma das observações que o papa proferiu esta manhã, ao comentar a carta bíblica de S. Paulo aos Gálatas. Essas pessoas «afirmam que o cristianismo verdadeiro é aquele a que elas estão ligadas, muitas vezes identificado com vertas formas do passado, e que a solução para as crises contemporâneas é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como então, há, em resumo, a tentação de fechar-se em algumas certezas adquiridas em tradições passadas».

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O papa conheceu o “Homem-Aranha” que despede a solidão e alegra as crianças doentes

O Homem-Aranha é realmente um super-herói bom: à “civil” é um empregado numa empresa, mas quando veste o seu fato eis que, num piscar de olhos, está junto às camas das crianças internadas nos hospitais. Esta manhã, no Vaticano, este Homem-Aranha não só entregou ao papa Francisco a sua máscara como revelou a sua identidade – Mattia Villardita, de 28 anos – e o destino da sua próxima missão: a pediatria do hospital Agostino Gemelli. «Visto-me de Homem-Aranha para arrancar um sorriso aos mais pequenos que estão no hospital; faço-o porque tive uma doença congénita, durante 19 anos entrei e sai do hospital pediátrico Gaslini de Génova, e teria gostado muitíssimo, quando estava ali, sozinho, na minha caminha, de ver o Homem-Aranha entrar pela janela do meu quarto.»

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Cinema: “Luca” [Vídeos]

A desforra dos “falhados”. Poderia ser este o subtítulo do mais recente filme de animação realizado pela Disney-Pixar, “Luca”, a narrativa de um verão memorável vivido por três pré-adolescentes que descobrem o valor da amizade no caminho formativo, e da ternura e cumplicidade que se guardam depois na idade adulta. “Luca” é um hino poético à solidariedade, à inclusão, que propõe com jocosidade temas complexos como violência na infância e adolescência (“bullying”) e medo do “outro”.

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Mais Cultura : 23.6.2021 [Vídeo]

De Paris, onde ressurge o antigo projeto de “embrulhar” o Arco do Triunfo, ao Porto, passando por Portimão, Oeiras e Lisboa, com música, dança, leituras, encontro de culturas e a expansão de um museu: a Pastoral da Cultura a acompanhar e a trazer até si a criação artística e intelectual contemporânea.

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Agradecimentos:

https://snpcultura.org

 

23
Jun21

Relatório Matić vai ser votado esta 5ª feira no Parlamento Europeu

Veja aqui como pode ajudar a evitá-lo!


Oliveira

ALERTA: AMIGOS, ESTÁ EM CAUSA A NOSSA LIBERDADE, A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, A DEFESA DA VIDA E DA DIGNIDADE HUMANAS

(Vamos unir-nos ao apelo da Aliança Mundial da Juventude WYA)

Além deste apelo chamo também a atenção para a noticia Aborto: eurodeputados votam limites à objecção de consciência que tem declarações do José Diogo Ferreira Martins, presidente dos médicos católicos portugueses, que tem sido dos que mais tem chamado a atenção para os perigos desta resolução do Parlamento Europeu. Estamos numa situação de atentados à liberdade de como já não havia memória desde a 1ª metade do Século XX!!!

(António P. Torres)

Caros membros WYA,

Na próxima quinta-feira, 24 de junho de 2021, o Parlamento Europeu votará numa Proposta de Resolução sobre a situação da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos na UE, no quadro da saúde das mulheres. A resolução tem por base o relatório de Predrag Fred Matić, da Comissão dos Direitos das Mulheres e da Igualdade dos Géneros do PE (FEMM). Exorta os Estados-Membros a restringirem o direito à liberdade de consciência, considerando a objecção de consciência um obstáculo e avaliando-a como um retrocesso, promove uma perspectiva ideológica radical sobre questões de saúde reprodutiva, educação sexual e aborto e invade a competência exclusiva dos Estados-Membros.

