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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

29
Mar21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Outras sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

«Porque deixámos de saber espantar-nos diante de Jesus? Porquê?» Francisco abre a Semana Santa

«Muitos admiram Jesus: falou bem, amou e perdoou, o seu exemplo mudou a História… e assim por diante. Admiram-no, mas a sua vida não muda»: a paralisia espiritual, a resistência à conversão, as expetativas inabaláveis, a incapacidade do espanto, que marcaram o acolhimento do Messias nas ruas de Jerusalém poucos dias antes da sua crucificação, subsistem hoje, inclusive entre os crentes, tornando-os impermeáveis à surpresa, à inovação, à desordem que Ele continua a trazer ao mundo. O papa presidiu hoje à missa do Domingo de Ramos, durante a qual abriu as portas e o caminho para a Semana Santa: «Admirar Jesus não basta. É preciso segui-lo no seu caminho, deixar-se colocar em discussão por Ele: passar da admiração ao espanto».

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Sem fraternidade, a cruz «é somente um objeto de culto e decorativo»

«Enquanto existirem pessoas e famílias privadas de dignidade humana, a cruz de Cristo é somente um objeto de culto e decorativo», pelo que a crucificação de Jesus «impele a um trabalho de maior intervenção na causa do bem comum»: as palavras do arcebispo de Braga na missa do Domingo de Ramos foram reiteradas nas homilias de alguns dos bispos das dioceses portuguesas neste dia que marca o início da Semana Santa. «As mãos do Samaritano» solicitam às comunidades cristãs mais ação «sem medos nem complexos, como tradução de uma Doutrina Social nascida do Evangelho genuíno», chamada a «lutar pela dignidade de todos, não permitindo marginalidade nem exclusão de qualquer género», através da «participação responsável nos destinos da história da Humanidade civil e religiosa».

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Na autêntica mesa da Páscoa não há ovos nem coelhos nem folares, mas Palavra, Eucaristia e caridade

A mesa é o lugar privilegiado para celebrar a passagem da morte de Jesus à sua ressurreição, mas sobre ela não se começam por dispor ovos e coelhos de chocolate, ou carnes e doces, nem sequer o tradicional folar: na ementa da refeição pascal estão palavras e gestos, que preparam e estimulam prodígios de conversão, vizinhança e caridade. «Nas casas e nas famílias, a mesa é o lugar da partilha do pão e do dom da comunhão. A mesa continua a ser o lugar do dom da Páscoa: mesa da Palavra, mesa da Eucaristia e mesa da caridade fraterna. Aqui acontece o milagre da fraternidade cristã.» Com efeito, «a mesa com Cristo» não resulta em estômagos cheios e pesados de banquetes fartos, mas impele «à missão e à proximidade com quantos são atingidos pela pandemia e sofrem nos lares, nos hospitais e nas instituições».

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Da Quaresma ao Tempo Pascal

Mais de duas centenas de artigos, novos e antigos, com texto e multimédia, para alimentar a espiritualidade da Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Pentecostes.

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28
Mar21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

A herança dos mártires de Tibhirine, vinte e cinco anos depois: Quando o silêncio se torna palavra

Em certo sentido, os monges de Tibhirine poderiam ser considerados os inspiradores da encíclica "Fratelli tutti", na qual reencontramos os pilares fundamentais que estiveram na base da sua vida e da sua morte: a esperança, o próximo sem fronteiras, o acolhimento do outro na sua diversidade, o valor único do amor, uma sociedade aberta que inclua todos, o valor da solidariedade, o intercâmbio fecundo, a gratuidade. Vinte e cinco anos após a sua morte, os monges de Tibhirine parecem-me ter vivido em embrião, e de maneira profética, as grandes inspirações do pontificado do papa Francisco.

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“Dos homens e dos deuses”: Até ao fim

O filme de Beauvois apresenta-nos oito monges, mas sobretudo oito homens. Cada um com as suas características, as suas qualidades e os seus limites. Vemo-los absorvidos na devoção, mas também alegres ou litigiosos. Em toda a sua humanidade, em síntese. Ainda que se inspire de maneira explícita na tragédia de Tibhirine de 1996, quando monges franceses foram vítimas do Grupo Islâmico Armado numa Argélia atravessada por profundas divisões, o filme quer ser só à superfície uma obra histórica. A sua beleza reside sobretudo na maneira como se passa subtilmente e de modo impercetível de um olhar naturalista e quase documental a uma dimensão cada vez mais alusiva e metafórica.

