Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

10
Abr21

RECONHECER A VOZ DE DEUS

E SEGUI-LA CONFIANTE


Oliveira

«Lançai a rede do lado direito e encontrareis»

Muitas vezes Deus Se revela na voz de outrem

Nós vivemos num mundo cheio de calamidades: guerras, terramotos, enchentes, fome, pandemia.

Se não tivermos equilíbrio, todas estas calamidades se repercutem também dentro de nós.

Além disso, existe o fogo das paixões: preferências político-ideológicas, ganância do poder económico, os sentimentos.

Sem o equilíbrio, as paixões passam à flor da pele e são causas de divisões.

Onde está o equilíbrio de tudo? Na descoberta da presença de Deus dentro e fora de nós.

O profeta Elias descobriu-A na brisa suave e não na tempestade, no terramoto ou no fogo. (Cf. 1Rs 19,12)

No meio de tudo o que vivemos podemos fazer silêncio interior para escutar a voz de Deus na brisa suave de nossa consciência, dos ensinamentos de Jesus e da luz que vem de sua presença no nosso meio.

Estejamos atentos. Uma vez que descobrirmos a presença de Deus nesta brisa suave, ouviremos então a sua voz.

Ir. M. Silva

10
Abr21

Uma Assembleia que acredita em Jesus Ressuscitado


Oliveira

Proposta de Homilia para 2.º Domingo de Páscoa 2021 – ANO B

Domingo, 11 de Abril de 2021

  1. Assembleia, fé em Jesus ressuscitado

     Evangelho

     Nós recordamos que no dia de Páscoa Jesus ressuscitado apareceu aos apóstolos, estando o apóstolo Tomé ausente. E Jesus fez descer sobre os Apóstolo o Espírito Santo com os seus dons.

     Oito dias depois, voltou a aparecer-lhes, estando Tomé presente. Jesus foi tão condescendente para com ele que o convidou a tocar com o seu dedo ou com a sua mão nas feridas que Jesus lhe mostrou. Tomé ficou extasiado e respondeu: “Meu Senhor e meu Deus”.  

     Toda esta reflexão é um apoio à nossa fé em Jesus ressuscitado; e também o início do nosso domingo, como dia do Senhor. Esta é nossa fé: Jesus ressuscitou, Ele é o meu Senhor, a minha Luz, a minha vida. Jesus ressuscitado é o centro da nossa fé.

  1. Assembleia, comunidade fraterna

Primeira leitura

       São Lucas narrou-nos como era a Comunidade, a seguir ao Pentecostes. Dá-nos um retrato dessa comunidade fraterna, dizendo: “Tudo entre eles era em comum”, e ouvimos também esta expressão muito bela: “Um só coração e uma só alma”. A comunidade era formada por várias pessoas com qualidades e defeitos, mas com uma vida em grande comunhão. Via-se nessa comunidade o amor fraterno. E este é o melhor testemunho que leva as pessoas a abrirem-se a Deus, que é Amor.

     Eu julgo que neste tempo de pandemia verificamos gestos de atenção para os carenciados, e pessoas que recolhem bens de alimentação e vestuário, para aliviar quem mais precisa. Estamos a viver o que pede o Papa Francisco: “cuidar do outro”. A comunidade fraterna nasce da nossa vida com Jesus Ressuscitado, com a Páscoa de vida nova.

  1. Assembleia, caminho para a Vida eterna

     Segunda leitura

      Nesta alegria pascal, diz-nos São João, na sua primeira Carta: “Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus…. E esse vence o mundo." Grande motivo de confiança, de coragem, de animação. Somos criaturas novas, nascidos da Ressurreição de Cristo.

Dia da Divina Misericórdia

     Todos os anos, o Segundo Domingo da Páscoa é a Festa da Divina Misericórdia, estabelecida por São João Paulo II, no ano 2000. Nesse ano, o Papa canonizou Santa Faustina Kowalska, da Polónia. Esta religiosa teve visões de Jesus que se revelou a ela com estas palavras:  “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças”, prometeu Jesus em suas aparições à Santa Faustina Kowalska. Nós sabemos que a misericórdia divina está patente na Bíblia; lemos na Carta aos Hebreus: “Jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades” (Heb 10,17). O Papa Francisco escreveu um livro com Este título: “O nome de Deus é Misericórdia”. Motivo para termos confiança em Deus, que está de braços abertos para nos acolher.