Estamos, portanto, a contactar-vos com o pedido de que enviem o e-mail que está abaixo (e que também anexo) aos deputados do Parlamento Europeu. Podem encontrar os seus nomes aqui (é possível filtrar a lista por país e por grupo político). Ao clicar num nome, encontrarão o respetivo endereço de email, geralmente no formato: nome.apelido@europarl.europa.eu

Assinem com o vosso nome e apelido e certifiquem-se de que, ao enviar para vários deputados ao mesmo tempo, introduzem os endereços dos representantes em BCC. Sintam-se à vontade para enviar a versão em inglês ou português para qualquer deputado, bem como para fazer alterações ao texto do e-mail (é até algo positivo que recebam versões diferentes) e adicionem a vossa própria perspectiva. Se precisarem de informações adicionais sobre o relatório ou uma análise detalhada, não hesitem em entrar em contato connosco.

É uma oportunidade para nós, como jovens, defendermos os valores que compartilhamos e sobre os quais a WYA foi fundada. Muitos eurodeputados não têm conhecimento do conteúdo da resolução e é fundamental que compreendam o que estão a votar. Afinal, têm responsabilidade perante nós, cidadãos da UE, que os elegeram.

_________________________________

(Modelo/proposta de carta - inglês e português:)

Dear Member of the European Parliament Last Name,

I am writing to you as a concerned citizen of the European Union to discuss my opposition to the Matić report (Motion for a resolution on the situation of sexual and reproductive health and rights in the EU in the frame of women’s health) (2020/2215 (INI)). 

There are several reasons as to why I remain dubious about the proposal’s motives. First of all, by adopting the document, the European Parliament risks violating the principle of subsidiarity because the field of healthcare is an exclusive competence of the Member States.

The report explicitly calls for the EU to assert the right and availability of abortion, which is not within the competence of the European Parliament. Furthermore, the report sheds a negative light on the right to conscientious objection, stating that the Parliament "regrets that sometimes common practice in Member States allows for medical practitioners, (...) to refuse to provide health services on the basis of the so-called conscience clause". This goes against the fundamental rights of citizens in the EU who wish not to take part in any act that is in conflict with their personal beliefs.

Moreover, the report inaccurately asserts several claims. For instance, it argues that “sexual and reproductive rights”, which include abortion, are protected in various international agreements. This is false, and a clear misrepresentation of international law.

It is for the reasons stated above that I believe that the European Parliament should reject the said proposal. I'd like to call on you to oppose it with your vote and to stand for the rights of every European citizen, including children, women, and doctors.

Best regards,

______________________

Caro Membro do Parlamento Europeu Nome,

Escrevo-lhe como cidadão preocupado da União Europeia para debater a minha oposição ao relatório Matić (Proposta de resolução sobre a situação da saúde sexual e reprodutiva e dos direitos na UE no quadro da saúde das mulheres) (2020/2215 (INI)). Existem várias razões pelas quais continuo em dúvida sobre os motivos da proposta.

Em primeiro lugar, ao aprovar o documento, o Parlamento Europeu corre o risco de violar o princípio da subsidiariedade, porque o domínio dos cuidados de saúde é da competência exclusiva dos Estados-Membros. 

O relatório exorta explicitamente a UE a fazer valer o direito e a disponibilidade do aborto, o que não é da competência do Parlamento Europeu. Além disso, o relatório lança uma luz negativa sobre o direito à objeção de consciência, afirmando que o Parlamento "lamenta que, por vezes, a prática comum nos Estados-Membros permita que os médicos (...) recusem a prestação de serviços de saúde com base na chamada cláusula de consciência". Isso vai contra os direitos fundamentais dos cidadãos da UE que desejam não participar em nenhum ato que esteja em conflito com as suas convicções pessoais.

 Além disso, o relatório afirma incorretamente várias reivindicações. Por exemplo, argumenta que os “direitos sexuais e reprodutivos”, que incluem o aborto, são protegidos em vários acordos internacionais. Isto é falso e uma clara representação errónea do direito internacional.

 Pelas razões acima expostas, considero que o Parlamento Europeu não deve aprovar a referida proposta. Gostaria de apelar a que se oponha com o seu voto e defenda os direitos de todos os cidadãos europeus, incluindo crianças, mulheres e médicos.

 Atenciosamente,

______________________

Melhores cumprimentos,

Maria Inês Moreira

World Youth Alliance

AMJP - Representação Permanente em Portugal

Rua do Gurué 75

2775-582 Carcavelos

T: +351 963 224 756

www.wya.net

 

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