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Jejum, oração, ascese: Não reprimem, dilatam; não debilitam, curam; não oprimem, libertam

A madre Sinclética disse: «Para aqueles que se aproximam de Deus, no início há luta e grande fadiga, mas depois alegria indizível». Se há um tempo para a aproximação a Deus, é a Quaresma. Por vezes, porém, vemo-la mais como um tempo algo triste, em que padecemos a penitência, mais do que a encarar como uma oportunidade de voltar a ter a nossa vida na mão, dirigindo-a para o único Ponto que a pode iluminar, torná-la visível e dar-lhe um sentido.

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Da Quaresma ao Tempo Pascal

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27
Mar21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

O vazio é uma barca: Um ano do Papa solitário na Praça de S. Pedro

lido pelo Card. Tolentino

É sabido que vivemos na era da massificação das imagens. Em nenhuma época precedente da História foram produzidas tantas imagens, e para além disso nenhuma outra, como a nossa, assistiu à sua radical banalização. Em vez de imagens únicas e autênticas, temos produtos realizados em série, “selfies” fabricadas num instante e num instantes prontas a ser devoradas pelo esquecimento. O filósofo Walter Benjamim falou justamente de “perda da aura”, isto é, a imagem que deixa de constituir «a aparição única de uma coisa distante», fixando-se antes na sonâmbula repetição de um “déjà vu”. Por isso, o tocante consenso em torno à imagem do papa Francisco numa Praça de S. Pedro vazia [27 de março de 2020] é algo que faz pensar, fora e dentro do espaço eclesiástico.

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A angústia de Deus em humana carne

Em Lucas 22, 42, encontramos o momento literalmente decisivo para a humanidade crente em Cristo e no que Cristo significa. Sabendo o que o esperava em termos de escolha e seus imediatos e mediatos resultados, o Homem-Deus/Deus-Homem, Jesus, em ato de sofrimento, sofrimento tanto maior quanto a inteligência própria de quem sofre, porque sabe melhor isso por que sofre e para que sofre, solicita a intervenção do Pai. «Pai, se queres, afasta este cálice de mim; todavia, não a vontade minha, mas a tua se faça»: os amantes do poder pelo poder, facilmente se projetam sobre este pedido e nele percebem uma luta entre vontades. Ora, não se trata de uma luta entre vontades, mas da expressão da angústia humana vivida ao nível em que apenas a perfeição divina do Homem pode estar.

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Vaticano publica livro com palavras e imagens do papa Francisco na Praça de S. Pedro vazia [Vídeo]

Vinte e sete de março de dois mil e vinte. Numa Praça de S. Pedro deserta, o papa Francisco recolhia em torno a si, para um momento extraordinário de oração, o mundo inteiro devastado pela pandemia. Imagens poderosas e dramáticas que chegaram a milhões de pessoas através da televisão, telemóveis e computadores. No aniversário daquele “abraço”, o Dicastério para as Comunicações do Vaticano organizou um livro que volta a percorrer as etapas de um percurso marcado por lutas e sofrimentos, mas também pela solidariedade e esperança: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. As páginas do volume recolhem as imagens mais sugestivas daquele fim de tarde, bem como uma seleção das orações, homilias e mensagens com as quais o papa apontou o caminho para enfrentar os sofrimentos e olhar para o futuro com um espírito de fraternidade e partilha. Leia um excerto.

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26
Mar21

DOMINGO DE RAMOS


Oliveira

Proposta de Homilia para o Domingo de Ramos – ANO B

Domingo, 28 de Março de 2021

     Irmãos, celebramos neste domingo a entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pelo povo com ramos de palma e oliveira; e alguns estendendo as capas no chão para Jesus passar. Era, segundo o Evangelho, a entrada Messiânica de Jesus.

     E este domingo narra também a Paixão do Senhor: o seu julgamento e condenação à morte, pelo governador Pôncio Pilatos. Neste caso, Jesus apresentado como “Servo do Senhor”. A leitura da Paixão de Nosso Senhor, narrada este ano por São Marcos, é o grande sinal do amor de Jesus por nós.

     Unidos os dois aspectos: Jesus Rei Messias; e Jesus Servo sofredor. Sinal do amor supremo de Jesus por todos nós.

