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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

17
Set20

Informação e sugestões


Oliveira

SEMINÁRIO CIEP - ONLINE

Debate sobre o livro Política, Ciência e Consciência 

22 Setembro - 17h

com Pedro Ferro e João Carlos Espada 

Mais informações e inscrições: ciep@iep.lisboa.ucp.pt

O link para aceder ao debate online será enviado após confirmação da inscrição.

Saiba mais (cartaz)

Sobre católicos na política veja-se também: Presidente do Parlamento Regional da Madeira diz que é preciso combater «má fama» da política.

(E hoje na RTP [seguido de debate entre Isabel Moreira e Isabel Galriça Neto]: Linha da Frente. Mais um português morre na Suíça em suicídio assistido)

(Informação cedida pelo Dr. António Torres)

 

16
Set20

«A bendita diferença de género e os seus inimigos»


Oliveira

Os Antigos Alunos do Ensino Católico têm uma palavra a dizer. Por eles temos vindo a publicar no Blog da COPAEC elementos importantes das opiniões merecedoras de respeito e ponderação, para interpelar os políticos e os destituídos de bom senso, sem respeito pela natureza, nem princípios nem moral. Os leitores que se pronunciem com liberdade democrática, com coragem e coerência para preservação dos valores humanos e cristãos que caracterizam o povo autêntico de Portugal.
Reparem na cara do «sr. ministro» aos 2:06 minutos do vídeo…

(AGPires)

 

16
Set20

Cidadania e Ideologia de Sexo


Oliveira

Tudo o que se relacione com educação e ensino, a qualquer nível, diz respeito a todos os cidadãos; mas a nós antigos alunos do ensino católico diz-nos muito e especialmente, por haver valores a defender e a promover. Não queremos nem podemos aceitar a ditadura esquerdista e maçónica que pretendeu diabolicamente com a República, amordaçar a Igreja a aniquilar a religião.

Levantemo-nos. Somos muitos. E somos cidadãos eleitores! Temos a força da fé; o entusiasmo da esperança; a riqueza do bom senso, a liberdade democrática.

AGPires

A nova "religião" do Estado, segundo o Ministério da Educação

OPINIÃO DE JOSÉ LUÍS RAMOS PINHEIRO

Em Portugal, hoje em dia, há mais liberdade para uma criança recusar o sexo com que nasceu, do que para recusar os conteúdos eminentemente ideológicos que o Estado lhe pretende impor na escola. Faz sentido?

O secretário de Estado da Educação, João Costa, pretende que dois alunos (já agora, estão no Quadro de Honra da respetiva escola, apresentam notas elevadas e são elogiados pelo comportamento e atitudes testemunhadas pela comunidade educativa), voltem para trás dois anos e percam os resultados do trabalho desenvolvido ao longo de dois anos escolares.

Saiba mais

A Ideologia de Género nas Escolas: um escândalo conhecido por poucos

A “Igualdade de género” é apresentada como uma construção social que supostamente visa a igualdade, a defesa dos direitos, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, tudo causas socialmente apelativas e justas.

Saiba mais

 

15
Set20

TERROR IDEOLÓGICO DO PS - DENÚNCIA URGENTE

Passo como recebi…………….INACREDITÁVEL !


Oliveira

ISTO SÃO ABERRAÇÕES DOS PARTIDOS DE ESQUERDA!!!

Subscrevemos integralmente o texto da mensagem que reenviamos, respeitando o seu formato gráfico original.

Só mais um pormenor: a cara do «sr. ministro» aos 2:06 minutos é simplesmente NAUSEANTE!!!...

Tempo de visualização: 2:49 minutos.

Não ler a agenda é melhor e mais recomendável do ponto de vista da saúde física e mental dos Pais e Mães deste quintal de vândalos.

Inacreditável a manipulação das corjas mais execráveis. Fazer política desta miserável forma

E do bom senso antes que as corjas se apresentem a eleições!

15
Set20

A bendita diferença do género


Oliveira

O que anda por este pobre Portugal dos pequeninos... grandes no ódio que destilam pela pluralidade...

Chega-me mais um comentário sobre "cidadania e desenvolvimento", agora da Gradiva, e bem mais contundente.