P. António G. (SDB)

07
Abr21

LOUVOR A CRISTO


Oliveira

Partilho o texto da meditação para a oração do terço do C. Tolentino de Mendonça do dia 6 de Abril.

Louvor a Cristo Ressuscitado pela primavera que acende no mundo,
Louvor a Cristo que dissemina por toda a parte o lume novo,
Louvor a Cristo que declara inúteis os nossos sepulcros,
Louvor a Cristo que declara vãos os nossos medos,
Louvor a Cristo que desmente os nossos impossíveis,
Louvor a Cristo que nos reapresenta a vida como não a havíamos visto,
Louvor a Cristo por nos dizer que a vida certa é a vida viva,
Louvor a Cristo por nos desafiar a uma vida que deseja a vida,
Louvor a Cristo, Mestre da arte do desejo,
Louvor a Cristo que transforma as espadas em arados,
Louvor a Cristo que transforma os bloqueios em liberdade,
Louvor a Cristo que transforma o imobilismo em dança,
Louvor a Cristo que nos ensina a manter a amizade com Ele mesmo na ausência,
Louvor a Cristo que nos faz tocar no vazio do hoje a plenitude prometida.
P. Tolentino
6.04.2021

05
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Outras sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

«O primeiro anúncio da Páscoa» é este: «É possível recomeçar sempre», afirma Papa Francisco [Vídeo]

«Irmã, irmão, se nesta noite trazes no coração uma hora sombria, um dia que ainda não despontou, uma luz sepultada, um sonho quebrado, vai, abre o coração com espanto ao anúncio da Páscoa: “Não tenhas medo, ressuscitou! Espera-te na Galileia”. As tuas expetativas não ficarão por cumprir, as tuas lágrimas serão enxugadas, os teus medos serão vencidos pela esperança. Porque, sabes, o Senhor precede-te sempre, caminha sempre à tua frente. E, como Ele, a vida recomeça sempre.» O papa lançou na vigília pascal, a que presidiu na noite de sábado, uma proclamação forte e profunda de esperança, dirigida a quem perdeu a esperança na vida, a quem habita a desolação da noite e do vazio como num sepulcro, vencido pela convicção de que nunca mais verá a luz, e desafiou a uma fé que, em vez de viver do passado, inaugure sendas novas.

Saiba mais

A Páscoa e o depois, por Valter Hugo Mãe

«O dia de Páscoa do ano de 2020 terá sido o que mais me enterneceu em todo o período de pandemia»: começa com estas palavras a página semanal que o escritor Valter Hugo Mãe assina hoje no “Notícias Magazine”, onde escreve sobre esse domingo, esperado e ao mesmo tempo inesperado pela surpresa e espontaneidade que o marcou. «Não podia haver melhor forma de acreditar em Cristo e viver a Páscoa. Essa forma que independia dos rituais costumeiros e se autonomizava na comoção de cada um. Pela alegria, pela fé, pela esperança de cada um, a Páscoa foi feita e distribuída entre todos. Vi uma profunda beleza nisso. Só vi beleza nisso.»

Saiba mais

Um Abraço de Páscoa

Um abraço de Páscoa tem o calor do amor/ O poder do fogo, o fogo novo da passagem/ A morte não matou a esperança.// Um abraço de Páscoa tem o coração humano/ A alegria da libertação, o segredo da transformação/ A morte é uma etapa da vida.// Um abraço de Páscoa tem a travessia do mar e do deserto/ Tem o rochedo aberto em água e luz/ O sepulcro explode num riacho feliz.