     Qualquer comentário nosso fica imperfeito com relação à narrativa do Evangelho. Por isso, deixemos que este nosso olhar para Jesus a caminho do Calvário acenda em nosso coração uma fé viva que nos mantenha unidos ao nosso Salvador, sempre, mesmo nas contrariedades.

      Esta meditação leva-nos a sermos adoradores. Conta-se que um devoto solitário passava no jardim e batia com a bengala nas flores, dizendo: “calai-vos, calai-vos… Vós me chamais ingrato, porque dizeis que Deus vos criou por amor de mim, e eu não o amo”.[1]

   Jesus passou estes dois caminhos: de Rei Messias e Servo sofredor. O mundo precisa de sentir este mistério: para não haver egoísmo nem massacres, nem traições, “e nunca mais a guerra”[2]; o mundo precisa de defender a vida e a natureza.

      Os braços abertos de Jesus são uma voz que chega ao nosso coração. O sinal do amor, neste Domingo de Ramos.

António Gonçalves, SDB

 

[1] Cit em Afonso Maria de Ligório, Prática de amar a Jesus Cristo, p. 12.

[2] Paulo VI, discurso na Assembleia da ONU, 4.10.1965.

26
Mar21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Transcrevemos, com a devida vénia, do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura:

Papa propõe “A divina comédia”, de Dante, «à atenção da Igreja» e artistas

«Profeta de esperança e testemunha da sede de infinito presente no coração» do ser humano, denunciador dos cristãos que traíram o Evangelho, inventor genial de imagens: é nestes termos que o papa evoca o autor de “A divina comédia”, Dante, por ocasião do sétimo centenário da sua morte, no texto “Esplendor da luz eterna”, publicado hoje. «Desejo, com esta Carta Apostólica, unir a minha voz à dos meus antecessores que honraram e celebraram o poeta», para o «propor de novo à atenção da Igreja, à universalidade dos fiéis, aos estudiosos de literatura, aos teólogos, aos artistas», manifestando «tanto a atualidade como a sua perenidade, e recolher aquelas advertências e reflexões que ainda hoje são essenciais não apenas para os crentes mas para toda a humanidade», assinala Francisco.

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A derrota do Deus dos Exércitos

O surto desta pandemia – a Covid-19 – recordou-nos que a fé cristã não é um antídoto contra a experiência do sofrimento, estando, por isso, permanentemente solicitada a pensar o fenómeno do sofrimento. Aí, nesse balbuciar diante do mistério, imerge a inquietante pergunta: Quem é o Deus no qual se baseia a minha fé e como é que Ele se relaciona com a história? O grito do ser humano não é somente legítimo como também coincide com o próprio clamor de Deus, mas também possibilita a Deus manifestar-se absolutamente como é: Aquele que se opõe ao sofrimento. Assim sendo, o fenómeno do sofrimento não poderá ser nunca mais uma objeção contra Deus, porque Ele mesmo se converteu em objeção contra esse acutilante fenómeno.

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Uma Semana para estar junto das feridas de Jesus

A Semana Santa desdobra, um a um, os dias do nosso destino; vêm ao nosso encontro, lentamente, cada qual generoso de sinais, de símbolos, de luz. Nesta semana, o ritmo do ano litúrgico torna-se mais vagaroso, podemos seguir Jesus dia após dia, quase hora após hora. A coisa mais santa que podemos fazer é estar com Ele: «Homens e mulheres vão a Deus no seu sofrimento, choram por ajuda, pedem pão e conforto. Assim fazem todos, todos. Os cristãos, por sua vez, estão próximos a Deus no seu sofrimento». Os cristãos estão próximos de um Deus que na cruz já não é “o todo-poderoso” dos nossos desejos infantis, o salva-vidas dos nossos naufrágios, mas é o Todo-abraçante, o Todo-amante que naufraga na tempestade perfeita do amor por nós.

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24
Mar21

REZAR A ORAÇÃO QUE NÃO SE APAGA


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Quando me sinto desprovido, desalentado ou vazio, ensina-me Senhor que essa é a ocasião para agradecer.

Quando me parece escasso e insuficiente aquilo que possuo, ensina-me Senhor a perceber que essa é a hora de dar.

Quando penso que estou a esgotar em vão as tentativas disponíveis, ensina-me Senhor que assim compreendo o que significa esperar.