A bendita diferença de género e os seus inimigos

As mulheres podem fazer tudo ou quase tudo tão bem ou mesmo melhor do que qualquer homem. (Sei do que falo, tenho provas disso em casa.) Mas não querem.

por Guilherme Valente – editora GRADIVA

1. Mascarada com a designação respeitável de Educação para a Cidadaniadesignação para algo que ninguém decente pode deixar de considerar desejável, e por isso o logro funcionou –, o Governo do Partido Socialista, republicanista, democrático e liberal, nos ideais fundadores, na história, combates, vitórias e grandes figuras, como se espera que seja, levou ou deixou levar para a escola, com carácter coercivo, uma disciplina cujo verdadeiro objectivo fere as liberdades, o conhecimento científico e o âmago da consciência individual – uma aberração que atribui ao Estado um poder totalitário a que nenhuma tirania se atrevera, sem que o seu artífice pareça revelar, aliás, nem um mínimo de qualidade intelectual e cultura para ter consciência destes factos. Não obedece à razão, cumpre uma ordem. Lembra-me, sinceramente, na hipocrisia e boçalidade do discurso e do caráter dos objectivos, os padres mais fanáticos que, traindo o cristianismo, assombraram a minha Leiria no tempo da minha juventude.

Não é, portanto, à cidadania que se opõe quem assinou o manifesto.

E que dizer do “argumento” salazarento para criticar um socialista notável, de qualidades intelectuais singulares, e outras figuras do país que são referência de inteligência e liberdade por terem subscrito o manifesto: “Deve alguém decente assinar um documento subscrito por Cavaco Silva e Passos Coelho?” Insultaram?

Eu assinei o manifesto. E assinarei qualquer outro que diga o mesmo (assinei vários contra o AO), seja lá quem for que o assine, Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins, André Ventura ou Isabel Meireles (que, não simpatizando em nada com o CDS, considero uma deputada que se destaca), que em todos os partidos há gente de bem. Porque só eu me represento a mim próprio ou em quem delegue. E acrescento: honra-me até ter assinado um documento de que Pedro Passos Coelho é subscritor.

Penso mesmo que entre as pessoas que assinaram o manifesto antimanifesto, apesar do significativo número de sociólogas, muitas não terão lido os documentos, mas apenas obedecido aos pastores. Mas o mais indecoroso e preocupante nisto tudo é não se ouvir uma voz do PS a protestar contra os insultos torpes a Sérgio Sousa Pinto.

2. Sobre a inadequação de tal disciplina, se o seu verdadeiro objectivo correspondesse à sua designação, sobre o modo e o método como uma verdadeira educação para a cidadania é realizável e inerente a uma escola de um país livre, sobre a impraticabilidade, o disparate do seu programa e da amálgama de conteúdos com que se disfarça a aberração que se pretende impor, tudo já foi dito e é claro. E bastará a leitura do texto luminoso de Sérgio Sousa Pinto no Expresso para o explicar (espero que o facto de o citar não faça com que lhe atirem mais lepra). Uma recordação, en passant: conheci-o há muitos anos quando o meu amigo Mário Soares me telefonou a pedir – isto é, para mim, a dizer-me – que lhe publicasse um livro. Bastar-me-ia isto para estar ao lado dele, porque há memória que não se trai.

3. Agora lembro apenas a salganhada de conteúdos com que a mentira é servida: Dimensão europeia da educação. Educação ambiental para a sustentabilidade. Educação do consumidor. Educação financeira. Educação intercultural. Educação para a segurança, a defesa e a paz. Educação para a igualdade de género. Educação para o risco. Educação para o desenvolvimento. Educação para o empreendedorismo. Educação para o voluntariado. Educação para os direitos humanos. Educação para os média. Educação rodoviária. Educação para a saúde. E, indicação final – gato escondido com... todo o gato de fora – para a sexualidade. Voilà, last but... the important!

Não é mesmo gozar com os pais e os portugueses? Uma escola que nem consegue, ou não quer, ensinar com eficácia (querem que prove?) o mais básico e instrumental que antes de tudo lhe cumpre: a ler e a escrever, o gosto da leitura? Pode haver cidadania sem cidadãos letrados e cultos?

No fundo de tudo está um paroxismo da cegueira ideológica mais fanática, de ódio aos valores iluministas, mesmo que não saibam o que isso é, ao humanismo, aos factos, à ciência, rejeição impossível da realidade, sadomasoquista nalguns. Sofrimento instrumentalizado por seitas de políticas ressentidas e frustradas por sucessivas profecias falhadas e recorrentes vitórias da liberdade. Leiam-se os textos obscurantistas em que se inspiram e atente-se no currículo dos autores convocados.

