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CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

Espaço aberto a comunicações de antigos alunos do ensino católico em Portugal.

CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ANTIGOS/AS ALUNOS/AS DO ENSINO CATÓLICO

05
Mar21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Novas sugestões de leitura


Oliveira

Do sitio da Secretaria Nacional da Pastoral da Cultura, transcrevemos com devida vénia.

Papa Francisco chegou ao Iraque:

O acolhimento festivo em Bagdade [Vídeo]

A 33.ª viagem apostólica do papa, sob o moto “Sois todos irmãos”, começou esta manhã. O voo com o Francisco chegou às 14h00 a Bagdade (11h00 em Lisboa). À chegada ao aeroporto, o papa foi recebido pelo primeiro-ministro da República do Iraque. Duas crianças em traje tradicional entregaram um ramo de flores a Francisco, tendo-se seguido a apresentação das delegações, a passagem pela guarda de honra e o encontro privado com o primeiro-ministro, ainda no aeroporto.

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Diversidade cultural é um recurso,

não um obstáculo, sublinha papa, que lembra «barbárie» contra yazidis

O papa frisou hoje, em Bagdade, que «a diversidade religiosa, cultural e étnica» constitui «um recurso precioso de que lançar mão, e não um obstáculo a ser eliminado», e declarou que está no Iraque «como penitente que pede perdão ao Céu e aos irmãos por tanta destruição e crueldade». A Igreja católica deseja ser amiga de todos e, através do diálogo, colaborar de forma construtiva com as outras religiões, para a causa da paz. A presença muito antiga dos cristãos nesta terra e o seu contributo para a vida do país constituem um rico legado que pretende continuar a servir a todos», assinalou.

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A visita do papa Francisco ao Iraque

vista por um muçulmano

«Para quem está habituado a observar as coisas seguindo os limites de um horizonte racional, esta viagem ao Oriente do papa Francisco não faz sentido. O Iraque é um território ainda ameaçado por resíduos da guerrilha do Daesh-Isis, a pandemia atingiu a saúde do povo daquela região e também a do núncio em Bagdade. A segurança internacional e a saúde desaconselham a visita ao Iraque. Em vez disso, o papa Francisco supera esta interpretação restrita da realidade, supera os obstáculos para realizar uma ação do mais alto significado e amplitude, e realiza a intenção do seu santo predecessor João Paulo II.»

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A Igreja é um tapete que Deus tece com fios

de mil cores tingidos de sangue:

Papa aos católicos no Iraque

«As diversas Igrejas presentes no Iraque, cada uma com o seu secular património histórico, litúrgico e espiritual, são como muitos fios individuais coloridos que, entretecidos conjuntamente, compõe, um único e belíssimo tapete, que não só atesta a nossa fraternidade, mas reenvia para a sua fonte. Porque o próprio Deus é o artista que idealizou este tapete, que o tece com paciência e o remenda com cuidado, querendo-nos sempre entre nós bem entretecidos, como seus filhos e filhas», sublinhou o papa. O testemunho de fé, pago não raras vezes com a vida, esteve presente no local do encontro, onde há dez anos um atentado terrorista vitimou vários fiéis, «cuja causa de beatificação está em curso».

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Arte e espiritualidade: Papa vai abençoar imagem vandalizada pelo Estado Islâmico e recebe pintura

A estátua, proveniente da povoação cristã de Karamles, não tem mãos, decepadas pelos terroristas, e, antes, ficou sem a cabeça, que foi recuperada e reunida ao corpo, revela um testemunho recolhido pela agência de notícias católica italiana SIR. Francisco vai receber uma pintura assinada por um artista iraquiano expatriado, que retrata o papa de pé, de mãos juntas, entre a basílica de S. Pedro e o zigurate, símbolo de Ur, pátria de Abraão, pai de três fés, judaísmo, cristianismo e islão.

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Outras sugestões em:

https://snpcultura.org

 

04
Mar21

Deus e a Lei – O Templo – A Cruz


Oliveira

Proposta de Homilia para o 3.º Domingo da Quaresma – ANO B

7 de Março de 2021

     Irmãs e Irmãos, desejo que estejam bem. Podemos ver o desejo de Deus em conduzir a humanidade para o bem, dando-nos a sua Palavra.