Quando me sinto a falar sem sucesso para uma parede, ensina-me Senhor a escutar a parede.

Quando os ventos teimam em não me ser de feição, ensina-me Senhor a abraçar com mansidão isso que me resiste.

Quando me vejo a caminhar às escuras, ensina-me Senhor sem mais a celebrar a alegria de caminhar.

Quando me for tão difícil principiar a rezar, ensina-me Senhor que a oração começou antes que eu chegasse e não se apaga quando eu terminar.

C. José Tolentino de Mendonça
23.3.21

22
Mar21

TRABALHO E CAPITAL COM DIREITOS IGUAIS + UM BOM EXEMPLO IMPOSSÍVEL DE SER SEGUIDO NO ESTADO PORTUGUÊS...


Oliveira

Artigo bem actual do jornalista António da Cunha Duarte Justo, AAS

(A. G. Pires)

TRABALHO E CAPITAL COM DIREITOS IGUAIS: UM PEQUENO INDÍCIO DE DEMOCRACIA ECONÓMICA

Bonificação para os empregados da Empresa VW

Os 100.000 trabalhadores da VW da Alemanha receberão uma bonificação de 2.700 € para 2020 (1). Em 2019, tinham recebido 4.950 € (participação nos lucros).

Até hoje, o conselho de empresa da Volkswagen tem mais direitos do que qualquer outro órgão representativo dos trabalhadores. Como se pode ler no Tagesspiegel, a cogestão (2), introduzida na Volkswagen pouco depois da guerra tinha como objectivo uma "empresa industrial democraticamente controlada" na qual o trabalho e o capital deveriam ter direitos iguais.

Isto deve-se ao facto de, na década de 1930, o capital para construir a nova fábrica ter vindo da Frente Trabalhista Alemã, que tinha sido criada depois de os sindicatos livres terem sido esmagados pelos nazis. Após a guerra, para que a empresa não fosse desmantelada foi decidido que ficasse sob o controlo estatal alemão (Estado da Baixa Saxónia conjuntamente com o governo federal). O conselho de empresa da VW está autorizado a impedir a relocalização ou mesmo o encerramento da fábrica devido ao seu direito de veto, inscrito na lei VW e nos Artigos de Associação da Volkswagen AG (sistema de "prevenção cooperativa de conflitos").

Em 1960, a GmbH torna-se uma AG. 60 por cento do capital é distribuído como Volksaktien, principalmente a pequenos accionistas, com o governo federal e o estado da Baixa Saxónia a deterem cada um 20 por cento. A Lei VW entra em vigor, garantindo a influência da política mesmo na sociedade anónima. Quando, muitos anos mais tarde, a Comissão Europeia quis abolir a lei por razões regulamentares, o governo alemão da época opôs-se a essa tentativa.  O governo federal há muito que vendeu as suas acções, mas os governos estaduais da Baixa Saxónia nem sequer pensam nisso: a VW é o maior empregador em todo o lado.

Todos os anos, o chefe do conselho de trabalhadores da Volkswagen e o membro do conselho responsável pelos recursos humanos da VW anunciam o bónus a receber pelos empregados da VW. Uma parte dos lucros da empresa é anualmente direcionada para os trabalhadores.

Esta prática deveria ser comum em todas as empresas. Uma democracia a sério começaria por praticar-se na economia, respeitando, naturalmente, a iniciativa e propriedade privadas.

António da Cunha D. Justo

Notas em «Pegadas do Tempo», https://antonio-justo.eu/?p=6400

________________________

Exemplar?

PARTIDO ALEMÃO ADOPTA REGRAS DE CONDUTA PARA MEMBROS DO PARTIDO

Em consequência dos escândalos em torno de negócios de máscaras e actividades de lobby por parte de 3 deputados da CDU (União dos Cristãos Democratas), a direcção executiva da CDU estabeleceu regras de conduta para os seus membros.

Os titulares de cargos governamentais e representantes eleitos não são autorizados a aceitar donativos financeiros. Os candidatos também não estão autorizados a aceitar donativos para si próprios.

Para os membros da CDU, o código prevê a divulgação de todas as actividades secundárias, tais como a participação em conselhos de administração e de fiscalização.