Saiba mais

A volta ao mundo dos deserdados,

 e das vacinas que não chegam a Cabo Delgado e à Birmânia

«Todos, sobretudo as pessoas mais frágeis, precisam de assistência e têm direito a usufruir dos cuidados necessários. Isto é ainda mais evidente neste tempo em que todos somos chamados a combater a pandemia, e um instrumento essencial nesta luta são as vacinas. Por isso, no espírito dum «internacionalismo das vacinas», exorto toda a comunidade internacional a um empenho compartilhado para superar os atrasos na distribuição delas e facilitar a sua partilha, especialmente com os países mais pobres.» A mensagem “Urbi et orbi” – à cidade de Roma e ao mundo – que o papa Francisco proferiu há instantes da basílica de S. Pedro foi, ainda que iluminada pela ressurreição de Jesus que marca o Domingo de Páscoa, uma via-sacra pelas dores do mundo.

Saiba mais

Agradecimentos:

https://snpcultura.org

 

04
Abr21

PÁSCOA EM 2021


Oliveira

Esta é a segunda Páscoa confinada, com limitações e com inconvenientes fundamentais.

Vive-se prolongadamente a História da Paixão, na experiência da vida ameaçada e na espera de uma luz que se atrasa ou parece não querer chegar. A Páscoa traz uma dose de confiança como o Sol no amanhecer depois de uma noite talvez de insónias.

A falta de relacionamento com as pessoas e com a natureza leva à falta da ressonância do coração e do calor humano característico desta época, que muitas vezes se expressava no adro da vida na experiência especial do “Boas Festas Aleluia”!

É verdade que, com esta e com outras epidemias, surgem novos hábitos, mas a bênção divina continuará.

Páscoa é vida na Esperança, é a vitória da vida sobre a morte, sobre o transitório, é a vitória da luz sobre as trevas.

A ressurreição não é a continuação da vida anterior, mas uma transformação e mudança radical.

A Bíblia expressa essa experiência em imagens.

Temos a imagem do grão de trigo, da lagarta que se transforma em borboleta, temos a imagem das estações do ano, da alta e a baixa pressão atmosférica e psicológica que circunscrevem a vida e o clima.

Isto enquadra-se nas imagens que Paulo usava quando falava aos Coríntios constatando:

“Mas alguém pode perguntar: "Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo virão? "

“Insensato! O que você semeia não nasce a não ser que morra.

Quando você semeia, não semeia o corpo que virá a ser, mas apenas uma simples semente, como de trigo ou de alguma outra coisa.

Mas Deus lhe dá um corpo, como determinou, e a cada espécie de semente dá seu corpo apropriado.

Nem toda carne é a mesma: os homens têm uma espécie de carne, os animais têm outra, as aves outra, e os peixes outra.

Há corpos celestes e há também corpos terrestres; mas o esplendor dos corpos celestes é um, e o dos corpos terrestres é outro.

Um é o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras.

Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível;

é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder;

é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.” (1 Coríntios 15:35-44)

Valerá a pena ousar a esperança na Ressurreição ou, pelo menos, no milagre da mutação na natureza, uns e outros juntos, numa caminhada comum, mesmo que esta pareça demasiado curta.

Desejo para todos nós a energia da esperança e da confiança.

Boas Festas para todos, Aleluia!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6412

03
Abr21

Páscoa

Jesus ressuscitado, Vida nova


Oliveira

Proposta de Homilia para o Domingo de Páscoa 2021 – ANO B

Domingo, 4 de Abril de 2021

     Irmãs e irmãos, celebramos hoje o acontecimento mais importante da História: Cristo ressuscitou. Jesus ressuscitado é para nós salvação e vida nova.

  1. Jesus ressuscitado, deixando o túmulo vazio

     Evangelho

     Podemos iniciar este breve comentário com o Evangelho de São João, que nos dá testemunho da sua fé em Jesus ressuscitado. Na página de hoje encontramos dois momentos que nos ajudam a ver este mistério sublime da nossa Fé.

  Primeiro momento: Maria Madalena: Um amor humano à procura. Esta “discípula” queria derramar perfume precioso no corpo de Jesus, que ela amava; foi de manhã cedo ao sepulcro e viu a pedra do túmulo retirada e o sepulcro vazio. Ficou muito surpreendida… “correu e foi ter com Simão Pedro”.

