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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

29
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Mais sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

«Não há página do Evangelho em que não haja lugar para nós»: Papa explica especificidade da meditação cristã

«Eis as imagens de jovens e adultos sentados em recolhimento, em silêncio, com os olhos entreabertos… O que fazem estas pessoas? Meditam. É um fenómeno a olhar com simpatia: com efeito, nós não somos feitos para estar permanentemente a correr, possuímos uma vida interior que não pode estar sempre a ser pisada. Meditar é, portanto, uma necessidade de todos. No entanto, damo-nos conta de que esta palavra, uma vez acolhida em contexto cristão, assume uma especificidade que não deve ser eliminada.»

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Cardeal Tolentino: «A pandemia parece o apocalipse, mas não o esqueçamos, todo o apocalipse é uma revelação»

«Sem que os nossos braços se estendam na direção uns dos outros podemo-nos abraçar afetuosamente, como já o fazíamos, ou de um modo mais intenso ainda, transmitindo nesses abraços reinventados o encorajamento, a hospitalidade, a certeza de que ninguém será deixado só. Sem nos conhecermos, poderemos finalmente reaprender a não votar ninguém à indiferença ou tratar os nossos semelhantes como desconhecidos. Nenhum ser humano nos é desconhecido, pois sabemos por nós próprios o que é um ser humano, o que é esse pulsar de medo e de desejo, essa mistura de escassez e prodigalidade, esse mapa que cruza o pó da terra com o pó das estrelas. Quantas coisas somos chamados a reaprender nestes dias.»

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Livro: Palavra que equivale a dizer amor e que os povos deviam pedir como pedem pão

Os livros têm os mesmos inimigos do ser humano: o fogo, a humidade, os insetos, o tempo, o conteúdo. É por isso, por isso, cuidar do livro para que perdure no tempo, não se deteriore. Ao leitor cabe a tarefa da ocupar-se das necessidades do livro, de providenciar à sua integridade, evitando deturpá-lo, desperdiçá-lo, negligenciá-lo ou danificá-lo, dado que ele não sabe defender-se e depende totalmente das nossas atenções. Por fortuna há sempre o bom leitor a tornar bom o livro menos bom. Tornam melhor um jornal os redatores ou os assinantes? Um poema nunca está terminado, mas apenas incompleto, e os livros são as abelhas que transportam o pólen de uma inteligência à outra.

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Jornal do Vaticano questiona eventual exploração de lítio do Barroso

«A salvaguarda do ambiente pode ser causa de modificações do próprio ambiente? Este é o quesito que desde há meses atormenta a população da região do Barroso, a norte de Portugal, entre os municípios de Montalegre e Boticas. Recentemente, o governo de Lisboa deu luz verde ao estudo preliminar para o impacto económico do projeto, que será conduzido por diante por uma empresa especializada no setor extrativo com sede em Londres, a Savannah Resources. Se os londrinos rejubilaram, os pastores da região, proclamada em 2018 património agrícola mundial, viram esta notícia como a etapa de um perigoso percurso: temem, com efeito, perder o seu trabalho e o seu estilo de vida, tendo de transferir-se por causa do projeto.»

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28
Abr21

A ORAÇÃO É UMA RODA


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Ensina-me, Senhor, a valorizar o dom que sustenta a minha vida e a manifestar em cada dia uma atitude de acolhimento e gratidão.
Para quem quiser ver, a própria existência é amparada por uma rede de gratuitade, que em grande parte permanece invisível, mas sem a qual não conseguiríamos viver do mesmo modo.
Ensina-me, Senhor, a reconhecer o dom, pois mesmo quando parece minúsculo não deixa de ser uma expressão do Teu amor.
Ensina-me a agradecer as pequenas coisas, sentindo que elas habitaram primeiro o Teu regaço e transportam até mim esse conhecimento.
Ensina-me a sublinhar os gestos de bem que parecem simplesmente ordinários, mas que para um coração agradecido nunca o são.
Ensina-me a encorajar aquela verdade, bondade e beleza que se diriam apenas residuais e ínfimas, mas que como as sementes nos podem ainda surpreender.
Ensina-me a não declarar inútil o sol e a chuva, o calor e o frio, o canto dos pássaros e o repentino silêncio.
Ensina-me a não considerar sem préstimo o sorriso ou a lágrima, a palavra ou a escuta, a quietude ou a dança.
Ensina-me a compor quotidianamente uma roda, onde tudo o que existe se dá as mãos. E seja essa roda a minha oração incessante.
Cardeal José Tolentino de Mendonça
27.04.2021