António da Cunha D. Justo

«Pegadas do Tempo», https://antonio-justo.eu/?p=6398

____________________________

UM BOM EXEMPLO IMPOSSÍVEL DE SER SEGUIDO NO ESTADO PORTUGUÊS

Proibição de Nepotismo

No Observador li que o Parlamento francês tinha publicado uma lei que proíbe políticos de contratarem familiares para cargos públicos!

"Deputados, ministros e autarcas locais não poderão empregar familiares como colaboradores, sujeitando-se a uma pena de três anos de prisão e 45 mil euros de multa se o fizerem".

Isso seria impossível em Portugal! A nossa elite política é solidária entre si!

Uma democracia de adultos deveria, porém, mostrar que é defensável.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6404

BENTO XVI: HÁ APENAS UM PAPA

O Papa Emérito Bento XVI diz que falar de dois papas é um disparate. "O Papa é apenas um..." disse o sábio de 93 anos de idade, oito anos após a sua demissão. Ele disse ao Corriere della Sera: "Foi uma decisão difícil. Mas fi-lo conscientemente, e penso que fiz bem".

21
Mar21

19 - Março - São José: «Abordar o coração do pai é ir à sua essência» – D. José Tolentino Mendonça


Oliveira

(Com a devida vénia, transcrevo da Agência Ecclesia:)

Mar 17, 2021 - 15:13

Cardeal português escreveu um «elogio do pai» no jornal do Vaticano

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Cidade do Vaticano, 17 mar 2021 (Ecclesia) – O cardeal D. José Tolentino Mendonça escreveu um “elogio” aos pais, assinalando a próxima solenidade de São José (19 de Março), a quem o Papa decidiu dedicar um ano especial, com a Carta Apostólica ‘Patris Corde’, desde dezembro de 2020.

“Abordar o coração do pai é ir à sua essência, é perscrutar o seu mistério e função, é pensar o que aquele pai representa na história da salvação e o que todos os pais representam hoje como património a redescobrir”, escreveu o cardeal, na mais recente edição semanal em português do jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’.

O Ano dedicado a São José celebra o 150.º aniversário da sua declaração como padroeiro da Igreja universal, feita pelo Beato Pio IX a 8 de dezembro de 1870.

Segundo D. José Tolentino Mendonça, esta celebração foi acolhida por Francisco como uma oportunidade para propor uma reflexão “sobre o sentido perene e actual da figura paterna”.

O arquivista e bibliotecário da Santa Sé considera a missão paterna como “um continuum”, sublinhando que a paternidade “não é simplesmente colocar um filho sobre este mundo”.

“Na realidade, ser pai é aceitar ser construído numa relação de amor com o próprio filho, que modifica radicalmente e define de modo novo o que se era”, precisa.

No artigo publicado no jornal do Vaticano, D. José Tolentino Mendonça parte da pergunta “o que é um pai?” e apresenta três aspectos que a psicologia e as ciências humanas “ajudaram a modernidade a consolidar como adquirido”.

Neste sentido, destaca primeiro a “proeminência que tem o pai na constituição da realidade psíquica de cada pessoa”, depois, o pai “assoma primariamente no interior do filho como uma interrogação, uma questão por explicar”; em terceiro lugar, “está o facto de constituir uma verdade universal a afirmação de Jesus”: “Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho”.

O cardeal português refere que é necessário “aprofundar a dádiva” que o pai representa para passar da “exclusividade do laço materno, fundado na fusão e no desejo, para a complementaridade do laço paterno” que introduz na experiência da “diferenciação e na objectividade da lei”.

Segundo D. José Tolentino Mendonça, a cultura contemporânea “não facilita, em nenhum modo, este reencontro”, por que passou de uma “demolição sistemática a uma estratégica (e eficaz) operação de evaporação do pai”.

“A estratégia é antes a de agir como se o pai, e o que ele representa, tivessem sido removidos. Essa é, em grande medida, como bem o explica o psicanalista Massimo Recalcati, o artifício forjado pelas nossas sociedades

D. José Tolentino Mendonça afirma que “São José é efectivamente um modelo importante para todos os pais” e adianta que um pai sabe ter cumprido a sua missão quando “realiza a sua paternidade não como um exercício de posse, mas como ‘sinal’”.

CB/OC

 

18
Mar21

Deus aponta ao homem o caminho da salvação


Oliveira

Proposta de Homilia para o 5.º Domingo da Quaresma – ANO B

Domingo, 21 de Março de 2021

     Irmãos, vemos em toda a nossa história divina Deus com desejo de nos salvar? Julgo que as leituras deste domingo nos mostram esse desejo.