    1 . Deus e a sua Lei

Primeira leitura

     Nós sabemos que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai os Dez Mandamentos. Que são os dez mandamentos? As leis para a humanidade ser feliz. E durante a caminhada pelo deserto, Moisés foi repetindo essa vontade de Deus para o seu povo se manter na fé. Assim vemos o que Moisés recordou ao povo, em nome de Deus: ”Eu sou o Senhor teu Deus… Lembra-te do dia de sábado, para o santificares”. Moisés apresenta-se como o guia, o pastor do seu povo.

     As leis destinam-se a orientar os passos na sua caminhada. Indicam as duas dimensões da vida: as nossas relações com Deus e as nossas relações com os irmãos. Numa visão mais ampla: são Leis para manter viva a Aliança de Deus com o Povo. Deus procura o nosso bem, sendo o nosso bom Pastor.  

  1. Deus e o Templo, lugar de culto

Evangelho

     Na leitura do Evangelho o nosso olhar volta-se para o Templo. O Templo destinava-se ao culto,  para adorar a Deus, reconhecer os seus dons, aceitar que Ele é o Senhor da nossa vida. Entramos no Templo para adorar, louvar, pedir, agradecer, comunicar com Deus.        

     Jesus reparou que em Jerusalém muitas pessoas estavam a fazer comércio nessa área. O Templo estava transformado num lugar de negócio, embora os animais se destinassem aos sacrifícios. Jesus deparou-se com uma cena contrária ao culto de Deus. A perturbação seria grande. Na época da Páscoa dos judeus a população da cidade aumentava mais que o dobro (de 55.000 habitantes para 125.000). Os judeus sacrificavam na cidade milhares de cordeiros. Compreende-se o problema comercial, em que o Templo se viu envolvido.

     Contra essa profanação do Templo levantou Jesus as suas mãos, pois o zelo que tinha pela pureza do culto levou-o a esta cena que parece estranha: Jesus a expulsar os vendedores.         

     Templo do nosso coração

      Também podemos olhar para nós mesmos, para a nossa vida; Jesus chegou a dizer que podemos adorar a Deus em toda a parte (Jo. 4, 23-24), e cada um de nós é templo de Deus (Jo. 14, 23). Podemos olhar para o Templo que deve ser o nosso coração, e perguntar: Como é o nosso culto ao Deus vivo? “Hoje, para nós, cristãos, o nosso relacionamento com Deus, passa pela relação com Jesus Cristo”. É por meio dele que devemos prestar culto ao Pai. Então, perguntamos: o que devo expulsar do templo do meu coração? O meu coração está purificado, liberto de coisas, para eu adorar a Deus?

  1.  Deus e a Cruz    

     Segunda leitura

     O Apóstolo Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, explica uma verdade conhecida por nós: a salvação, a felicidade não está no poder, na riqueza, mas sim na lógica da Cruz. Na Cruz temos a vitória de Jesus sobre o mal e a morte. Para nós, a Cruz é vitória de Cristo, amor, salvação. “Pregamos Cristo crucificado”, diz hoje São Paulo. A nossa vida, a nossa cruz está no serviço simples aos irmãos e na fidelidade à Igreja.

P. António G. (SDB)

03
Mar21

REZAR A PRIMAVERA INTERIOR


Oliveira

Partilho a oração do Cardeal Tolentino de Mendonça de ontem 2 de Março.

(A. Oliveira)

Ensina-me, Senhor, a fazer desta quaresma uma primavera. É fundamental que o degelo aconteça não apenas na natureza, mas nas nossas vidas. Que os dias se ampliem, mas não apenas na sua extensão externa. Que o calor avance não simplesmente como uma questão da meteorologia, mas como expressão da nossa humanidade recentrada, transfigurada em Ti.
Ensina-me, Senhor, a lição das coisas simples em meu redor. A lição das flores bravias, que não colocam condições para o seu florescer, nem escolhem os terrenos que nós pensaríamos mais apropriados: onde elas estão acendem simplesmente o seu pequeno sol, seja à beira das estradas secundárias ou num qualquer baldio que tem todo o ar de ser inútil. Enquanto para nós é tão fácil perder o melhor da vida por falta de comparência!
Ensina-me, Senhor, a lição das árvores, pois nos mostram quanto o renascimento começa por dentro. De facto, o renascimento principia por ser uma questão da seiva e não mero assunto de folhagem. As àrvores testemunham que as grandes revitalizações nos pedem uma confiança paciente, nos desafiam a aprender a linguagem do silêncio e a crer naquele dom que vem de Deus e que já está em nós, mesmo se por muito tempo permanece invisível aos olhos.
C. J. Tolentino de Mendonça
2.03.2021

27
Fev21

Escutar Deus na obediência aos seus planos


Oliveira

Proposta de Homilia para o 2.º Domingo da Quaresma – ANO B

28 de Fevereiro de 2021

     Irmãos, saberemos nós escutar Deus? Prestamos atenção à sua Palavra? Dizia um professor de Teologia: “Deus está a tentar falar connosco”.