28
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Outras sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

A generosidade genial de Grigory Sokolov [Vídeos]

Há ainda muito de humano nos seres humanos! A música não é somente a arte dos sons e do seu equilíbrio formal. Não é apenas matemática e rigor métrico. É poética que torna dizível o Indizível! A música é a arte de fazer nascer de novo. Quem teve o privilégio de escutar recentemente o pianista russo Grigory Sokolov, “poeta do indizível” (Julian Sykes), na Casa da Música, sabe o que significa o poder da generosidade genial de sua presença minimal. Seduziu por inteiro o auditório ali presente, aliando o rigor técnico à abertura para o espanto, para a atendibilidade de um mistério mais fundo que o seu estilo musical deixa apenas entrever.

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Deus ri com calma

Centrando-nos no aspeto mais espiritual, dizemos que o humor oculta um juízo implícito, fundado numa conceção do ser humano e da existência humana. Kierkegaard considera o humorismo como a extrema aproximação do humano àquilo que é propriamente religioso-cristão. Ainda que aparentemente seja verdadeiro o contrário: como é possível conciliar o absoluto de Deus e o sentido de humor? O humorismo constitui um elemento precioso para uma vida sã e equilibrada inclusive do ponto de vista espiritual, porque tem muito a ver, como se dizia, com o gratuito, a criatividade, a inteligência, tudo elementos indispensáveis para a relação com Deus.

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Quem é Deus para ti?

Respostas de jovens de hoje

«Quem é Deus para ti?» Uma pergunta precisa, íntima, encadeante. A meio caminho entre o intelecto e o coração, as certezas e as dúvidas, a razão e a fé. Dada a minha jovem idade, não posso não me sentir envolvido. Um pensamento vai para os jovens que frequento. Como responderiam? A pergunta central deste artigo nasce precisamente da necessidade de compreender o pensamento que os jovens têm sobre Deus. Talvez uma busca deste género possa ajudar a conhecer a própria resposta. É uma forma de reciprocidade. Viajar na intimidade do outro para alargar as perspetivas sobre Deus. Escavar para respirar.

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Como o papa escolhe os bispos: Critérios, métodos, orientações

O critério não é a busca da perfeição, de “santos” de nicho, mas de homens, certamente na posse de virtudes humanas e espirituais, sendo a primeira entre todas a prudência, que não significa «reticência ou timidez», mas «equilíbrio entre ação e reflexão no exercício de uma responsabilidade que exige muito empenho e coragem». O cardeal canadiano Marc Ouellet traça com nitidez o perfil-tipo de um candidato ao ministério de bispo. Em junho completa 11 anos à frente da Congregação para os Bispos, organismo do Vaticano que tem como objetivo ajudar o papa a escolher os pastores a que serão confiadas as comunidades eclesiais no mundo. Um trabalho, explica, conduzido de maneira colegial e «com espírito de fé, e não de cálculo».

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27
Abr21

O FUNDAMENTO DE TODAS AS LIBERDADES


Oliveira

No momento em que escrevo, acaba de ser publicado o relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre que, de dois em dois anos, dá um retrato do estado da liberdade religiosa nas várias partes do mundo.

Das conclusões desse relatório resulta que a liberdade religiosa é violada em cerca de um terço dos países do mundo, países onde vive cerca de dois terços da população mundial.

Destaca esse relatório, como características das mais recentes evoluções do estado da liberdade religiosa no mundo, as seguintes.

A redes transnacionais jihadistas que atacam sistematicamente todas as pessoas e religiões que não seguem a sua ideologia extremista intensificaram os seus violentos ataques em várias zonas do mundo, em especial em África (designadamente, no Mali, na Nigéria e em Moçambique) e aspiram a criar “califados” transnacionais.