  1. Deus quer salvar-nos fazendo aliança

     Primeira leitura

      Irmãos, o profeta Jeremias ajuda-nos a pensar na Aliança de Deus connosco. O que é a aliança no caso do matrimónio? É o amor dos esposos, simbolizado na aliança de ouro que entregam um ao outro. Mas o principal não está nesse objecto de ouro; está no coração: com o amor, a compreensão, a ajuda mútua.

     Ora o profeta Jeremias deu-se conta que o povo tinha esquecido a aliança feita entre Deus e Moisés. Diz o profeta em nome de Deus: “aliança que eles violaram”. O povo seguia uma vida feita de aparências, sem correspondência interior no coração. Como se um casal tivesse perdido o amor, embora usasse a aliança de ouro.

     E o profeta chama o povo em nome de Deus, para uma aliança nova: “Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no íntimo do seu coração”. Uma aliança mais interior, entre Deus e nós. Com um coração novo.

     Esta aliança vai encontrar o seu momento culminante em Jesus Cristo, na sua Páscoa.

  1. Deus salva-nos na pessoa de Jesus

     Evangelho

     O Evangelho de João mostra-nos que a aliança de Deus connosco foi escrita com o sangue de Jesus derramado por nós. Foi o que Jesus disse aos apóstolos e a uns gregos que queriam vê-lo:  “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. Se o grão de trigo lançado à terra não morre, fica só, mas se morre, dará muito fruto”.

     Palavras que anunciam a morte de Jesus. Não significa derrota, mas sim triunfo, glória: Ouviu-se do Céu esta voz: “Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo!” Jesus explicou o seu triunfo na cruz: “E quando eu for elevado da terra (na cruz), atrairei todos a mim” (Jo 12, 32).  

     Custa-nos compreender como a morte de Jesus não é derrota e é triunfo. Mas a nossa história divina insere-se nesta Aliança nova, realizada em Jesus, que morreu e ressuscitou, para nos dar a vida, e nos permitir chamar a Deus nosso Pai, ou Papá (Gal 4, 6).

  1. Deus abre-nos um caminho de esperança através da cruz.

     Assim como a cruz foi gloriosa para o nosso Salvador, assim é para nós. A nossa cruz fica iluminada quando nos sentimos com Jesus Cristo.

      Temos um exemplo nos pastorinhos de Fátima: Francisco Marto morreu em 1919, com 11 anos; Jacinta morreu em 1920, com 10 anos. Foram declarados santos pelo Papa Francisco em 13 de maio de 2017.

     No sofrimento, dizia a menina Jacinta: “Não sei como é, mas sinto que Nosso Senhor está em mim. Compreendo o que ele me diz, mas não o vejo nem ouço. Que bom é estar com Ele”.

     Também Paulo se exprimiu assim: “Já não sou que vivo; é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).

     Com Jesus, compreendemos os sofrimentos, na cruz gloriosa, que pode ser o dia-a-dia, com amor.

P. António G. (SDB)

17
Mar21

ENSINA-ME SENHOR


Oliveira

Partilho o texto da meditação de ontem para a oração do terço do C. Tolentino, enviado pelo Ir. Manuel Silva.

(A. Oliveira)

Se há um poço escondido no deserto, ensina-me Senhor a descobri-lo.
Se há uma oportunidade dentro desta crise, ensina-me Senhor a identificá-la.
Se há uma semente de bem que cresce sem que eu veja, ensina-me a esperar pacientemente por ela.
Se há uma canção que se desprende do silêncio, ensina-me a escutá-la.
Se há uma sabedoria que os meus sofrimentos aprofundam, ensina-me Senhor a crer nela.
Se há um farol que brilha no escuro, ensina-me a guiar por ele a minha navegação.
Se há uma alegria no fundo das coisas simples, ajuda-me Senhor a reconhecê-la.
Se há uma gratidão devida mesmo na escassez, ajuda-me a multiplicar os obrigados.
Se há uma esperança que se matura naquilo que parece apenas obstáculo e demora, ensina-me Senhor a abraçá-la.
Se há uma oração que irrompe mesmo imperfeita, ensina-me Senhor a confiança para rezá-la.
C. José Tolentino de Mendonça
16.3.21

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