  1. Escutar Deus como Abraão

     Primeira leitura

    Cada um de nós se admira como Deus chamou Abraão para lhe sacrificar o filho Isaac. Mas lendo bem a narrativa, compreendemos o agir de Deus, sempre amigo da humanidade. Recordemos brevemente o texto: “Deus quis pôr à prova Abraão, dizendo-lhe: Toma o teu filho, o teu filho único, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto”. Mas compreendemos que a intenção de Deus não era o sacrifício de Isaac, mas sim experimentar a fé de Abraão, pedir-lhe um sinal da sua fé.

     O Patriarca Abraão estaria disposto a esse acto de imenso sofrimento: sacrificar o filho. Então, Deus interveio e disse-lhe: “Não levantes a mão contra o menino”.

      O que sobressai nesta narrativa? A imensa fé de Abraão. Em obediência a Deus, ele estaria disposto ao maior sacrifício da sua vida: sacrificar o filho Isaac.

     Abraão aparece na História do Povo de Deus como o maior exemplo da fé, que ele manifestou na sua obediência a Deus.

     Ele aceita os planos de Deus, sem discutir. Deus recompensou-o dizendo, através de um anjo: ”porque não me recusaste o teu filho, o teu filho único, eu te cumularei de bênçãos, eu te darei uma posteridade tão numerosa quanto as estrelas do Céu… Por tua posteridade serão abençoadas todas as nações da terra, porque tu me obedeceste” (Gen 22, 18).

     Abraão foi um homem de fé, que viveu numa escuta de Deus, e lhe respondeu com obediência total. E o resultado foi sempre o maior bem. Oxalá o nosso mundo, algumas vezes agnóstico, desperte para o maior dom que é a Fé. A fé dá luz a nossa vida; “embora não ilumine tudo, é luz suficiente para caminhar”.[1]

  1. Escutar Deus que nos ama com amor eterno

     Segunda leitura

     “A segunda leitura lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança” (Dehonianos).

     É bom pensarmos nisto. Diz São Paulo, na Carta aos Romanos: ”Deus, que não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por nós, como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas? “Uma interrogação que é uma afirmação: Deus está com todos os que têm fé. E concluiu São Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo e do Pai? Ele é um Deus fiel”. Irmãos, tenhamos fé em Jesus, que nos ama.

  1. Escutar o Filho de Deus

Evangelho

Irmãos, o evangelho da Transfiguração de Jesus é um encanto para a nossa fé. Deus faz-nos uma grande abertura para a Quaresma: Levou consigo Pedro, Tiago e João, a um alto monte, talvez o monte Tabor, mostrou-se resplandecente de luz, os apóstolos ficaram extasiados, e já não queriam sair dali. Ouviu-se, então, do Céu uma voz: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-o”. Jesus mostrou sinais da sua divindade e fortaleceu os apóstolos para o momento da provação.

Jesus transfigurado! Poderá a Igreja manifestar-se também transfigurada? Ela está chamada a ser luz, e a fortalecer os irmãos. Não com esplendor como Jesus na transfiguração, mas no brilho da sua fé, do seu amor pelos irmãos, da sua entrega por ele. E ao dizer Igreja, dizemos cada um de nós. E assim a Igreja será exemplo de fé para o mundo que precisa de sinais de Deus e de coragem no sacrifício da vida.

P. António G. (SDB)

[1] Cf. Papa francisco, Luz da Fé, p. 73

27
Fev21

Cultura e Pastoral da Cultura - Actualidade

Algumas sugestões de leitura


Oliveira

Com a devida vénia transcrevemos do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura...