     Este gesto de Madalena diz-nos muito. Também nós podemos procurar Jesus, e passamos alguma vez por momentos de dúvida ou confusão, e temos de “correr”, não ficar parados, mas percorrer com pressa caminhos de resposta, como fez Maria Madalena.

     Segundo momento: Pedro e João ouviram o testemunho de Madalena, e também correram, talvez inclinados para a frente, contra o vento a bater-lhes na face. Chegaram, viram “as ligaduras no chão, e o sudário, dobrado (enrolado) à parte”. Sudário era o lençol que envolveu o corpo de Jesus. Que sentiram Pedro e João? Jesus tinha-lhes dito: que morreria e depois ressuscitaria. Estavam, nesse momento, a concluir que Jesus ressuscitou. A narrativa diz: “viu e acreditou”.         

     Esta é a narrativa de São João. Os outros evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas narram este acontecimento que outros pormenores.

      Irmãos, a Páscoa é a vida nova que começa. Tudo agora é diferente: a nossa fé está iluminada, sabemos que Jesus tinha mesmo de ressuscitar: Ele é o Filho de Deus. Alegria! Aleluia!

     Jesus ressuscitado, na Palavra dos apóstolos

     Primeira leitura

     A primeira leitura relata-nos o discurso de São Pedro, já depois do Pentecostes, na casa de Cornélio, um oficial do exército romano. Disse: “Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez… Deus ressuscitou-o ao terceiro dia… e mandou-nos pregar e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos”.

     Um caso de vida: certo pai dirigiu a cada um dos três filhos esta pergunta: Como sabes que Jesus ressuscitou? O primeiro, de 12 anos, respondeu: porque me disseram; o segundo, de 14, acrescentou: eu sinto que Ele vive; a menina, de 16 anos, concluiu: Jesus tinha de ressuscitar, porque é Filho de Deus. A nossa fé encontra luz na experiência dos apóstolos.

     Na Encíclica “Luz da Fé”, o Papa Francisco refere-se ao jovem Nietzsche, que criticava a sua irmã por ela ter fé. E diz o Papa: Ele estava a impedir a sua irmã de subir mais alto[1]

  1. Jesus chama-nos a uma vida nova

     Segunda leitura 

     Irmãos, a Páscoa trouxe-nos a vida nova, a vida própria de Jesus. A segunda leitura é da Carta de Paulo aos Coríntios. Diz assim: “Purificai-vos… Celebremos a festa não com fermento velho, … mas com os pães ázimos da pureza e da verdade”.    “Irmãos, se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto”.

     Estas palavras de São Paulo abrem-nos o caminho para a vida nova com Cristo. Somos milionários do seu amor. Aleluia!

P. António G. (SDB)

[1] Cf. Papa Francisco, Luz da Fé, n. 2-3.

03
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Mais algumas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Aquela sala onde se descobre o Amor

É uma honra ser-se admitido naquela sala. O sacramento faz precisamente isto: introduz-nos realmente naquela sala, torna-nos participantes da intimidade de Jesus com os discípulos, faz ressoar para nós as mesmas palavras e distribui entre nós o mesmo pão e o mesmo vinho. O mistério do seu corpo dado e do seu sangue derramado faz-se hospitaleiro para nós: e nós somos envolvidos nele até às profundidades mais íntimas do nosso ser. Tinham-nos dito que a religião é quando os seres humanos são sacrificados a Deus. Naquela sala aprendemos que Deus se sacrifica pelos seres humanos. E não eram palavras. A seguir a uma noite e a uma manhã acontecerá verdadeiramente.

Saiba mais

A Sexta-feira Santa da Igreja católica: Entre a noite e a aurora

Os números e as razões de um declínio cada vez mais acentuado. O emergir de uma progressiva irrelevância. O risco da limitar-se a uma gestão estéril. Um pontificado, de Francisco, ainda pouco compreendido. Mas também a ideia de um cristianismo a ser realidade do futuro. O convite à criatividade, o “novo” que busca encontrar espaço. No seu mais recente livro, publicado a 1 de abril, o fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi, propõe uma reflexão muito rica e articulada sobre uma transformação religiosa que desafia a comunidade de crentes a não se deixar subjugar pela indiferença e irrelevância. «Penso que estamos a viver uma passagem muito importante, mas também delicada, que nos pede uma libertação do rame-rame de hoje e olhar mais além.»