4. Desprezo também a cobardia do secretário de Estado ao não assumir a responsabilidade da retenção dos dois alunos, depois de a escola ter homologado a sua transição. Apenas se chamou a atenção da escola para a lei, disse, na AR, o salazarento.

E têm o despudor de evocar como referência os direitos humanos, o humanismo, o universalismo... “Educação para a Ideologia”, a mais aberrante, é o seu nome verdadeiro, e é crime pois é imposta desde logo a crianças do pré-primário, construções sociais antinaturais, lesa-humanidade, que no futuro lhes poderão causar traumas terríveis. Evidência que torna imperativo para os homens de bem, de todos os partidos ou de partido nenhum, enfrentarem-na.

5. Resta insistir no que é o seu verdadeiro objectivo, logo revelado pelos documentos-guia elaborados pela Secretaria de Estado, pelas perguntas nauseabundas impostas a crianças: a inculcação tarada de uma igualdade de género... que não há. Tara que todas as evidências contrariam, que o conhecimento científico nega, com provas sempre crescentes.
Um grande problema para quem quer impor essa mentira é verificar-se nas sociedades mais prósperas, mais iguais e mais livres, que permitem às mulheres todas as escolhas profissionais e pessoais – mulheres que são, aliás, excelentes e mesmo melhores alunas em todas as matérias, capazes de exercer qualquer profissão como estão a provar –, a sua opção predominante pelas profissões que os mais avançados estudos cognitivos identificam como correspondendo a especificidades femininas ou masculinas, desde o nascimento logo observadas... antes de qualquer socialização. Facto que remete para o biológico, cujo mecanismo vem sendo cada vez mais bem compreendido.

Sempre que os cientistas criaram um contexto absolutamente igualitário, as diferenças de género não só não se dissiparam como, pelo contrário, se manifestaram mais vincadas em cada um deles. É a evidência da predominância da biologia em desfavor da socialização, que pode alguma coisa, mas não determina nada.

Especificidades e performances femininas que a ciência – a verdadeira, não a da sociologia, que o não é, mas é ideologia – verifica estarem ligadas à abençoada natureza de mulher.

Mulheres que podem fazer tudo ou quase tudo tão bem ou mesmo melhor do que qualquer homem. (Sei do que falo, tenho provas disso em casa.) Mas não querem. A cultura pode acentuar tudo nalguns casos, o bem ou o mal, mas nunca o anula, repito. E tentar fazê-lo neste registo é infligir ou acentuar cruelmente sofrimento, inconfessado ou manifesto de um modo ou de outro.

Note-se que os cientistas que vão descobrindo cada vez mais evidências da diferença de género (ler Steven Pinker, por exemplo) não dizem que a cultura não acentue ou não possa contrariá-la, forçá-la, mas para quê? Para satisfazer anormalidades, em si respeitáveis mas, nestas manifestações, reveladas como afecções da mente? Para empobrecer e mesmo matar suicidariamente a humanidade?

E daí que esta mentira da “educação para a cidadania” revele o mais denso e preocupante obscurantismo.

 

14
Set20

A CAMINHO DA ESCOLA


Oliveira

As nossas crianças e jovens estão a regressar à escola.
Num contexto complicado, complexo, incerto, inesperado, único.
As famílias vivem este regresso à escola com natural ansiedade e angústia.
Mas estamos todos a aprender a conviver com esta nova realidade que ninguém previa acontecer em pleno século XXI.
E nestas circunstâncias importa valorizar a reabertura das escolas.
Mesmo em condições normais, é habitual, todos os anos, pôr em relevo algumas questões respeitantes ao início do ano lectivo: a falta de professores e educadores, a escassez de pessoal não docente, a carência de condições materiais, os transportes, etc, etc,
No entanto, se tivermos uma visão global e mundial da escola, temos que relativizar as dificuldades que a nossa escola enfrenta e valorizar a possibilidade que as nossas crianças têm em aceder, apesar de tudo, à educação e ao desenvolvimento.
Reparem nas imagens anexas e imaginem o esforço que tantas crianças fazem para chegar à sua escola.
Mas reparem também que muitos rostos expressam alegria em fazer esse difícil caminho.
Recorro a José Tolentino Mendonça, que disse que "Portugal é uma viagem que fazemos juntos",  para afirmar que este regresso à escola é, também, integrar as nossas crianças nessa viagem.
Uma viagem onde aprendem a ser cidadãos de uma sociedade aberta, tolerante, inclusiva, participativa.
Num tempo tão crítico, a escola pode (e deve) contribuir para repensar e recalibrar os valores fundamentais da vida e da pessoa humana.
E o regresso à escola é também um factor de construção da esperança.
A esperança não como uma ideia de que tudo vai correr bem, mas, sobretudo, a convicção de que há algo que faz sentido mesmo que não corra tão bem como era nosso desejo.
Aos educadores e professores uma palavra de estímulo e coragem, mas, acima de tudo, uma palavra de confiança no seu empenho, saber e sensibilidade.
BOM ANO ESCOLAR PARA TODOS.