Agostinho e Proust, pão de cada dia

Por nenhuma razão claramente definível, mas por diversos motivos pessoais e não efémeros, estou levando a cabo a leitura e releitura das “Confissões” de Santo Agostinho e “Em busca do tempo perdido”, de Proust. Destas leituras falo de vez em quando aos meus amigos mais ou menos jovens, não tanto para os surpreender e para me vangloriar, mas para mostrar que com um pouco de astúcia programática podem ler-se sem cansaço e com grande satisfação inclusive os clássicos mais exigentes e pesados, dos quais se sabe que existem mas dos quais se mantém a distância por timidez e preguiça, com o risco de nunca os ler.

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Atriz Sofia Alves: «Sou apaixonada por Jesus Cristo», «a fé é fundamental para mim»

«Não há nada na minha vida que eu faça sem consultar Deus. Eu sozinha não posso nada. Eu digo sempre: “Ó Senhor, orienta-me, por favor”»: a fé em Jesus Cristo, a importância de uma «Confissão bem feita», o “seu” milagre de Fátima e a relação especial com Bento XVI foram alguns dos “segredos” pessoais que a atriz Sofia Alves revelou no programa “Alta Definição” transmitido este sábado na SIC. «Quando tive o problema oncológico, percebi: é o terceiro aviso, porque Deus esteve sempre lá; a primeira vez quando tinhas dois anos, a segunda vez quando o médico te operou e pagou do bolso dele porque os teus pais não tinham dinheiro, e agora que foi mesmo no limite – é um chamamento, “muda de vida, Sofia, muda de vida”». E a partir daí, «foi tudo acontecendo de forma absolutamente arrebatadora».

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O nosso tempo não é o de Deus

O facto é que muito poucas coisas podem, realmente, ser forçadas antes do seu tempo. O amor não pode ser forçado. O crescimento não pode ser forçado. A compreensão não pode ser forçada. A aceitação não pode ser forçada. Tal como o nascimento, essas coisas germinam na escuridão até chegarem ao amadurecimento – quer delas, quer nosso. Conseguir apreciar a diferença entre o nosso tempo e o tempo de Deus é essencial para nos tornarmos pessoas espirituais.

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Vencer a batalha entre virtudes e vícios

Se as virtudes são alimento para cada um de nós, alimento essencial para crescer e tornar-se adulto, os vícios opõem-se a isto, corroem-nos por dentro, devoram-nos, os ossos e a alma. Basta percorrer os dois elencos acima referidos para o compreender: as virtudes enriquecem, os vícios não são mais do que perdas de tempo, e tornam-nos mais pobres, secam-nos. E hoje, que uma pseudocultura que impele cada vez mais para os extremos considera as virtudes como supérfluas ou até insignificantes, e exalta os vícios, acaba-se por abrir um espaço infinito à superficialidade, e a viver em consequência dessa atitude.

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Cinema: Treze filmes para ver e rever na Quaresma

Propõem-se treze obras, algumas explicitamente de matriz cristã, outras profanas, entre filmes clássicos e outros contemporâneos, que evocam elementos característicos da espiritualidade particularmente quaresmal, que podem aprofundar a meditação sobre questões como a conversão, o mal, a tentação, a passagem da morte à vida.

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Outras sugestões em:

https://www.snpcultura.org/novo.html

 

24
Fev21

REZAR O PRESENTE


Oliveira

Partilho o texto de meditação da oração do terço de ontem do Cardeal Tolentino de Mendonça, enviado pelo Ir. Manuel Silva, assistente da COPAAEC.

(A. Oliveira)

Quando sentimos um doloroso desacerto entre as expectativas que trazemos e o confronto com a realidade que não é o que sonhámos, ensina-nos Senhor a coragem para amar ainda a realidade.
Quando percebemos que de tudo aquilo que semeamos, o que efetivamente brotou foi apenas a pequena parte, ensina-nos Senhor a colocar a gratidão no centro, e nunca o desânimo ou o ressentimento.
Quando a nossa dádiva não foi compreendida ou quando o esforço que fizemos não pareceu suficiente, ensina-nos Senhor a perseverar com confiança apesar do vazio.
Quando a couraça dura de um real cinzento não nos permitir contemplar a beleza das coisas, ensina-nos Senhor a não desistir de olhar.
Quando pensarmos que a vida nos esgota com tudo aquilo que ela nos pede, ensinanos Senhor a colocar o coração naquilo que incessantemente a vida nos dá.
Quando preferirmos reservar a alegria para aqueles momentos onde tudo será finalmente perfeito, ensina-nos Senhor a reconhecer que é no presente inacabado e imperfeito que Tu nos esperas.
C. José Tolentino de Mendonça
23.02.21

17
Fev21

Aliança de Deus connosco no caminho da Quaresma


Oliveira

Proposta de Homilia para o 1.º Domingo da Quaresma – ANO B

21 de Fevereiro de 2021

     Irmãs e Irmãos, que pensamos do tempo da Quaresma? Um tempo triste? Talvez seja melhor dizer: Tempo de renovação e de aliança de Deus connosco.