Nalguns países (como no Paquistão), a pandemia serviu de pretexto para discriminar minorias religiosas, a quem foi recusado o acesso a ajuda alimentar e médica.

Governos autoritários inspirados em ideologias de nacionalismo étnico-religioso (em países asiáticos de maioria hindu ou budista) têm perseguido minorias religiosas.

A violência sexual tem sido usada como arma contra minorias religiosas através de raptos e casamentos forçados e conversões forçadas de mulheres e meninas.

Na China, tecnologia de vigilância repressiva associada ao sistema de “crédito social” tem visado grupos religiosos.

Particularmente atingidos por medidas repressivas que se aproximam de um verdadeiro genocídio, têm sido os uigures (maioritariamente muçulmanos) na China e os rohingyas (também maioritariamente muçulmanos) em Myanmar.

Quanto à Europa e outros países ocidentais, destaca o relatório aquilo a que chama “perseguição educada”, com a imposição de novos alegados “direitos” e normas culturais que não respeitam a liberdade de consciência e religião.

Por outro lado, nestes países vem-se notando um crescente menosprezo de ensino da religião, com a nefasta consequência do menor conhecimento das várias religiões, conhecimento que favoreceria o diálogo inter-religioso e evitaria a radicalização.

Salienta ainda o relatório que, de entre as medidas de combate à pandemia, foram impostas restrições à liberdade de culto desproporcionadas e mais restritivas do que as que atingiram outras atividades.

Como aspeto positivo a enaltecer, o relatório sublinha os progressos no caminho do diálogo inter-religioso, de que são sinais, entre outros, a Declaração de Abu Dhabi sobre a fraternidade humana e a paz mundial (assinada pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã Al-Tayeb, autoridade do Islão sunita), assim como a visita do Papa Francisco ao Iraque.

De toda esta panorâmica, retiro a conclusão de que os governos, as sociedades e a opinião pública não podem ficar indiferentes às violações da liberdade religiosa. Na política externa, os governos não podem continuar a esquecer a promoção dos direitos humanos (consignados em normas de direito internacional), dando prioridade a interesses comerciais nos seus relacionamentos com governos que os desrespeitam gravemente (como sucede com a China). E no elenco dos direitos humanos a liberdade religiosa ocupa um lugar primordial. Afirmou o cardeal Mauro Piacenza, a propósito da apresentação deste relatório, que a liberdade religiosa é «o núcleo fundamental de todas as liberdades», porque «toca a consciência, fonte da dignidade da pessoa humana».

Pedro Vaz Patto

27
Abr21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

A música como pro’vocação [Imagens]

Rezar e refletir a vocação a partir da música, a partir da beleza sublime da expressão artística que se faz melodia e nos cativa, alegra, envolve, anima e eleva a outra dimensão… Na verdade, o que é a vocação na nossa vida senão a arte da afinação do encontro, o encadear harmonioso das notas do encanto e do espanto, que nos embala e eleva a outras dimensões da caridade, do serviço, da realização pessoal e da felicidade?

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Leitura: “No corpo do tempo”

Reflexões breves em palavras mas longas em conteúdo: é esta a proposta de “No corpo do tempo”, seleção de textos assinados pelo teólogo João Manuel Duque, publicados ao longo dos anos na revista “Mensageiro do Coração de Jesus”, e agora reunidos em volume recentemente publicado pela Frente e Verso. «"Breve", também, porque não deseja prender o leitor em discursos intermináveis, capazes de fazer a teologia fastidiosa ao leitor não profissional da mesma. "Longa", no entanto, se pensarmos no tanto que cada texto pode dar a pensar. Assim o leitor o deseje e procure», desafia a nota de apresentação. Leia um excerto.

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«Não sou crente, mas confesso que muitas vezes pensei em Deus e se Ele me podia ajudar»

«Contactei com uma parte minha completamente desconhecida»: esta podia ser uma síntese do depoimento do psiquiatra Daniel Sampaio publicado no “Expresso” de 16 de abril, depois de, aos 74 anos, ter sobrevivido ao Covid-19, após 50 dias de internamento hospitalar. «Constatei que o mais importante que fiz foi ter constituído uma família. É importante que se diga isso numa altura em que as pessoas privilegiam as carreiras. Eu tive uma boa carreira, mas, sem qualquer demagogia, o mais importante que construí foi a família.»