Saiba mais

Páscoa: Festa dos túmulos que se abrem, dos corações que se libertam, do amor sem fim

«A Páscoa é a festa dos rochedos rolados para fora, das pedras reviradas da entrada do coração. Espanto, desorientação, medo, ainda assim entram, frágeis e indómitas, de encontro a uma surpresa ainda maior: um mensageiro jovem (todo o mundo é novo, fresco, juvenil, naquela manhã) com um anúncio que parece ser a bela notícia tão esperada: "Jesus, que vistes crucificado, ressuscitou". E surge um Deus migrante, que ama os espaços abertos, que abre caminhos, atravessa muros e escancara portas: uma semente de fogo que abre caminhos na História.» Reflexão sobre o Evangelho da Vigília Pascal.

Saiba mais

Papa Francisco encontrou-se com pessoas sem abrigo vacinadas no Vaticano contra a Covid-19 [Imagens]

O Papa visitou na manhã desta Sexta-feira Santa o espaço onde, no Vaticano, estão a ser administradas vacinas contra a Covid-19 a pessoas sem-abrigo ou com dificuldades económicas, revelou a Sala de Imprensa da Santa Sé. Francisco saudou os médicos e enfermeiros, bem como responsáveis das associações de Roma que estão a acolher os necessitados, acompanhou o procedimento de preparação das doses de vacina e conversou com pessoas que aguardavam a vacinação.

Saiba mais

Agradecimentos:

https://snpcultura.org

 

02
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Francisco escolhe escultura contemporânea “Ressurreição” para votos pascais

Para a segunda Páscoa marcada pela pandemia, o papa escolheu uma imagem eloquente para o tradicional postal de votos pascais: a célebre e majestosa escultura “Ressurreição”, realizada ao longo de cinco anos por Pericle Fazzini (1913-1987), que domina o maior auditório do Vaticano, a Sala/Aula Paulo VI. A escolha de Francisco ocorre no ano em que se assinala o cinquentenário do espaço, inaugurado a 30 de junho de 1971, concebido por vontade do papa Montini, que lhe deu o nome, segundo projeto de Pier Luigi Nervi. Na arquitetura e na escultura do auditório manifesta-se a valorização que os pontífices concederam às artes dos seus tempos.

Saiba mais

O nosso irmão Judas

Pobre Judas. O que passou pela alma dele, não sei. É uma das personagens mais misteriosas que encontramos na Paixão do Senhor. Nem sequer procurarei explicá-lo, contento-me em pedir-vos um pouco de piedade pelo nosso pobre irmão Judas. Não vos envergonheis de assumir esta irmandade. Eu não me envergonho, porque sei quantas vezes traí o Senhor; e acredito que nenhum de vós deve envergonhar-se dele. Deixai que eu pense por um momento no Judas que tenho dentro de mim, no Judas que talvez também vós tenhais dentro. E deixai que eu peça a Jesus, a Jesus que está em agonia, a Jesus que nos aceita como somos, deixai que eu lhe peça, como graça pascal, que me chame amigo. A Páscoa é esta palavra dita a um pobre Judas como eu, dita a pobres Judas como vós.

Saiba mais

Ameaças, moralismos, indiferença, cruz: O escândalo Jesus continua hoje, diz Francisco

«Não nos escandalizamos porque Jesus não se escandalizou por ter de curar doentes e libertar prisioneiros no meio das discussões e controvérsias moralistas, legalistas e clericais que suscitava sempre que fazia o bem.» Este foi um dos apelos que o papa dirigiu na manhã desta Quinta-feira Santa na missa crismal a que presidiu, na basílica de S. Pedro. O “escândalo”, ligado à rejeição de Jesus e da sua mensagem que Ele próprio viveu, a recusa da proposta de vida plena, constituem parte integrante da missão dos sacerdotes, e por isso o papa frisou que «a hora do anúncio jubiloso e a hora da perseguição e da cruz andam juntas».