Rui Guerra

 

12
Set20

PETIÇÃO DE APOIO AO MANIFESTO PELAS LIBERDADES DE EDUCAÇÃO: APELO À ASSINATURA E DIVULGAÇÃO


Oliveira

Petição Manifesto “EM DEFESA DAS LIBERDADES DE EDUCAÇÃO”: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=LiberdadeEducacao 

(...) Trata-se de uma iniciativa importantíssima e onde se joga hoje a liberdade em Portugal, de todos e de cada um de nós.

Por favor leiam-no e assinem e divulguem esta Petição: APOIAR O MANIFESTO “EM DEFESA DAS LIBERDADES DE EDUCAÇÃO” (a petição inclui o próprio texto do manifesto e a lista dos cerca de 100 subscritores).

(...) Este momento é crucial e esta batalha fundamental!

Um abraço e obrigado pelo vosso apoio!

António Pinheiro Torres

12
Set20

“Estamos ainda no meio do perigo e os líderes têm de liderar”, Tedros Ghebreyesus (director geral da OMS)


Oliveira

Com a devida vénia, transcrevemos de  newsletter@ver (VER - Valores, Ética e Responsabilidade)

Não podemos cruzar os braços por não sabermos o que nos espera.

(A. G. Pires)

Ainda que diferente do habitual, o Verão serviu, para muitos, como uma lufada de ar fresco bem merecida neste 2020 tão atípico. Mas, e de regresso à realidade, multiplicam-se as dúvidas e os medos face aos tempos conturbados que se avizinham. Todavia, e apesar de continuarmos a lutar contra um inimigo invisível, estamos agora munidos de armas assentes na resiliência e na capacidade de nos adaptarmos a cenários jamais imaginados. Na edição desta semana, privilegiámos as lições já aprendidas ao longo dos últimos sete meses, as quais devem ser adaptadas a populações e cenários específicos, como apela um extenso documento publicado pela consultora McKinsey e do qual damos conta. E, num contexto similar, partilhamos igualmente – a partir de um inquérito elaborado pela PwC – as experiências vividas por mais de 600 líderes empresariais, em conjunto com as tendências de gestão que se afiguram como “certas” para o futuro próximo. E porque a reinvenção é a palavra-chave para tempos conturbados, aconselhamos vivamente a leitura do artigo assinado por Luís Ferreira Lopes, assessor do Presidente da República para Empresas e Inovação, que nos exorta “a enfrentar a luz do mundo real” e a termos “uma mente aberta para sairmos da caverna”. De leitura igualmente aconselhada é o artigo de Opinião da semana, da autoria de Manuel Rodrigues, docente no King’s College London e conferencista na AESE Business School, sobre as respostas possíveis à crise sanitária e económica, as quais dependem, e muito, “da nossa acção individual e colectiva”.

Como se pode mitigar o embate de uma potencial segunda vaga?

Para minimizar o embate de uma potencial segunda vaga, as intervenções deverão ser divididas em três categorias - detecção de doenças, redução do número de novos casos e limitação da…

Saber mais

 

12
Set20

NÃO À EDUCAÇÃO PARA UMA CIDADANIA DE PERFIL MARXISTA E MAOISTA


Oliveira

Mais um artigo de interesse para os Antigos Alunos das Escolas Católicas de Portugal…

A Disciplina de Cidadania reduzida a Aula de “Religião” do Estado?

por António Justo, jornalista – AAS de DB

O Secretário de Estado queria não deixar passar de ano alunos que faltem às aulas de Cidadania por razões de objectores de consciência, mesmo quando ensinadas em termos marxistas de ideologia do género (1).

A tutela da Educação quer substituir os pais no direito de educar. Com as suas medidas vai contra a Constituição portuguesa que garante “a liberdade de aprender e de ensinar” e o direito insubstituível dos pais, ao determinar que “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” e mais, que o Estado deve “cooperar com os pais na educação dos filhos”. A lei fundamental também proíbe o Estado de “programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”; o artigo 41º da Constituição garante a liberdade de consciência, de religião e de culto, classificando-as como invioláveis e no número 6 do mesmo artigo consagra o direito à objecção de consciência

Não é legítimo que um governo, seja de esquerda ou de direita queira formatar a sociedade segundo a sua ideologia. Seria um acto retrógrado querer criar infraestruturas ideológicas que dêem sustentabilidade à crença da esquerda radical mesmo que para tal façam uso do subterfúgio de quererem cumprir normativas da ONU.