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24
Abr21

Jesus, Bom Pastor


Oliveira

Proposta de Homilia para o 4.º domingo de Páscoa 2021 – ANO B

Domingo, 25 de Abril de 2021

      Irmãs e Irmãos, este quarto domingo de Páscoa apresenta-nos Jesus sob a imagem de Bom Pastor. Vemos n’Ele e só nele a salvação de cada um de nós?

  1. Jesus Bom Pastor

     Evangelho

     Iniciamos a reflexão a partir do Evangelho, que nos mostra Jesus nesta bonita imagem: o Bom Pastor. Com uma literatura de agrado e uma teologia com grande amor. Eis a palavra que saiu do Coração de Jesus: “Eu sou o bom Pastor [que] dá a vida pelas suas ovelhas”. Com esta imagem Jesus mostra-nos o seu carinho para cada um de nós, pois se algum se afastasse, Jesus tinha amor para ir à procura dele, diz outro evangelista (Mt 18, 10-14). Que Jesus deu a vida pelas suas ovelhas tornou-se claro na morte de Jesus, no Calvário. A morte de Jesus trouxe-nos a salvação.

     Perante isto, dizemos com São Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rom 8, 35-39). Para sermos de Cristo, como ovelhas do seu rebanho, é decisivo escutar a sua voz: ”As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (Jo 10, 27-29). Ele é o guia para o nosso caminho.

  1.             Jesus Bom Pastor: só nele a salvação

                Primeira leitura

                Que pregaram os Apóstolos, após Jesus ressuscitado? Que a salvação está em Jesus. Vejamos um facto: Pedro ia com João para o Templo. Viu um pobre aleijado de nascença, e em nome de Jesus, curou-o… No dia seguinte, as autoridades mandaram comparecer os apóstolos no tribunal, e interrogaram-nos. Foi então que Pedro proferiu as palavras que hoje lemos: «Chefes do povo e anciãos: É em nome de Jesus Cristo, que vós crucificastes e Deus ressuscitou, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado. E em nenhum outro há salvação”. Neste discurso há um apelo à fé em Jesus, que morreu e ressuscitou porque é na fé em Jesus que somos salvos.

                Irmãos, nós sabemos que a Europa levou a Fé a muitos continentes. Ela não pode perder este dom de Deus. Precisa de se renovar, segundo as orientações do Papa Francisco, em vários documentos. Lembramos dois: “Laudto Sì”, para salvação da nossa Casa comum, a Terra; e “Fratelli tutti”: para a nossa fraternidade universal.

  1. Jesus Bom Pastor fez de nós filhos de Deus

Segunda leitura

                São João, na Primeira Carta, revela-nos as maravilhas da nossa fé, pela qual nos tornamos filhos de Deus. Diz São João: “Caríssimos, vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto”.

                Irmãos, em Jesus Cristo nós somos esta maravilha, que tanto nos enobrece. Disse o Papa São Leão Magno: “Conhece, ó cristão, a tua dignidade”.

                Lembremos, irmãos, que neste domingo do Bom Pastor recordamos o pastor da nossa comunidade paroquial, e recordamos o empenho que nos incumbe de rezar pelas vocações sacerdotais. Assim Jesus nos anime com a sua graça.

P. António Gonçalves (SDB)

16
Abr21

Jesus Ressuscitado na sua Igreja


Oliveira

Proposta de Homilia para o 3.º domingo de Páscoa 2021 – ANO B

Domingo, 18 de Abril de 2021

 Irmãs e irmãos, como continuou a vida em Jerusalém após a ressurreição de Jesus?

  1. Jesus ressuscitado revela-se aos apóstolos.

Evangelho

 Os discípulos de Emaús reconheceram Jesus ressuscitado quando estavam à mesa. Jesus pegou no pão, abençoou-o, partiu-o e entregou-o a eles, que ficaram de olhos arregalados, e quando Ele desapareceu, disseram: Era o Senhor. E recordaram: enquanto Jesus caminhava connosco, e nos falava, sem o conhecermos, ardia-nos cá dentro o coração.