  1. Aliança com Deus proposta de amizade

       Primeira leitura

      A nossa leitura começa com estas palavras: “Deus disse a Noé e a seus filhos: Estabelecerei a minha aliança convosco… e com todos os seres vivos que vos acompanham: aves, animais…”. Que vemos nesta promessa? A grande vontade que Deus tem de conviver na amizade connosco, e em harmonia com a natureza! E um ensinamento maior: Deus quer encaminhar os passos da humanidade até à plena Nova Aliança em Jesus Cristo, realizada na Páscoa! É a maravilha de vermos Deus com o seu olhar de amor para nós. Quaresma, não é tempo de tristeza, mas de alegria na aliança com Deus.

      E para os homens se lembrarem deste desejo, Deus serviu-se de um sinal da natureza: o arco íris. Disse Deus: “Este é o sinal da aliança que estabeleço convosco… o meu arco-íris sobre as nuvens”. É o fenómeno natural da decomposição da luz solar, que se reveste de beleza: Aliança de Deus connosco.

  1. Aliança vivida no Baptismo   

           Segunda leitura

            São Pedro vem completar o que meditamos na primeira leitura: Na sua primeira Carta, recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. É o compromisso dos cristãos, na sua fidelidade à Aliança; compromisso assumido no Baptismo. Fé e vida, no caminho da salvação. É o princípio de uma nova humanidade, para vivermos na amizade com Deus. Oxalá que o mundo e cada um de nós saibamos compreender quanto Deus nos ama, e quanto nós devemos dizer sim e este amor: caminho de humanidade nova.

  1. Aliança com a nossa conversão

    Evangelho

     Irmãos, São Marcos inicia o seu evangelho chamando-nos à conversão. No deserto, Jesus sentiu as tentações do demónio. A vitória de Jesus sobre Satanás anuncia a sua vitória completa sobre o pecado. O Evangelho de Marcos tem este pormenor: Jesus começou a sua evangelização dizendo: “Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”. 

Não estranhemos este convite à conversão. Habitualmente a graça de Deus está em nós. Mas como lavamos o rosto todos os dias, sentimos que a nossa união com o Senhor precisa de um empenho todos os dias. Convertei-vos significa: voltai-vos mais para Deus. Jesus começou a construir um mundo novo: no amor e na Paz: “Dou-vos a minha paz, não como vo-la dá o mundo”.

     Queremos viver neste mundo novo, que é o Reino de Deus, com a nossa vida purificada pela conversão.  É o nosso trabalho de Quaresma, a caminho da Páscoa de Jesus.

P. António G. (SDB)

17
Fev21

TESTAMENTO DA IRMÃ MARIA DOMINGOS


Oliveira

Partilho o texto de meditação para a oração do terço do Cardeal Tolentino de Mendonça de ontem 16-2-21, enviada pelo Ir. Manuel Silva, assistente da COPAAEC.

(A. Oliveira)

Obrigado, Senhor, por quantos se sentam com mansidão à soleira do instante.
Obrigado por aquelas e aqueles que olham o mundo e as suas contradições recorrendo à misericórdia em vez do juízo.
Obrigado por essas e esses que reparam, reciclam e restauram os fios quebrados ou interrompidos que trazemos no coração.
Obrigado pelos artesãos e tecedeiras que estendem pacientemente a possibilidade de caminho onde todos se apressam a dizer que não há remédio.
Obrigado por inspirares mulheres e homens a cuidar não só do que vem considerado útil, mas também daquele inútil de que afinal precisamos tanto: a inútil alegria, a inútil viagem, a inútil beleza, o inútil esbanjamento que é, se pensarmos bem, a amizade e o amor.
Obrigado por quem não tem só fome de pão; por quem não sabe viver, por exemplo, sem fome de liberdade, de inteireza, de igualdade, de fraternidade ou de justiça. E assim, nessa fome que parece apenas terrestre, descobre também o
significado do desejo de Deus.
Obrigado por quem se deixa visitar pela imensidão de Deus na vida minúscula e a declina com humildade e leveza, quase sem ruído.
Obrigado por essas e esses habitantes da vida que a abraçam intensamente, sem nunca a fechar. De facto, é no aberto e no amplo, longe de todos os cálculos, distante de todas as cercas, que as papoilas crescem sem porquê.
Obrigado, Senhor, por teres ensinado não só aos seres humanos o cântico da criação, pois realmente o grande coral que entoamos ficaria mais pobre. Tantas vezes me espantou perceber o que sabiam de Ti as flores ou os caracóis do nosso jardim.

Cardeal J. Tolentino de Mendonça
16.02.21

17
Fev21

EUTANÁSIA: PONTO SITUAÇÃO

RESENHA DO CLAMOR PUBLICO+A BELEZA DA NOSSA BATALHA


Oliveira

Partilho mais um email do Dr. António Pinheiro Torres sobre este abominável tema da Eutanásia para nossa informação e possível resposta/acção em conformidade.

(A. Oliveira)

Caros amigos

Em principio a lei da eutanásia, aprovada pelo parlamento, seguiu hoje (15) para o Presidente da República.

Como sabem temos tido por objectivo que o PR envie o diploma para o Tribunal Constitucional e nesse sentido muitos escreveram espontaneamente ao presidente para o email da presidência (de acordo com a resposta automática que se recebe estão entupidos de correio…) e outros subscreveram esta carta do IPEC. Também não têm faltado as petiçõesPedido da Inconstitucionalidade -A lei da eutanásia (1.136 assinaturas), Pedido de veto contra a lei da eutanásia (8.802 assinaturas) e, hoje: Sr. Presidente, não promulgue a eutanásia! (52 assinaturas). Escrever e assinar tudo aquilo com que estivermos de acordo é sempre importante no duplo sentido de que o PR se aperceba do respaldo popular às decisões que vier a tomar e também para em termos mediáticos se poder projectar a oposição à lei.

Em termos de campanhas públicas: vão manter-se nas ruas de 8 cidades e por três meses (até meio de Março) os outdoors da Federação Portuguesa pela Vida (e também a angariação de fundos para os pagar: IBAN PT50 0033 0000 4523 7432 1610 5) e a declaração dos Catedráticos de Direito Público de Junho passado ganhou um novo folgo pela adesão de outros professores universitários (através duma campanha do Stop Eutanásia).

Em anexo encontram um registo do muito que se escreveu, disse e interveio, na sequência da aprovação da lei em 29 de Janeiro passado. Artigos, entrevistas, comunicados de partidos e associações e comunidades religiosas, noticias na imprensa estrangeira, homilias de diversos sacerdotes e do Cardeal Patriarca de Lisboa, etc. Impressionante!

Nota: faltam três comunicados (Federação, Juristas e Psicólogos católicos) que enviarei na próxima informação. Mais haverá também que me escapou…☹

Como pode haver muitos que não abram a resenha anexo envio para conhecimento algumas informações dos nossos adversários neste debate e que penso ajudam a percebermos melhor o desafio que temos por diante: Eutanásia: do cavalo de Tróia à cavalgada das Valquírias (Miguel Granja); A eutanásia e eu (Tiago André Alves); Direito à vida, mas não dever de viver a todo o custo (Teresa Violante); A eutanásia na Península Ibérica (Dantas Rodrigues).

Não há memória de um tal clamor público e por isso razões para esperar que independentemente do desfecho legislativo se consolide um movimento popular de oposição a esta lei que não só não deixa que se feche este “dossier” como promete muito em termos de acção social e impacto cultural na sociedade portuguesa. É a beleza destas batalhas em que nos envolvemos: ganhando ou perdendo, a afirmação da Vida cresce sempre e cada um de nós cresce também na sua experiência e consciência. Nunca agradeceremos o suficiente o que nos devemos mutuamente é o privilégio deste empenho!