Respeite-se o direito escolar à informação sem usurpar o direito de formar o cidadão no sentido de uma só ideologia, como se dá na Turquia com o islão ou em países socialistas. Defenda-se o valor da diversidade em sociedade. Não é aceitável que uma instituição estatal se transforme num Olimpo de Deuses e se arrogue o direito da posse da verdade e da formação (formatação) da opinião. Não é qualquer cidadão que tem a posse de escolher o Estado onde viver nem o Estado tem o direito de impor qualquer ideologia ao povo. 

A função do Estado é apoiar não substituir (como bem dizem os bispos). Não está em causa a disciplina, mas a ideologia do género, a manipulação da sexualidade e a preparação das mentalidades no sentido de um estado socialista. Ao contrário de um Estado socialista como a China, em democracia ocidental, o Estado não usurpa para si a tarefa de uma doutrinação específica.

O direito à informação e ao conhecimento em todas as áreas do saber deveria ser um bem adquirido. É, porém, de rejeitar a opressão colectiva assumida por representantes do Estado que, para assumirem o poder total sobre o cidadão, façam uso do direito obscurantista de manter o monopólio da educação. 

No intuito da selecção da informação os regentes querem também a selecção da formação em nome de valores mais altos, tal como faziam as elites de regimes passados. Seria cegueira intelectual e política criticar a união de religião e política do passado e querer-se hoje substituir a religião pela ideologia (por sua vez implementada na universidade em cursos servidores e não senhores) em compadrio com o Estado (o senhorio do regime político). 

Em nome da democracia, da igualdade e da justiça social procura fomentar-se um modelo de educação que crie um perfil de cidadão ajustado à ideologia política de características da falhada União Soviética.

A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento não pretende instruir, mas sim modelar caracteres. Para se evitar tal risco é obvio que tal disciplina deva ser opcional.  Também o filósofo Immanuel Kant argumentava: „O ser humano é aquilo que a educação faz dele."

Apesar de alguns contributos positivos que o socialismo trouxe para a sociedade, isto não legitima a esquerda radical a ter o direito de, através do Ministério da Educação, implementar uma consciência social de perfil proletário. Isto seria fatal para um país que, deixado o autoritarismo de direita, passou, com o 25 de Abril, a ser dominado pelo autoritarismo de esquerda. (O povo não tem culpa: ontem como hoje não nota nada devido à informação e educação respectivamente transmitidas!) A matriz de pensamento monolítico cuidada pelos nossos regimes políticos tem prejudicado Portugal.

É grave e cínico, em nome da liberdade democrática, quer-se um modelo único de educação em que o debate público se expresse nos moldes do monólogo da crença marxista como se não houvesse alternativa nem modelos que respeitem e valorizem a dignidade humana e a diversidade cultural.

O facto de o Estado querer assumir o monopólio de formar o cidadão é já uma coerção do cidadão abusiva e cínica. Por isso há uma petição Manifesto “Em defesa das liberdades de educação” para a salvaguarda dos direitos humanos fundamentais, constitucionais e legais (2) e que quem desejar pode assinar (link em nota).

O argumento do compromisso assumido por Portugal em acordos internacionais (3) na área dos direitos humanos torna-se num pretexto ratoeira para impor um modelo único no seguimento de um regimento centralista de inspiração chinesa e soviética. O respeito de formas e valores assumidas em convenções internacionais não implica necessariamente a educação do cidadão no sentido da filosofia marxista nem sequer no espírito da revolução cultural maoista

Pretender tirar-se o direito de educação de “cada contexto familiar” com o argumento de que só o Estado garante igual direito à formação por parte de todas as crianças e jovens corresponde a ideologia comunista declarada contra a Constituição portuguesa e que os estados resultantes da queda da União Soviética já superaram.

Deixe-se a liberdade de crença e de educação a cada pessoa e a cada agregado social. As diferentes disciplinas do currículo escolar são imensamente diferenciadas e suficientemente informativas para que o Estado as deva manipular no sentido de uma disciplina da sua crença política mesmo que esta se queira justificar com o indulto de inclusão; as aulas de biologia (sexologia) não precisam de ser complementadas por aulas de ideologia social que se querem (nas intenções da ideologia do género: cultura contra natura)  contra a biologia.

A Defesa da Educação para a Cidadania, nos termos em que se expressa e querida pelo Ministério da Educação, é um serviço à censura e como tal ao obscurantismo ideológico.

O cidadão adulto, respeitador dos direitos humanos, da igualdade social e de oportunidades, não precisa de uma “religião” estatal.  Toda a instituição deve estar ao serviço do cidadão, da pessoa humana e respeitar a sua soberania. É abuso democrático e prepotência adaptar a matriz política à matriz monopolista, seja ela marxista ou islâmica.

Cidadãos atentos e críticos não se deixam reduzir a cães de guarda de qualquer sistema monolítico nem se empenham na defesa de nenhum cargo ou ideologia, mas para alertar no sentido de as instituições servirem, todas elas, o humano. Defenda-se uma sociedade natural, tipo floresta, com diferentes biótopos e em que todas as árvores cresçam livremente; não seria inteligente fomentar-se uma monocultura tipo eucaliptal que por muita utilidade que o eucalipto possa ter se passe a transformar a floresta natural numa floresta só de eucaliptos. Deixemos as árvores viverem em paz nos seus biótopos naturais!

A educação é como o Sol que estimula as energias de quem acaricia; o seu melhor fruto é a tolerância no sentido da ordem e se assim for feito teremos uma sociedade rica, múltipa e variada à semelhança do reino vegetal do planeta. O melhor estímulo para a boa educação é o exemplo, dos pais, dos superiores, dos governantes, da sociedade.

Não podemos permitir que o ensino seja pervertido numa educação, à margem do ser humano e dos sentidos cívico e pedagógico.

Não à globalização da mediocridade apagadora da diversidade e da diferença que pretende transformar a pessoa (aluno e estudante) num produto formatado e apto a pensar e agir de forma já não individual-pessoal, mas meramente mecânica e funcional que em vez de pessoas só precise de técnicos para funcionar.

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo

Notas em “Pegadas do Tempo”, https://antonio-justo.eu/?p=6087

 

  1. https://rr.sapo.pt/2020/09/07/pais/d-manuel-clemente-passos-coelho-e-sousa-pinto-juntos-em-manifesto-pela-liberdade-de-educacao/noticia/205371/
  2. Petição Manifesto “EM DEFESA DAS LIBERDADES DE EDUCAÇÃO”: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=LiberdadeEducacao
  3. “Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de Istambul), Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Pacto Europeu para a Igualdade entre Homens e Mulheres 2011 -2020, Compromisso Estratégico para a Igualdade de Género 2016-2019, Plano de Ação para a Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (CPLP 2017-2020), Recomendação CM/Rec(2010)5 do Comité de Ministros aos Estados-Membros do Conselho da Europa sobre medidas para o combate à discriminação em razão da orientação sexual ou da identidade de género”.

 

EDUCAÇÃO PARA A PAZ
SÓ HÁ UM POUCO DE PAZ!

Não há nem nunca houve educação para a paz porque ela se encontra distribuída pelas diferentes ideologias, partidos e grupos de interesses!
Cada um considera-se em posse da verdade e em vez de a ver repartida também pelos outros julga-se no direito de impor a sua!
António da Cunha Duarte Justo
Notas em „Pegadas do Tempo“

_______________________________

BÓNUS PARA FILHOS COM DIREITO A ABONO DE FAMÍLIA

Famílias com filhos na Alemanha recebem do Estado alemão 300 euros por filho como apoio único em consequência da pandemia. Em setembro serão distribuídos 200 euros e em outubro os restante 100€.
Para se ter direito, pressupõe-se que o filho/a tenha recebido em 2020 pelo menos um mês de abono de família.
Casais com rendimentos anuais superiores a 106.000 euros perdem direito a este apoio único.
Na Alemanha, 18 milhões de crianças têm direito a este bónus. Esta medida custa ao Estado 4,3 mil milhões de euros.

                                                                                      António Justo

10
Set20

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Nova sugestão de leitura


Oliveira

San Miniato al Monte

De ti não direi as ruas,/ os espelhos.// Se tiver palavras, direi os pés/ submersos nos degraus invisíveis,/ uma escada de subir. Direi o silêncio/ se houver palavras, o silêncio/ de não ter palavras e saber a tarde.

Saiba mais

Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja
Secretariado Nacional das Comunicações Sociais

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