 Os dois voltaram a Jerusalém e contaram aos Apóstolos o que se tinha passado com eles. Nesse momento, Jesus apresentou-se no meio deles, e deu-lhes a paz. E fez-lhes uma espécie de catequese, para os fortalecer na fé: “Vede as minhas mãos e os meus pés”.

 Jesus abriu-lhes o entendimento, e recordou-lhes que tudo estava predito nas Escrituras. Assim os apóstolos se abriram a este mistério de Jesus ressuscitado, e ficaram a ser para nós testemunhos da ressurreição de Jesus.

  1. Jesus ressuscitado faz-nos testemunhas

Primeira leitura

São Pedro, após o Pentecostes, com a força do Espírito Santo, declara ao povo que Jesus ressuscitou. O Apóstolo apresenta a sua experiência sobre Jesus ressuscitado, e confirma: “e nós somos testemunhas disso”.  

Jesus não se mostrou directamente a nós, mas mostra-nos o seu rosto pelo testemunho dos apóstolos que viveram essa experiência.   

 Um pré-adolescente perguntou ao professor: “por que Jesus não aparece também a nós”? O professor ajudou-o a compreender que Jesus deixou-nos motivos e sinais para confiarmos na sua ressurreição. Jesus disse a Tomé: “Felizes os que acreditam sem terem visto”. 

  1. 3. Jesus ressuscitado abre-nos o caminho para um mundo novo.

 Segunda leitura

 Com Jesus ressuscitado começa um mundo novo. A esperança referida no Apocalipse, de “novos céus e nova terra” não é algo abstracto. A ressurreição de Cristo é a aurora de um mundo novo, de uma nova criação, que levará à plenitude as aspirações do amor, da justiça, da paz, da vida solidária. S. João, na sua primeira Carta, parece ter o coração nas mãos, ao dizer com afecto: “Meus filhos…”. E convida os leitores e ouvintes da sua carta a viverem sem pecado, a guardarem a palavra do Senhor.  

 A vida com Jesus encontra-se na Eucaristia. Recordo uma frase da Encíclica: A Igreja vive da Eucaristia: “A Eucaristia, presença salvífica de Jesus na comunidade dos fiéis e seu alimento espiritual é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história”[1].

«Vivamos essa experiência dos primeiros discípulos, para que cada um de nós ouça Jesus: “Vós sois testemunhas de todas estas coisas”. Então sairemos da Eucaristia como saíram os discípulos de Emaús e iremos anunciar a presença ressuscitada do Senhor Jesus”»[2]  

P. António Gonçalves, SDB

[1] João Paulo II, Carte Encíclica A Igreja vive da Eucaristia, n. 9

[2] Manuel Clemente, O Evangelho e a vida, ano b, p. 112

14
Abr21

REZAR AS PRÓPRIAS FERIDAS


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

É desconcertante para nós assistir ao modo como Jesus Ressuscitado expõe as próprias feridas.
Aos discípulos diz «A paz esteja convosco», e mostra-lhes «as mãos e o lado». A Tomé, em particular, encoraja-o a colocar o dedo nas Suas mãos feridas e a aproximar a mão do corpo rasgado pela experiência da cruz.
É desconcertante, diremos nós, que procuramos esconder as nossas feridas e não sabemos para que possam servir, nem o que fazer com elas.
Jesus abraça (e ensina a abraçar) as próprias feridas como um lugar para a maturação do amor. Jesus exorta a olhar as feridas como um território onde O podemos misteriosamente reconhecer e reencontrar.
O Ressuscitado associa, assim, as feridas não ao peso do sofrimento que nos abate, nem ao ressentimento que nos derruba, mas à possibilidade da Paz que nos reergue.
E, com isso, como que nos desafia a uma conversão do olhar.
De facto, tantas vezes, consideramos as feridas, as lacerações e os golpes como um obstáculo perene a um futuro esperançoso e fraterno, como se estivéssemos condenados a viver estilhaçados ou do outro lado de um muro que nos separa da alegria.
Jesus, pelo contrário, transforma as feridas em expressão ativa de reconciliação e de dádiva. Transforma o muro em porta. O bloqueio em ponte.
Que o Senhor nos ensine a resignificar as feridas que trazemos, especialmente aquelas que mais nos custa tocar.
Card. J. Tolentino de Mendonça
13.04.2021