Um abraço confiante do

Antonio Pinheiro Torres

RESENHA DO CLAMOR PÚBLICO SUSCITADO PELA APROVAÇÃO DA LEI DA EUTANÁSIA EM 29-JANEIRO-2021

Artigos: Cuidar da vida frágil (Cardeal Tolentino de Mendonça); Respeitar os mortos da pandemia é também travar a eutanásia (Assunção Cristas); Os deputados estão longe do povo (Margarida Neto); Eutanásia: o enterro da nossa civilização (José Maria Seabra Duque); Lei da Eutanásia sem pés nem cabeça (Isilda Pegado); Entre a obsessão e a anemia (José Luis Ramos Pinheiro); Eutanásia: que vergonha (Pedro Melo); Eutanásia portuguesa: Uma lei paternalista e reacionária (Padre Vasco Pinto de Magalhães); A desgraçada política da morte (António Bagão Félix); Um Parlamento que ri (Octávio Carmo); A eutanásia de um país que sofre (Maria do Céu Patrão Neves); Eutanásia: um processo legislativo inexplicável (Miguel Assis Raimundo); Parlamento em auto-confinamento (Raquel Abecasis); Eutanásia: do dever da Vida (José António Henriques dos Santos Cabral); Eutanásia, a porta para o abismo apesar da burocracia? (Henrique da Costa Ferreira); Cuidados Paliativos: será que todos sabem o que são? (Isabel Galriça Neto); A eutanásia é uma prática nazi? (Padre José Manuel Ferreira); A eutanásia é a negação da liberdade (Henrique Raposo);

Sobre a inconstitucionalidade da lei: A vida humana é inviolável (Pedro Vaz Patto); "A vida humana é inviolável", mas só às vezes?! (Padre Gonçalo Portocarrero); Constitucionalista diz que eutanásia “pode abrir a porta à pena de morte” (Em nome da Lei-RR); Porque é a lei da eutanásia inconstitucional (José Ribeiro e Castro); “Dizer que as pessoas têm liberdade de dispor da sua vida é algo que parece contrariar a própria dignidade humana” (Pedro Romano Martinez)

Entrevistas: "Anestesia" perante a morte. Stress emocional pode explicar indiferença à Covid (Padre Anselmo Borges); Eutanásia: que decisão deve tomar o Presidente? (debate entre Manuel Lemos e José Manuel Pureza); Eutanásia «é o mais fácil, mas certamente o mais agressivo e o mais horrendo que se pode imaginar» (Filipe Santos Almeida); Profissionais de saúde têm sido «verdadeiramente heroicos no seu esforço de entrega» (José Diogo Martins); Diretora do Instituto de Bioética da UCP alerta para «retrocesso» nos cuidados paliativos devido à pandemia (Sandra Martins Pereira); «Temos de lutar todos pela vida» (Padre Alberto Mendes); Bispo de Leiria-Fátima considera que legislação sobre a eutanásia «envergonha uma parte da classe política» (Cardeal D. António Marto);

Comunicados e pronunciamentos: Comunicado do Conselho Permanente da CEP face à aprovação da eutanásia; Despenalização da Eutanásia – Tomada de Posição da Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde; Tomada de Posição da Aliança Evangélica Portuguesa – Eutanásia; Despenalização da morte a pedido manifesta um «Estado que prefere desistir de vidas humanas» – Família Vicentina; Eutanásia: Representantes de nove comunidades religiosas condenam «retrocesso civilizacional»; Aliança contra legalização da eutanásia; Eutanásia: quebrar os laços da solidariedade (Jesuítas portugueses); Nota sobre a eutanásia-A vida humana é o berço da liberdade; não a sua vítima! (Comissão Diocesana da Cultura de Aveiro);

Imprensa estrangeira: Portugal: le Parlement légalise l'euthanasie (La Nouvelle République) ; «Au Portugal, le suicide risque de devenir un soin comme un autre» (le Figaro) ; Portuguese Parliament approves euthanasia law (site da Federação Europeia One of Us) ; Portuguese parliament approves law to legalise euthanasia (Reuters) ; Il Portogallo falciato dal Covid approva l’eutanasia (Tempi) e Eutanasia, il Portogallo pro life spera nel presidente (La Nuova Bussola Quotidiana)

Multimédia: António Filipe: Declaração de voto sobre a provocação da morte antecipada; Aprovar a eutanásia neste momento é uma indignidade! (Telmo Correia); Eutanasia: Méndez muestra el rechazo de VOX a una "ley radical, eugenésica y criminal"; Padre Pedro Quintela no IV Domingo do tempo comum

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