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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

08
Jul23

14.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO - A


Oliveira

Sugestão da homilia para o DÉCIMO  QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A - 2023 

Jesus humilde para os simples

Domingo, 9 de Julho de 2023

     Irmãs e irmãos, Queremos encontrar Deus (Jesus) na nossa vida? Não O encontramos na arrogância, no orgulho, na prepotência; mas na humildade, na pobreza, nos caminhos da Igreja.

  1. Jesus, Messias anunciado

     Primeira leitura

    O Povo de Deus no Antigo Testamento sentiu desejo de libertação e esperou a vinda do Messias. De que modo o profeta Zacarias anunciou essa vinda de libertação?  Com estas palavras: “Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humilde, montado num jumentinho”. Não um guerreiro, não um poderoso, não um violento. É humilde e portador de alegria. Zacarias convida a filha de Sião a alegrar-se: Exulta de alegria, solta brados de júbilo, filha de Sião… A filha de Sião é o povo de Deus, naquele momento dividido entre o norte (Samaria) e o sul (Jerusalém), à espera do Messias. O profeta Zacarias retrata o Messias que virá com humildade e é portador de alegria, Jesus, o Salvador.

     E por que se deve alegrar a filha de Sião? Porque vem ao seu encontro o Rei justo e salvador, pobre, humilde, sem arrogância. Parece que o profeta vê o Messias a propor o desarmamento, como faz o Papa Francisco. Deus gosta de agir com os humildes, os simples. Maria era a humilde serva…  Eu quero ser humilde. E este anúncio de Zacarias fortalece a minha fé em Jesus.

  1. Jesus chama os que andam sobrecarregados

     Evangelho

     O Evangelho completa esta imagem de Jesus Messias, que deu plena realização à profecia de Zacarias. Muitos anos mais tarde, disse Jesus: “Vinde a Mim todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Disse estas palavras numa oração: “Eu te bendigo, ó Pai, porque revelaste estas verdades aos pequeninos”. Jesus manso e humilde, a acolher os que precisam d’Ele. Isso mesmo. No domingo de Ramos entrou em Jerusalém montado num jumentinho (Mt 12, 5). Não como guerreiro, mas como Salvador. E antes da Ceia, lavou os pés aos apóstolos.

     Falando de pobreza, simplicidade, humildade, não imaginemos que Jesus é contra os bens deste mundo. Não é. E também não é contra o progresso. Mas quer que a confiança esteja mais em Deus.  

     Tantas vezes podemos sentir desilusão, sem esperança, incapazes de assegurar o futuro. Mas Jesus espera-nos sempre de braços abertos. E é dessa forma que ele salva e liberta as pessoas. Jesus, sem armas, quebrou todas as cadeias que prendiam a humanidade. Destruiu o pecado e a morte. Criou um mundo novo e o homem novo.

     Quantas vezes precisamos desta palavra: “vinde a mim, os que andais sobrecarregados, e eu vos aliviarei!”. Também eu quero ser um amigo de quem sofre… com a mão no ombro dele, dizendo: amigo, estou aqui.

  1. Jesus faz de nós pessoas novas.

     Segunda leitura

     São Paulo, na Carta aos Romanos, dá-nos uma garantia feliz: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós… Ele também dará vida aos vossos corpos mortais”.  Jesus ama-nos com o coração de homem e Deus. O seu coração leva-nos a Ele mesmo, à essência do cristianismo, Jesus Salvador.    

    Um exemplo de Santo António com Jesus: “Estava Santo António doente na cela. Uma noite foi visitá-lo o conde Tiso e viu na cela uma luz viva. Aproximou-se e contemplou António com o rosto extasiado a contemplar um Menino que estava sentado a seu lado e que irradiava aquela luz intensíssima. O conde Ajoelhou-se. Quando a luz desapareceu lentamente, António viu o conde ajoelhado e admirou-se. Pediu-lhe então que não dissesse nada a ninguém”. Tiso só falou após a morte do Santo (TERESIO BOSCO, Santo António, uma biografia jovem, Edições Salesianas, Porto, p. 107). A cena mostra-nos o Menino a ensinar António. É sempre Jesus, sob a forma que entende, a acolher-nos. E a dizer-nos: “Vinde a mim…”

     Com Jesus, sou sempre jovem.

Pe. António Gonçalves, SDB

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