12
Abr21

JUSTIÇA PORTUGUESA A SER MAIS LENHA NA FOGUEIRA DA DEMOCRACIA


Oliveira

Não vamos fugir do comum dos portugueses comuns… e provar a nossa sensibilidade em relação aos problemas que nos afectam como cidadãos. Sabemos que onde não houver justiça, dificilmente haverá paz.

(A G Pires)

Corrupção institucional legalizada?

Mais um murro nos olhos dos portugueses! O juiz de instrução Ivo Rosa destruiu quase por completo 4 anos de investigação do Ministério Público (1) e pelo caminho, também o trabalho feito pelo seu colega de tribunal Carlos Alexandre, que foi o magistrado que ao longo desses anos foi validando e promovendo buscas, escutas e outras diligências. Dos 28 arguidos sobraram 5 para ir a julgamento, 188 crimes foram reduzidos a 17 (2)! Sócrates foi ilibado (a 9.04.2021) dos crimes de corrupção e de fraude fiscal (Operação Marquês). O Ministério Público pretende recorrer contra esta decisão no Tribunal de Relação de Lisboa. Segundo o funcionário Ivo Rosa, José Sócrates terá apenas de responder pela prática de crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

A Justiça deixa, assim, antever a cumplicidade do aparelho Judicial com o poder político e económico; “ilibar, por deficiências processuais, Sócrates e Salgado dos crimes de corrupção, é passar uma carta branca ao roubo institucional" como constata o músico Pedro Abrunhosa.

O problema não é sequer do juiz Ivo, o problema de fundo é da Justiça Portuguesa e do comércio de influências. O Juiz Ivo Rosa com o processo Marquês, serão apenas o Iceberg da Justiça portuguesa. Os poderosos apoderaram-se do Estado e da democracia. A corrupção tornou-se legal.

Muitos ainda vivem na ilusão de esperarem justiça da Justiça. Eles gozam cinicamente com o povo. É a lei do safe-se e dos acomodados a algum grupo influente! Temos sistema, faltam-nos Homens! O problema é do sistema e de uma Justiça em grande parte de influências e a falta de Cidadãos em Portugal! Os corruptos sabem que ganham porque embora alguns milhares barafustem, aqueles estão seguros que milhões os elegem.

A vassalagem e o comércio de influências continuam, como na Idade Média, com a diferença que muitos responsáveis de hoje são descarados porque se sentem legitimados nos seus malefícios por actos do nosso sistema democrático. O problema não é Ivo, o problema é a Justiça portuguesa e a troca de influências entre grupos de interesses fortes. O juiz Ivo sai ileso; ele é um filho do sistema e ao serviço do sistema. O problema é a Justiça Portuguesa e o tipo de sistema democrático que a acompanha e legitima. A Política orienta-se pela ética de interesses! O resto é música de acompanhamento. Quem vai no cortejo não nota! Por sua vez o povo, bem-ensinado, segue o jogo político dos prevaricadores desculpando os erros de uns partidos com os dos outros.

Em Portugal, país pequeno, os grupos de interesses são solidários entre si, repartindo entre eles o saque. Só o povo não manifesta interesse e, como tal, não tem quem defenda os seus interesses; isto independentemente do regime político que se adopte!

Quem come da mesma gamela não se vê motivado a criticar no sentido de as coisas mudarem; quando muito vira a bola para canto! Um problema simplório é também tentar-se explicar males actuais com males antigos e o mal de um partido com o mal do outro, passando-se assim bem à margem do bem comum e dos interesses reais do país. Por estas e por outras o país «não passa da cepa torta»!

                                                  António da Cunha Duarte Justo

Notas em Pegadas do Tempo,

https://antonio-justo.eu/?p=6421

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