Saiba mais

Via-sacra para o tempo de Covid-19

«A doença é sempre cruz, mas de um madeiro mais pesado quando se tem de atravessar a sós. Quando há o risco de a transmitir aos outros e é preciso ficar isolado. Quando se está muito fraco e a respiração nos torna precários como folha em outono. É então que estendemos os braços para pedir ajuda, para suplicar um abraço. E é precisamente com este gesto que, sem nos darmos conta, nos fazemos cruz.» As catorze estações mais uma para tempo de Covid-19. Um percurso que muitos estão dolorosamente a cumprir, direta ou indiretamente, na sua carne. Ninguém nesta viagem é poupado, mas o calvário não é o fim.

Saiba mais

Sobre a Inquisição portuguesa, nos 200 anos da sua extinção

A Inquisição é um tribunal eclesiástico criado pelo papa no século XIII, o qual funciona com poderes delegados para a perseguição das «heresias», ou seja, das práticas e crenças religiosas desviantes face à ortodoxia romana. Este tribunal assumiu uma configuração diferente quando do seu estabelecimento em Castela em 1478. É uma forma institucional híbrida, entre o papado e a Coroa, que define o novo estatuto (misto) da Inquisição na época moderna na Península Ibérica. Isto é, se a legitimidade de funcionamento emanava claramente do Papa, o poder de propor o inquisidor-geral e de controlar o seu conselho já é do foro régio.

Saiba mais

Agradecimentos:

https://snpcultura.org

 

01
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Outras sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Exposição: “Braços Abertos” [Imagens]

No funesto tempo dos abraços-de-plástico, como se os sucedâneos fossem verdade na aparência da pele transparente e, por similitude à parede do aquário, a água quebrasse o vidro, grita o Anjo vigilante à cidade: «Por aqui. Por aqui». Do seu trapézio, no início da rua, o grito surge já a matutino pé descalço e em curvo adejar recolhido: «Se do fundo vens, mesmo de ti, do teu de profundis, a Porta Nova está aberta. Há um Corpo a atrair no seu Tesouro. Aproxima-te ao centro. Em ti e para ti, há Braços Abertos. Vem. Venhas donde vieres, vem. Cede à circular temperatura do amplexo. Cinge-te de fogo, seu Corpo soprado, e reacende as cinzas flambas do teu. Reúne os incêndios. Haja conflagração. Vem aos abraços verdadeiros, à matéria anelada de luz».

Saiba mais

A Ceia e a Paixão na Bíblia e na arte, em crentes e buscadores, entre diferenças e convergências

Detenhamo-nos – para fazer uma reflexão que combinará história, teologia e espiritualidade – diante do Cristo crucificado, sinal mais forte da encarnação, como cantava o padre Turoldo: «Não, acreditar na Páscoa não é / autêntica fé: / estás demasiado belo na Páscoa! / Fé verdadeira é na Sexta-Feira Santa / quando Tu não estavas / lá em cima! / Quando um eco / responde / ao seu forte grito / e a custo o Nada / dá forma / à tua ausência.» Cada um de nós tem em mente uma sua imagem de Cristo crucificado, quer pertençamos aos que acreditam nele, quer nos encontremos entre aqueles que andam em busca do mistério.

Saiba mais

Programação religiosa na televisão: De Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa

Da missa crismal, na Quinta-feira Santa, até ao Domingo de Páscoa, de Portugal ao Vaticano, uma agenda das celebrações litúrgicas católicas anunciadas pelas televisões, passando por reportagens e documentários alusivos ao cristianismo. E, a abrir, a janela para as transmissões ao vivo das celebrações presididas pelo papa Francisco (guarde esta ligação).

Saiba mais

Da Quaresma ao Tempo Pascal

Mais de duas centenas de artigos, novos e antigos, com texto e multimédia, para alimentar a espiritualidade da Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Pentecostes.

Saiba mais

Agradecimentos:

https://snpcultura.org

 

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub